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Morre ator Rogério Cardoso, Seu Flor de 'A Grande Família'

Mauro Fernando
Do Diário do Grande ABC
Com Agências
24/07/2003 | 20:22
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Foto:Divulgação Vítima de enfarte, o ator Rogério Cardoso morreu na quinta-feira de manhã no Rio, em sua casa, em Copacabana. Tinha 66 anos e era paulista de Mococa. Atualmente, atuava em dois programas da TV Globo: A Grande Família, no qual interpretava o simpático Seu Flor, e Zorra Total, em um quadro no qual contracenava com Nair Bello no papel de Epitáfio. O ator se destacou pela comicidade com que tratava seus personagens.

Seu filho Rogério afirmou que o comediante estava bem e que a morte foi uma surpresa: “Ele sofria de problemas no coração, mas estava controlado, sob cuidados médicos”. O velório foi realizado na quinta-feira na Câmara de Vereadores do Rio, da qual o ator ocupou uma cadeira. O enterro está marcado para esta sexta-feira, no Cemitério Municipal de Mococa.   Rogério Cardoso Furtado começou a carreira em Mococa, no rádio, em 1952. Naquela época, esse era o principal meio de comunicação eletrônico. A TV brasileira, inaugurada em 1950, apenas engatinhava. Foi contra-regra de radionovela, mas pouco tempo depois passou a cantar e a contar piadas.

Estreou no teatro em 1958 – fez aproximadamente 20 peças – e na TV em 1963. Nesta, atuou em novelas como A Gata Comeu, de Ivani Ribeiro, e Explode Coração, de Glória Perez, na TV Globo, e Cinderela 77, de Walter Negrão e Chico de Assis, na extinta TV Tupi. Trabalhou também nas minisséries O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, e Hilda Furacão, de Glória Perez, da Globo, baseadas respectivamente nas obras de Ariano Suassuna e Roberto Drummond.

Fez, ainda, vários episódios de A Comédia da Vida Privada, de Jorge Furtado, Mauro Mendonça Filho e Guel Arraes, da Globo, adaptados da obra de Luís Fernando Veríssimo. E em diversos programas de humor, como Moacyr Franco Show (TVs Tupi e Rio), Praça da Alegria (TV Record), Reapertura (TVS) e Chico City, Os Trapalhões, Balança mas não Cai, Viva o Gordo e Chico Anysio Show (Globo).

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Mas foi A Escolinha do Professor Raymundo, humorístico ancorado por Chico Anysio, que deu notoriedade a Cardoso. Seu personagem Rolando Lero, um puxa-saco com linguagem de PhD, era um especialista em falar muito sem dizer nada.

Começou a atuar no cinema na década de 1990, quando já se tornara conhecido do grande público graças à TV. Fez Boleiros, de Ugo Giorgetti, Amor & Cia, de Helvécio Ratton, Bossa Nova, de Bruno Barreto – O Auto da Compadecida também chegou às telonas.

Até dezembro do ano passado, o ator pôde ser visto na temporada paulistana da comédia Três Homens Baixos, de Rodrigo Murat, na qual contracenou com Flávio Galvão e Jonas Bloch. A peça passou por São Bernardo em setembro. Cardoso foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro por Bonifácio Bilhões, de João Bethencourt, e ganhou o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) por sua atuação em Hilda Furacão.




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