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Questões sobre o futuro do
clima agitam nova geração

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, última década foi a de maior crise climática da história


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

05/01/2020 | 07:00


A preocupação com o futuro do planeta e com as condições de vida humana, atualmente e nas próximas centenas de anos, é cada vez maior e mais abrangente em relação aos jovens, especialmente pelo fato de que serão eles a viver esse futuro. A exemplo disso, a sueca Greta Thumberg, 16 anos, ficou conhecida mundialmente na última semana de setembro de 2019, com seu discurso durante a Cúpula do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), diante de centenas de líderes globais. A garota chegou até o evento por causa de protestos surgidos em agosto de 2018, quando faltou à escola e seguiu sozinha para a frente do prédio que abriga o parlamento da Suécia carregando um cartaz em que se lia (em sueco) Greve Escolar Pelo Clima e panfletos com dados científicos sobre o aquecimento global. Meses mais tarde, a pequena manifestação deu lugar a marcha histórica pelo clima, o #schoolstrike4climate (algo como #escolaemgrevepeloclima, em tradução para o português), que levou às ruas mais de 1,5 milhão de estudantes de mais de 100 países.

O estudante Lucas de Oliveira Cambuim, 15 anos, de Santo André, acredita que seja importante o debate levantado por Greta e representantes de sua faixa etária. “O aquecimento global e seus efeitos estão causando diversos prejuízos para o planeta, tanto para nossa geração quanto para as futuras. Eu me preocupo e acredito que são questões que deveriam ser importantes para todos.”

Em relação à jovem sueca, Lucas ‘tira o chapéu’ para a garota. “Acho que ela é muito corajosa de abandonar seus estudos para defender as causas ambientais. Todo o ativismo de Greta, entretanto, deveria ser feito por adultos, e não por uma adolescente. É muito nobre da parte dela, mostrando que até as crianças e adolescentes estão preocupados com o futuro do planeta e com as mudanças climáticas. Ela é uma grande inspiração para diversas pessoas que defendem o meio ambiente.”

Segundo Cambuim, as atitudes que faz em casa são simples, como economizar água e energia nos usos diários, separar o lixo e ir aos lugares por meio de caminhadas. “Além disso, sempre me policio para utilizar sacolas reutilizáveis em supermercados e diminuir o consumo de plástico, evitando canudos, por exemplo.”

A andreense Manuela Sellaro Gabriel, 16 anos, acredita que a figura de Greta no mundo representa muitos da chamada geração Z. “Com todas as tecnologias e meios de comunicação, os jovens estão até mais informados que os próprios adultos sobre alguns assuntos e isso faz com que deem mais voz aos adolescentes, que parecem ter algo a dizer.” Por conta da preocupação com o aquecimento global, Manuela e sua família optam por andar mais a pé do que de carro, principalmente aos fins de semana. “É preciso, ao menos, fazer o básico.”

Com a atual realidade, é necessário sensibilizar as pessoas cada vez mais cedo. “Quando conscientizamos, nem sempre sensibilizamos, que é quando as mudanças podem acontecer. Para isso é necessário que jovens tenham acesso a informações reais e aprofundadas sobre o assunto e que, principalmente, sejam estimulados a discutir e conhecer sobre o assunto. Até porque, eles serão os mais afetados”, comenta Marta Angela Marcondes, professora, bióloga e coordenadora do projeto IPH/USCS (Índice de Poluentes Hídricos) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

A docente esclarece que as mudanças climáticas elevam de forma significativa as temperaturas, o que pode gerar série de doenças para o ser humano, justamente por causa do desconforto térmico. Além disso, há perda da biodiversidade tanto da fauna quanto da flora, o que provoca a diminuição da umidade e regime de chuvas, podendo levar à escassez de água. “Sem falar nas consequências para a produção de alimentos”, ressalta Marta.

Em parte de seu discurso na ONU, Greta foi enfática ao dizer que as políticas de combate ao aquecimento atuais são insuficientes. No caso de as temperaturas se elevarem a 1,5ºC já é suficiente para o descongelamento das geleiras e desordem ambiental. “Vocês estão falhando conosco. Mas a juventude está começando a perceber essa traição. Os olhos de todas as futuras gerações estão voltados para vocês. E se vocês escolheram falhar, eu digo: nós nunca perdoaremos vocês! Nós não vamos deixar vocês escaparem disso. Exatamente aqui e agora nós colocamos esse limite. O mundo está acordando e a mudança está vindo. Vocês gostem delas ou não.” 



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Questões sobre o futuro do
clima agitam nova geração

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, última década foi a de maior crise climática da história

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

05/01/2020 | 07:00


A preocupação com o futuro do planeta e com as condições de vida humana, atualmente e nas próximas centenas de anos, é cada vez maior e mais abrangente em relação aos jovens, especialmente pelo fato de que serão eles a viver esse futuro. A exemplo disso, a sueca Greta Thumberg, 16 anos, ficou conhecida mundialmente na última semana de setembro de 2019, com seu discurso durante a Cúpula do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), diante de centenas de líderes globais. A garota chegou até o evento por causa de protestos surgidos em agosto de 2018, quando faltou à escola e seguiu sozinha para a frente do prédio que abriga o parlamento da Suécia carregando um cartaz em que se lia (em sueco) Greve Escolar Pelo Clima e panfletos com dados científicos sobre o aquecimento global. Meses mais tarde, a pequena manifestação deu lugar a marcha histórica pelo clima, o #schoolstrike4climate (algo como #escolaemgrevepeloclima, em tradução para o português), que levou às ruas mais de 1,5 milhão de estudantes de mais de 100 países.

O estudante Lucas de Oliveira Cambuim, 15 anos, de Santo André, acredita que seja importante o debate levantado por Greta e representantes de sua faixa etária. “O aquecimento global e seus efeitos estão causando diversos prejuízos para o planeta, tanto para nossa geração quanto para as futuras. Eu me preocupo e acredito que são questões que deveriam ser importantes para todos.”

Em relação à jovem sueca, Lucas ‘tira o chapéu’ para a garota. “Acho que ela é muito corajosa de abandonar seus estudos para defender as causas ambientais. Todo o ativismo de Greta, entretanto, deveria ser feito por adultos, e não por uma adolescente. É muito nobre da parte dela, mostrando que até as crianças e adolescentes estão preocupados com o futuro do planeta e com as mudanças climáticas. Ela é uma grande inspiração para diversas pessoas que defendem o meio ambiente.”

Segundo Cambuim, as atitudes que faz em casa são simples, como economizar água e energia nos usos diários, separar o lixo e ir aos lugares por meio de caminhadas. “Além disso, sempre me policio para utilizar sacolas reutilizáveis em supermercados e diminuir o consumo de plástico, evitando canudos, por exemplo.”

A andreense Manuela Sellaro Gabriel, 16 anos, acredita que a figura de Greta no mundo representa muitos da chamada geração Z. “Com todas as tecnologias e meios de comunicação, os jovens estão até mais informados que os próprios adultos sobre alguns assuntos e isso faz com que deem mais voz aos adolescentes, que parecem ter algo a dizer.” Por conta da preocupação com o aquecimento global, Manuela e sua família optam por andar mais a pé do que de carro, principalmente aos fins de semana. “É preciso, ao menos, fazer o básico.”

Com a atual realidade, é necessário sensibilizar as pessoas cada vez mais cedo. “Quando conscientizamos, nem sempre sensibilizamos, que é quando as mudanças podem acontecer. Para isso é necessário que jovens tenham acesso a informações reais e aprofundadas sobre o assunto e que, principalmente, sejam estimulados a discutir e conhecer sobre o assunto. Até porque, eles serão os mais afetados”, comenta Marta Angela Marcondes, professora, bióloga e coordenadora do projeto IPH/USCS (Índice de Poluentes Hídricos) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

A docente esclarece que as mudanças climáticas elevam de forma significativa as temperaturas, o que pode gerar série de doenças para o ser humano, justamente por causa do desconforto térmico. Além disso, há perda da biodiversidade tanto da fauna quanto da flora, o que provoca a diminuição da umidade e regime de chuvas, podendo levar à escassez de água. “Sem falar nas consequências para a produção de alimentos”, ressalta Marta.

Em parte de seu discurso na ONU, Greta foi enfática ao dizer que as políticas de combate ao aquecimento atuais são insuficientes. No caso de as temperaturas se elevarem a 1,5ºC já é suficiente para o descongelamento das geleiras e desordem ambiental. “Vocês estão falhando conosco. Mas a juventude está começando a perceber essa traição. Os olhos de todas as futuras gerações estão voltados para vocês. E se vocês escolheram falhar, eu digo: nós nunca perdoaremos vocês! Nós não vamos deixar vocês escaparem disso. Exatamente aqui e agora nós colocamos esse limite. O mundo está acordando e a mudança está vindo. Vocês gostem delas ou não.” 

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