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TCE vê erros em obras viárias de São Bernardo

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Corte indica falhas orçamentárias e até falta de espaço ideal de refeitório para funcionários


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

27/01/2020 | 23:30


O TCE (Tribunal de Contas do Estado) apontou série de falhas em obras viárias executadas pelo governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB). As críticas vão de problemas orçamentários a ausência de refeitório adequado para funcionários.

O Diário teve acesso a relatório produzido pela conselheira Cristiana de Castro Moraes, que citou as obras de construção de corredores de ônibus Galvão Bueno, Castelo Branco, Rotary, Vila São Pedro, além do terminal Batistini.

As reclamações incluem “orçamento defasado, ausência de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) da fiscalização da obra, atraso no andamento dos serviço de até quatro meses, falta de refeitório para os trabalhadores e atraso no início da obra por pendência de autorização ambiental da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o que culminou em sete meses de desembolsos exclusivamente para administração e mobilização de canteiro”.

A equipe do TCE realizou duas visitas in loco, uma em abril de 2018 e outra em fevereiro de 2019, quando foram constatadas as irregularidades. O tribunal deu 15 dias para que a gestão Orlando Morando tomasse as providências necessárias para cumprir as leis ou que apresentasse justificativas sobre as questões que foram levantadas. Não houve atualização pública da situação desde então.

Os corredores Vila São Pedro, Castelo Branco e Galvão Bueno receberam apontamentos sobre atraso no andamento das obras entre três e quatro meses. Somente o corredor São Pedro foi orçado em R$ 49,9 milhões e tem promessa de ser o maior da cidade, como 3,3 quilômetros, com 12 paradas de ônibus que deverão interligar a Vila São Pedro, Alto Industrial, Baeta Neves e Jardim Farina. A empreiteira que executa a obra é o Consórcio Versátil-DP Barros-SBC.

Conforme último relatório (referente ao segundo quadrimestre de 2019), está com 53% de serviços executados.
Já o corredor Galvão Bueno, que foi orçado em R$ 16,7 milhões, recebeu apontamento de que não havia refeitório em área reservada para os trabalhadores realizarem as refeições, o que desobedece normas de saúde e segurança do trabalho. A obra é executada pela empresa Souza Compec Engenharia e Construções Ltda e, conforme último balanço, está com 85% de obra feita.

O corredor Castelo Branco é feito pela Construtora Kamilos, ao custo de R$ 31,5 milhões, e tem 72% de obras concluídas. O corredor Rotary é constituído pela Compec Galasso Engenharia e Construções, com valor de R$ 16,6 milhões – 91% dos serviços foram realizados. O terminal Batistini é construído pela ETC Empreendimentos e Tecnologia em Construções, que cobrou R$ 29,1 milhões – 56% de trabalho feito.

O valor de todas as intervenções que receberam os questionamentos do TCE soma R$ 136 milhões e a administração tucana tem intenção de entregar os corredores ao longo de 2020.

Por meio de nota, a Prefeitura de São Bernardo alegou que os questionamentos levantados pelo TCE já foram justificados em duas petições e que os argumentos de resposta estão em análise pela Corte.  



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TCE vê erros em obras viárias de São Bernardo

Corte indica falhas orçamentárias e até falta de espaço ideal de refeitório para funcionários

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

27/01/2020 | 23:30


O TCE (Tribunal de Contas do Estado) apontou série de falhas em obras viárias executadas pelo governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB). As críticas vão de problemas orçamentários a ausência de refeitório adequado para funcionários.

O Diário teve acesso a relatório produzido pela conselheira Cristiana de Castro Moraes, que citou as obras de construção de corredores de ônibus Galvão Bueno, Castelo Branco, Rotary, Vila São Pedro, além do terminal Batistini.

As reclamações incluem “orçamento defasado, ausência de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) da fiscalização da obra, atraso no andamento dos serviço de até quatro meses, falta de refeitório para os trabalhadores e atraso no início da obra por pendência de autorização ambiental da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o que culminou em sete meses de desembolsos exclusivamente para administração e mobilização de canteiro”.

A equipe do TCE realizou duas visitas in loco, uma em abril de 2018 e outra em fevereiro de 2019, quando foram constatadas as irregularidades. O tribunal deu 15 dias para que a gestão Orlando Morando tomasse as providências necessárias para cumprir as leis ou que apresentasse justificativas sobre as questões que foram levantadas. Não houve atualização pública da situação desde então.

Os corredores Vila São Pedro, Castelo Branco e Galvão Bueno receberam apontamentos sobre atraso no andamento das obras entre três e quatro meses. Somente o corredor São Pedro foi orçado em R$ 49,9 milhões e tem promessa de ser o maior da cidade, como 3,3 quilômetros, com 12 paradas de ônibus que deverão interligar a Vila São Pedro, Alto Industrial, Baeta Neves e Jardim Farina. A empreiteira que executa a obra é o Consórcio Versátil-DP Barros-SBC.

Conforme último relatório (referente ao segundo quadrimestre de 2019), está com 53% de serviços executados.
Já o corredor Galvão Bueno, que foi orçado em R$ 16,7 milhões, recebeu apontamento de que não havia refeitório em área reservada para os trabalhadores realizarem as refeições, o que desobedece normas de saúde e segurança do trabalho. A obra é executada pela empresa Souza Compec Engenharia e Construções Ltda e, conforme último balanço, está com 85% de obra feita.

O corredor Castelo Branco é feito pela Construtora Kamilos, ao custo de R$ 31,5 milhões, e tem 72% de obras concluídas. O corredor Rotary é constituído pela Compec Galasso Engenharia e Construções, com valor de R$ 16,6 milhões – 91% dos serviços foram realizados. O terminal Batistini é construído pela ETC Empreendimentos e Tecnologia em Construções, que cobrou R$ 29,1 milhões – 56% de trabalho feito.

O valor de todas as intervenções que receberam os questionamentos do TCE soma R$ 136 milhões e a administração tucana tem intenção de entregar os corredores ao longo de 2020.

Por meio de nota, a Prefeitura de São Bernardo alegou que os questionamentos levantados pelo TCE já foram justificados em duas petições e que os argumentos de resposta estão em análise pela Corte.  

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