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Déficit em produtos químicos sobe 6,6% em 2019 para US$ 31,5 bi, diz Abiquim



21/01/2020 | 10:24


O déficit da balança comercial de produtos químicos do Brasil atingiu US$ 31,5 bilhões em 2019, resultado de US$ 44,1 bilhões em importações e US$ 12,6 bilhões em exportações, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 21, pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O resultado ficou bem próximo do maior déficit no histórico da balança comercial de produtos químicos, de US$ 32 bilhões, registrado em 2013.

Em valores, as importações aumentaram 2% em 2019, enquanto as exportações registram declínio de 8,1% na comparação com o ano anterior, no contexto da difícil situação econômica da Argentina - tradicional principal mercado regional para produtos químicos brasileiros.

Em volume, as importações somaram 47,6 milhões de toneladas, alta de 5,4% ante o ano anterior e um recorde histórico. Entre os grupos acompanhados, os intermediários para fertilizantes foram perceptivelmente o principal item da pauta de importação do setor com compras de praticamente US$ 8,1 bilhões, em 2019, equivalentes a 67,8% da importações.

Já as exportações somaram 13,9 milhões de toneladas, registrando leve acréscimo de 3,8% em relação ao ano anterior. Nessa ponta, as resinas termoplásticas, com vendas externas de US$ 1,8 bilhão, lideraram a lista, apesar da redução de 12,9% do valor das vendas para o exterior na comparação com 2018.

Em nota, a entidade observa que o déficit foi "especialmente alavancado pelo vertiginoso agravamento do resultado desfavorável com países Asiáticos (particularmente China e Índia), que, somados, passaram da representação de 20% do total do déficit, em 2013, para praticamente 30%, em 2019, e pelo recuo das vendas externas a praticamente todos os dez principais destinos de exportações (somados representam mais de 65% do total de US$ 12,6 bilhões exportados em 2019), em especial para a Argentina e outros mercados na América Latina, ao passo que países asiáticos passaram a crescentemente ocupar presença comercial nesses mercados naturais para os produtos brasileiros".



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Déficit em produtos químicos sobe 6,6% em 2019 para US$ 31,5 bi, diz Abiquim


21/01/2020 | 10:24


O déficit da balança comercial de produtos químicos do Brasil atingiu US$ 31,5 bilhões em 2019, resultado de US$ 44,1 bilhões em importações e US$ 12,6 bilhões em exportações, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 21, pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O resultado ficou bem próximo do maior déficit no histórico da balança comercial de produtos químicos, de US$ 32 bilhões, registrado em 2013.

Em valores, as importações aumentaram 2% em 2019, enquanto as exportações registram declínio de 8,1% na comparação com o ano anterior, no contexto da difícil situação econômica da Argentina - tradicional principal mercado regional para produtos químicos brasileiros.

Em volume, as importações somaram 47,6 milhões de toneladas, alta de 5,4% ante o ano anterior e um recorde histórico. Entre os grupos acompanhados, os intermediários para fertilizantes foram perceptivelmente o principal item da pauta de importação do setor com compras de praticamente US$ 8,1 bilhões, em 2019, equivalentes a 67,8% da importações.

Já as exportações somaram 13,9 milhões de toneladas, registrando leve acréscimo de 3,8% em relação ao ano anterior. Nessa ponta, as resinas termoplásticas, com vendas externas de US$ 1,8 bilhão, lideraram a lista, apesar da redução de 12,9% do valor das vendas para o exterior na comparação com 2018.

Em nota, a entidade observa que o déficit foi "especialmente alavancado pelo vertiginoso agravamento do resultado desfavorável com países Asiáticos (particularmente China e Índia), que, somados, passaram da representação de 20% do total do déficit, em 2013, para praticamente 30%, em 2019, e pelo recuo das vendas externas a praticamente todos os dez principais destinos de exportações (somados representam mais de 65% do total de US$ 12,6 bilhões exportados em 2019), em especial para a Argentina e outros mercados na América Latina, ao passo que países asiáticos passaram a crescentemente ocupar presença comercial nesses mercados naturais para os produtos brasileiros".

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