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Sabesp avisa que assinará acordo com Mauá até 15 de dezembro

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cúpula da companhia informa vereadores que concessão passará pela casa na próxima semana


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/11/2019 | 07:01


A cúpula da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou a vereadores de Mauá que pretende assinar até o dia 15 de dezembro acordo para reassumir o abastecimento de água no município, dando fim à novela envolvendo o impasse sobre o futuro da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

Na tarde de ontem, o superintendente da área Sul da companhia paulista, Roberval Tavares de Souza, se reuniu com parlamentares para detalhar os termos do iminente acordo que a estatal celebrará com o governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB). A reunião ocorreu a portas fechadas e a entrada da imprensa e até mesmo de assessores dos vereadores foi vetada, o que irritou alguns parlamentares.

O Diário apurou que o representante da Sabesp revelou que a negociação em andamento com a gestão Atila envolve a entrega da Sama pelo período de 40 anos, semelhante ao trato formulado com Santo André nos últimos meses. A diferença é que, em Mauá, os serviços de saneamento básico não estão nas mãos do município – a BRK Ambiental é a concessionária responsável. Com a negociação, a Sabesp teria se comprometido a amortizar a dívida, na ordem de R$ 3 bilhões, ao longo dessas quatro décadas de parceria. Também teria garantido investimento na rede, nesse mesmo período, de cerca de R$ 220 milhões.

Segundo relatos de parlamentares que participaram da reunião, a Sabesp avisou que o projeto prevendo a autorização para concessão da Sama será enviado à casa até o fim desta semana. Ainda de acordo com o calendário passado pela Sabesp e revelado pelos vereadores, a ideia é a de que seja realizada audiência pública somente no fim do mês. Outra questão narrada pelos vereadores é a de que não haverá reajuste na conta de água no próximo ano, mas que já há previsão de aumento significativo a partir de 2021.

O oposicionista Adelto Cachorrão (Avante) criticou o que chamou de “incoerência” do governo Atila. “Como explicar que antes o prefeito discordava da dívida com a Sabesp e agora está tudo certo? Não dá para jogar lona em cima dessa discussão”, disparou. Cachorrão se referiu ao débito relacionado à diferença na compra da água no atacado. Há entendimento antigo na administração municipal – com ações judiciais favoráveis ao município, inclusive – de pagar menos que o valor cobrado pelo metro cúbico da água.

FALTA DE ÁGUA -
 A volta da Sabesp em Mauá virou a principal bandeira de Atila como promessa de findar a falta de água na cidade. Antes crítico à entrega da Sama, o socialista mudou o discurso ao se deparar com a imagem arranhada devido às duas prisões e ao impeachment que sofreu – e que conseguiu anular liminarmente na Justiça paulista. A Sabesp teria prometido ainda absorver os servidores de carreira da Sama e garantir estabilidade aos funcionários pelo período de três anos. 



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Sabesp avisa que assinará acordo com Mauá até 15 de dezembro

Cúpula da companhia informa vereadores que concessão passará pela casa na próxima semana

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/11/2019 | 07:01


A cúpula da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou a vereadores de Mauá que pretende assinar até o dia 15 de dezembro acordo para reassumir o abastecimento de água no município, dando fim à novela envolvendo o impasse sobre o futuro da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

Na tarde de ontem, o superintendente da área Sul da companhia paulista, Roberval Tavares de Souza, se reuniu com parlamentares para detalhar os termos do iminente acordo que a estatal celebrará com o governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB). A reunião ocorreu a portas fechadas e a entrada da imprensa e até mesmo de assessores dos vereadores foi vetada, o que irritou alguns parlamentares.

O Diário apurou que o representante da Sabesp revelou que a negociação em andamento com a gestão Atila envolve a entrega da Sama pelo período de 40 anos, semelhante ao trato formulado com Santo André nos últimos meses. A diferença é que, em Mauá, os serviços de saneamento básico não estão nas mãos do município – a BRK Ambiental é a concessionária responsável. Com a negociação, a Sabesp teria se comprometido a amortizar a dívida, na ordem de R$ 3 bilhões, ao longo dessas quatro décadas de parceria. Também teria garantido investimento na rede, nesse mesmo período, de cerca de R$ 220 milhões.

Segundo relatos de parlamentares que participaram da reunião, a Sabesp avisou que o projeto prevendo a autorização para concessão da Sama será enviado à casa até o fim desta semana. Ainda de acordo com o calendário passado pela Sabesp e revelado pelos vereadores, a ideia é a de que seja realizada audiência pública somente no fim do mês. Outra questão narrada pelos vereadores é a de que não haverá reajuste na conta de água no próximo ano, mas que já há previsão de aumento significativo a partir de 2021.

O oposicionista Adelto Cachorrão (Avante) criticou o que chamou de “incoerência” do governo Atila. “Como explicar que antes o prefeito discordava da dívida com a Sabesp e agora está tudo certo? Não dá para jogar lona em cima dessa discussão”, disparou. Cachorrão se referiu ao débito relacionado à diferença na compra da água no atacado. Há entendimento antigo na administração municipal – com ações judiciais favoráveis ao município, inclusive – de pagar menos que o valor cobrado pelo metro cúbico da água.

FALTA DE ÁGUA -
 A volta da Sabesp em Mauá virou a principal bandeira de Atila como promessa de findar a falta de água na cidade. Antes crítico à entrega da Sama, o socialista mudou o discurso ao se deparar com a imagem arranhada devido às duas prisões e ao impeachment que sofreu – e que conseguiu anular liminarmente na Justiça paulista. A Sabesp teria prometido ainda absorver os servidores de carreira da Sama e garantir estabilidade aos funcionários pelo período de três anos. 

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