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Montadora chinesa BYD pode adquirir fábrica da Ford em S.Bernardo

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Especializada em veículos elétricos, firma asiática surge como favorita para comprar espaço após quase desistência da Caoa, segundo jornal


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/12/2019 | 16:20


Depois de o Grupo Caoa classificar como “remota” a possibilidade de comprar a fábrica da Ford, no bairro Taboão, em São Bernardo, a montadora chinesa BYD pode adquirir a planta, ociosa desde 30 de outubro, quando a multinacional norte-americana encerrou suas atividades na região após 52 anos.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a montadora especializada em veículos elétricos estaria disposta em assumir o parque fabril para produzir caminhões movidos a eletricidade com objetivo de abastecer o mercado nacional e países vizinhos.

A fabricante conta com uma fábrica em Campinas, no Interior, desde 2017, e, inicialmente, atuou no ramo de produção de painéis solares e montagem de chassis para ônibus elétricos. Na fábrica de Campinas emprega 460 funcionários.

Na noite de quarta-feira, o presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, comentou, em evento com jornalistas, que esperava um desfecho sobre a venda da fábrica de São Bernardo “em breve”, mesmo depois da declaração do dono da Caoa, Carlos Alberto Oliveira Andrade, de que o acordo era difícil.

“Existe interesse na fábrica, e por questão de acordos de confidencialidade, não posso citar ninguém especificamente, mas existem outras empresas interessadas”, disse Watters, em entrevista reproduzida pelo site G1, indicando que havia carta na manga com o esfriamento das conversas com a Caoa.

Nesta semana, em aparição pública, Andrade argumentou que era remota a chance de acordo com a Ford, embora não tivesse desistido do diálogo. O entrave teria sido recusa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em emprestar aporte bilionário para que a Caoa pudesse se instalar na fábrica da Ford em São Bernardo.

O governador João Doria (PSDB) havia se comprometido a intermediar as negociações e chegou até a anunciar que as partes estavam em due diligence, quando há avanço nas conversas e o diálogo para etapa de análise de documentos, inclusive financeiros.

Em setembro, ainda durante as negociações com a Caoa, surgiu a informação de que a montadora chinesa Changan estaria interessada em assumir o espaço deixado pela Ford. A empresa estaria disposta a produzir SUVs, com motores flex. Essa especulação, contudo, não avançou.

A Ford informou que não se pronunciaria sobre o assunto. A Secretaria Estadual da Fazenda disse não haver novidades a respeito do caso. A BYD também não se manifestou acerca do episódio.



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Montadora chinesa BYD pode adquirir fábrica da Ford em S.Bernardo

Especializada em veículos elétricos, firma asiática surge como favorita para comprar espaço após quase desistência da Caoa, segundo jornal

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/12/2019 | 16:20


Depois de o Grupo Caoa classificar como “remota” a possibilidade de comprar a fábrica da Ford, no bairro Taboão, em São Bernardo, a montadora chinesa BYD pode adquirir a planta, ociosa desde 30 de outubro, quando a multinacional norte-americana encerrou suas atividades na região após 52 anos.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a montadora especializada em veículos elétricos estaria disposta em assumir o parque fabril para produzir caminhões movidos a eletricidade com objetivo de abastecer o mercado nacional e países vizinhos.

A fabricante conta com uma fábrica em Campinas, no Interior, desde 2017, e, inicialmente, atuou no ramo de produção de painéis solares e montagem de chassis para ônibus elétricos. Na fábrica de Campinas emprega 460 funcionários.

Na noite de quarta-feira, o presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, comentou, em evento com jornalistas, que esperava um desfecho sobre a venda da fábrica de São Bernardo “em breve”, mesmo depois da declaração do dono da Caoa, Carlos Alberto Oliveira Andrade, de que o acordo era difícil.

“Existe interesse na fábrica, e por questão de acordos de confidencialidade, não posso citar ninguém especificamente, mas existem outras empresas interessadas”, disse Watters, em entrevista reproduzida pelo site G1, indicando que havia carta na manga com o esfriamento das conversas com a Caoa.

Nesta semana, em aparição pública, Andrade argumentou que era remota a chance de acordo com a Ford, embora não tivesse desistido do diálogo. O entrave teria sido recusa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em emprestar aporte bilionário para que a Caoa pudesse se instalar na fábrica da Ford em São Bernardo.

O governador João Doria (PSDB) havia se comprometido a intermediar as negociações e chegou até a anunciar que as partes estavam em due diligence, quando há avanço nas conversas e o diálogo para etapa de análise de documentos, inclusive financeiros.

Em setembro, ainda durante as negociações com a Caoa, surgiu a informação de que a montadora chinesa Changan estaria interessada em assumir o espaço deixado pela Ford. A empresa estaria disposta a produzir SUVs, com motores flex. Essa especulação, contudo, não avançou.

A Ford informou que não se pronunciaria sobre o assunto. A Secretaria Estadual da Fazenda disse não haver novidades a respeito do caso. A BYD também não se manifestou acerca do episódio.

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