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Guedes vai a Davos para 'vender' o Brasil

Fernando Frazão/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


18/01/2020 | 09:39


Depois de concentrar o primeiro ano do governo na administração dos problemas domésticos e no encaminhamento das principais reformas estruturais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer focar em 2020 na tarefa de atrair capital externo, não especulativo, para financiar os projetos brasileiros, principalmente, de infraestrutura.

O primeiro teste começa na próxima semana, quando Guedes e sua equipe participam em Davos, na Suíça, do Fórum Econômico Mundial. A missão será mostrar que o Brasil mudou de cara em 2019, saindo do que classificou de "abismo fiscal" para um período de recuperação econômica, com inflação e juros baixo. Nesse cenário, "vender" o Brasil como o melhor destino no mundo para investimentos ganhou relevância.

Além de Davos, Guedes deve reforçar sua agenda internacional nos próximos meses, o

que não aconteceu no ano passado quando ele cancelou muitas viagens e não aceitou convites para sair do País.

Para atrair o olhar dos estrangeiros, a equipe econômica pretende explorar também a perspectiva de acelerar a sua entrada como membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), depois do apoio dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura brasileira.

Um ano após a sua primeira participação no fórum, o ministro vai levar a mensagem de que o Brasil aprofundará as reformas em 2020, está corrigindo erros e começou a entregar a agenda de medidas prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Sem o presidente, que cancelou a ida ao fórum, Guedes será a principal autoridade brasileira em Davos. O encontro reúne líderes mundiais e chefes das maiores empresas do mundo para discutir o aquecimento da economia global. A reunião deste ano acontecerá entre os dias 21 e 24 deste mês.

No ano passado, Bolsonaro, na sua primeira viagem internacional após a posse, decepcionou em Davos com um discurso de apenas seis minutos e o cancelamento, em seguida, da sua primeira entrevista coletiva em reação às críticas que recebeu.

"Em que lugar no mundo está acontecendo o mais dramático processo de reformas institucionais e reformas estruturais? É no Brasil", afirma o secretário Especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, que acompanhará Guedes em Davos.

O secretário antecipa que governo vai mostrar aos investidores que o Brasil já percorreu uma parte do caminho das reformas: Previdência, abertura da economia via acordos internacionais de comércio, melhoria do ambiente de negócios por meio da aprovação da Lei de Liberdade Econômica, programa de privatizações.

Paradoxo

Segundo ele, há um paradoxo hoje no mundo: muita liquidez (sobra de recursos) e ao mesmo tempo uma estiagem de oportunidade de investimentos viáveis e lucrativos. "Esses recursos podem fluir para infraestrutura", ressalta. "Uma das mais importantes fronteiras do investimento estrutural do mundo seja o Brasil", afirma.

Para secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Matar, o maior atrativo do governo a oferecer em Davos é o pacote de concessões. O governo prevê uma venda este ano de R$ 150 bilhões de privatização de estatais e participações em empresas, incluindo o leilão de 79 concessões. "Tudo melhorou: inflação, risco, Bolsa e juros. Guedes vai ter o que mostrar", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Guedes vai a Davos para 'vender' o Brasil


18/01/2020 | 09:39


Depois de concentrar o primeiro ano do governo na administração dos problemas domésticos e no encaminhamento das principais reformas estruturais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer focar em 2020 na tarefa de atrair capital externo, não especulativo, para financiar os projetos brasileiros, principalmente, de infraestrutura.

O primeiro teste começa na próxima semana, quando Guedes e sua equipe participam em Davos, na Suíça, do Fórum Econômico Mundial. A missão será mostrar que o Brasil mudou de cara em 2019, saindo do que classificou de "abismo fiscal" para um período de recuperação econômica, com inflação e juros baixo. Nesse cenário, "vender" o Brasil como o melhor destino no mundo para investimentos ganhou relevância.

Além de Davos, Guedes deve reforçar sua agenda internacional nos próximos meses, o

que não aconteceu no ano passado quando ele cancelou muitas viagens e não aceitou convites para sair do País.

Para atrair o olhar dos estrangeiros, a equipe econômica pretende explorar também a perspectiva de acelerar a sua entrada como membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), depois do apoio dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura brasileira.

Um ano após a sua primeira participação no fórum, o ministro vai levar a mensagem de que o Brasil aprofundará as reformas em 2020, está corrigindo erros e começou a entregar a agenda de medidas prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Sem o presidente, que cancelou a ida ao fórum, Guedes será a principal autoridade brasileira em Davos. O encontro reúne líderes mundiais e chefes das maiores empresas do mundo para discutir o aquecimento da economia global. A reunião deste ano acontecerá entre os dias 21 e 24 deste mês.

No ano passado, Bolsonaro, na sua primeira viagem internacional após a posse, decepcionou em Davos com um discurso de apenas seis minutos e o cancelamento, em seguida, da sua primeira entrevista coletiva em reação às críticas que recebeu.

"Em que lugar no mundo está acontecendo o mais dramático processo de reformas institucionais e reformas estruturais? É no Brasil", afirma o secretário Especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, que acompanhará Guedes em Davos.

O secretário antecipa que governo vai mostrar aos investidores que o Brasil já percorreu uma parte do caminho das reformas: Previdência, abertura da economia via acordos internacionais de comércio, melhoria do ambiente de negócios por meio da aprovação da Lei de Liberdade Econômica, programa de privatizações.

Paradoxo

Segundo ele, há um paradoxo hoje no mundo: muita liquidez (sobra de recursos) e ao mesmo tempo uma estiagem de oportunidade de investimentos viáveis e lucrativos. "Esses recursos podem fluir para infraestrutura", ressalta. "Uma das mais importantes fronteiras do investimento estrutural do mundo seja o Brasil", afirma.

Para secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Matar, o maior atrativo do governo a oferecer em Davos é o pacote de concessões. O governo prevê uma venda este ano de R$ 150 bilhões de privatização de estatais e participações em empresas, incluindo o leilão de 79 concessões. "Tudo melhorou: inflação, risco, Bolsa e juros. Guedes vai ter o que mostrar", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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