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Prefeitos mostram indignação com soltura


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

09/11/2019 | 06:40


Prefeitos da principais cidade do Grande ABC se mostraram indignados com a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde de ontem.

Chefe do Executivo de São Bernardo, cidade onde mora o cacique petista, Orlando Morando (PSDB) declarou que o resultado da votação do STF (Supremo Tribunal Federal), que barrou prisão em segunda instância por 6 votos a 5, “não colabora para construir um País mais justo, afinal, as gerações que estão chegando vão se deparar com o fato de que o crime compensa”.

Morando ainda destacou que Lula poderá se surpreender ao visitar a cidade, “pois onde era para ser o museu (o do Trabalho e do Trabalhador, no Centro) em sua homenagem, agora será a Fábrica de Cultura a atenderá muitas crianças”. “Nesses 580 dias (em que Lula ficou preso), consolidei o maior plano de investimentos e obras da história da cidade com a conclusão do Piscinão do Paço, dos viadutos, dos corredores de ônibus”, comentou o tucano.

Na eleição do ano que vem, Morando poderá ter de enfrentar o ex-prefeito Luiz Marinho (PT) – afilhado político de Lula –, com um PT fragilizado na região após anos de desgaste da legenda. Foi na gestão de Marinho que tiveram início as obras do Museu do Trabalho e do Piscinão do Paço, que não foram entregues pelo petista.

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), alegou que, com Lula fora da cadeia, o Congresso poderia definir a situação por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição). “A soltura em si causa indignação, mas é mais do que isso. É necessário ter respeito às instituições e decisão do Supremo, mesmo que nossa opinão seja divergente, temos de respeitar. (A soltura de Lula) Aumenta a responsabilidade do Congresso em opinar, por meio de projetos, como PEC, ou alteração do Código Penal”, afirmou.

O tucano relembrou que a interpretação sobre a viabilidade da prisão após condenação em segunda instância foi alterada três vezes nos últimos anos. “O trabalho agora é no sentido de avaliar a atuação e a celebridade do Congresso para que a questão seja resolvida de vez.”

O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), sustentou que é preciso respeitar as instituições e suas decisões, de forma democrática. Para o tucano, mesmo que a opinião pública tenha manifestado indignação com a soltura do presidente, é necessário racionalidade. “A Suprema Corte brasileira é a esfera jurídica apta para julgar o caso. Ainda que parte da opinião pública manifeste indignação com a soltura do ex-presidente Lula, prefiro aguardar a tramitação final do processo para que, de fato, possam prevalecer as leis”, emendou.  



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Prefeitos mostram indignação com soltura

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

09/11/2019 | 06:40


Prefeitos da principais cidade do Grande ABC se mostraram indignados com a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde de ontem.

Chefe do Executivo de São Bernardo, cidade onde mora o cacique petista, Orlando Morando (PSDB) declarou que o resultado da votação do STF (Supremo Tribunal Federal), que barrou prisão em segunda instância por 6 votos a 5, “não colabora para construir um País mais justo, afinal, as gerações que estão chegando vão se deparar com o fato de que o crime compensa”.

Morando ainda destacou que Lula poderá se surpreender ao visitar a cidade, “pois onde era para ser o museu (o do Trabalho e do Trabalhador, no Centro) em sua homenagem, agora será a Fábrica de Cultura a atenderá muitas crianças”. “Nesses 580 dias (em que Lula ficou preso), consolidei o maior plano de investimentos e obras da história da cidade com a conclusão do Piscinão do Paço, dos viadutos, dos corredores de ônibus”, comentou o tucano.

Na eleição do ano que vem, Morando poderá ter de enfrentar o ex-prefeito Luiz Marinho (PT) – afilhado político de Lula –, com um PT fragilizado na região após anos de desgaste da legenda. Foi na gestão de Marinho que tiveram início as obras do Museu do Trabalho e do Piscinão do Paço, que não foram entregues pelo petista.

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), alegou que, com Lula fora da cadeia, o Congresso poderia definir a situação por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição). “A soltura em si causa indignação, mas é mais do que isso. É necessário ter respeito às instituições e decisão do Supremo, mesmo que nossa opinão seja divergente, temos de respeitar. (A soltura de Lula) Aumenta a responsabilidade do Congresso em opinar, por meio de projetos, como PEC, ou alteração do Código Penal”, afirmou.

O tucano relembrou que a interpretação sobre a viabilidade da prisão após condenação em segunda instância foi alterada três vezes nos últimos anos. “O trabalho agora é no sentido de avaliar a atuação e a celebridade do Congresso para que a questão seja resolvida de vez.”

O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), sustentou que é preciso respeitar as instituições e suas decisões, de forma democrática. Para o tucano, mesmo que a opinião pública tenha manifestado indignação com a soltura do presidente, é necessário racionalidade. “A Suprema Corte brasileira é a esfera jurídica apta para julgar o caso. Ainda que parte da opinião pública manifeste indignação com a soltura do ex-presidente Lula, prefiro aguardar a tramitação final do processo para que, de fato, possam prevalecer as leis”, emendou.  

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