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Dispensados da frente de trabalho recorrem ao MP

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Trabalhadores que tiveram contrato suspenso em Ribeirão Pires se articularam para que a gestão Kiko recontrate profissionais


Daniel Tossato
Do dgabc.com.br

25/01/2020 | 00:01


Trabalhadores que foram dispensados após dois dias de serviços na frente de trabalho de Ribeirão Pires formularam representação no Ministério Público contra a Prefeitura, chefiada por Adler Kiko Teixeira (PSB), para que a administração recontrate os profissionais. Mas eles evitaram protocolar oficialmente o documento na esperança de resolução do impasse sem as vias judiciais até semana que vem.

Cerca de 20 pessoas se reuniram ontem com a promotoria de Justiça, que recebeu a reclamação dos profissionais. “Queremos que a Prefeitura nos explique o que aconteceu e que ela cumpra a promessa de nos contratar. Achei que ia iniciar o ano trabalhando, mas não foi isso que aconteceu”, disse Fred Jean Barbosa da Silva, 40 anos, um dos representantes dos trabalhadores que foram dispensados pela gestão Kiko.

Segundo Silva, o pessoal que foi demitido pela Prefeitura após dois dias de trabalho articula para preparar ação coletiva contra a gestão Kiko, que, segundo os trabalhadores, não teria dado explicações convincentes sobre o motivo da suspensão dos contratos do Programa Auxílio Desemprego.

Além da ação judicial, os trabalhadores dispensados também articulam manifestação na manhã de hoje em atividade do prefeito Kiko que irá iniciar as obras no parque linear na cidade. “Queremos comparecer à inauguração e tentar questionar o prefeito acerca do que aconteceu. Eu sou pai de família, preciso trabalhar”, disse Silva.

No início do mês, o Executivo selecionou 100 nomes para que pudessem participar da frente de trabalho da cidade. Desses convocados, apenas 50 apareceram para iniciar a atuação entre os dias 13 e 14, quando ganharam uniformes e tiveram acesso ao cronograma.

No dia 14, porém, foram avisados de que os contratos foram extintos e que não trabalhariam mais na frente de trabalho. Os convocados chegaram a assinar contrato de admissão no dia 6.

Secretário de Administração de Ribeirão, Adriano Dias Campos reconheceu o erro e chegou a pagar R$ 20 do próprio bolso para saldar os gastos que o pessoal teve com transporte público para ir ao trabalho. Campos ainda teria sugerido que o pessoal dispensado poderia ser contratado pelo Atacadão, supermercado que será inaugurado no fim deste mês na cidade. O grupo Carrefour, que controla o Atacadão, negou que haja qualquer parceria com a Prefeitura de Ribeirão Pires para alocar estas pessoas.

Por meio de nota, a Prefeitura de Ribeirão Pires alegou que as questões relacionadas à suspensão do Programa Auxílio Desemprego estão sob análise do departamento jurídico.  



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Dispensados da frente de trabalho recorrem ao MP

Trabalhadores que tiveram contrato suspenso em Ribeirão Pires se articularam para que a gestão Kiko recontrate profissionais

Daniel Tossato
Do dgabc.com.br

25/01/2020 | 00:01


Trabalhadores que foram dispensados após dois dias de serviços na frente de trabalho de Ribeirão Pires formularam representação no Ministério Público contra a Prefeitura, chefiada por Adler Kiko Teixeira (PSB), para que a administração recontrate os profissionais. Mas eles evitaram protocolar oficialmente o documento na esperança de resolução do impasse sem as vias judiciais até semana que vem.

Cerca de 20 pessoas se reuniram ontem com a promotoria de Justiça, que recebeu a reclamação dos profissionais. “Queremos que a Prefeitura nos explique o que aconteceu e que ela cumpra a promessa de nos contratar. Achei que ia iniciar o ano trabalhando, mas não foi isso que aconteceu”, disse Fred Jean Barbosa da Silva, 40 anos, um dos representantes dos trabalhadores que foram dispensados pela gestão Kiko.

Segundo Silva, o pessoal que foi demitido pela Prefeitura após dois dias de trabalho articula para preparar ação coletiva contra a gestão Kiko, que, segundo os trabalhadores, não teria dado explicações convincentes sobre o motivo da suspensão dos contratos do Programa Auxílio Desemprego.

Além da ação judicial, os trabalhadores dispensados também articulam manifestação na manhã de hoje em atividade do prefeito Kiko que irá iniciar as obras no parque linear na cidade. “Queremos comparecer à inauguração e tentar questionar o prefeito acerca do que aconteceu. Eu sou pai de família, preciso trabalhar”, disse Silva.

No início do mês, o Executivo selecionou 100 nomes para que pudessem participar da frente de trabalho da cidade. Desses convocados, apenas 50 apareceram para iniciar a atuação entre os dias 13 e 14, quando ganharam uniformes e tiveram acesso ao cronograma.

No dia 14, porém, foram avisados de que os contratos foram extintos e que não trabalhariam mais na frente de trabalho. Os convocados chegaram a assinar contrato de admissão no dia 6.

Secretário de Administração de Ribeirão, Adriano Dias Campos reconheceu o erro e chegou a pagar R$ 20 do próprio bolso para saldar os gastos que o pessoal teve com transporte público para ir ao trabalho. Campos ainda teria sugerido que o pessoal dispensado poderia ser contratado pelo Atacadão, supermercado que será inaugurado no fim deste mês na cidade. O grupo Carrefour, que controla o Atacadão, negou que haja qualquer parceria com a Prefeitura de Ribeirão Pires para alocar estas pessoas.

Por meio de nota, a Prefeitura de Ribeirão Pires alegou que as questões relacionadas à suspensão do Programa Auxílio Desemprego estão sob análise do departamento jurídico.  

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