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Juros apagam viés de alta com aceleração de queda do dólar e fecham estáveis



18/10/2019 | 17:55


A realização de lucros ensaiada pelo mercado na parte da manhã desta sexta-feira não prosperou e os juros passaram a oscilar perto da estabilidade à tarde, influenciados pela aceleração da queda do dólar. Como a sexta-feira foi de agenda fraca e poucos destaques no noticiário, os investidores aproveitaram a primeira etapa para recompor um pouco dos prêmios eliminados nas últimas sessões, mas o espaço para o ajuste continua sendo limitado pelo otimismo com relação à política monetária. Os eventos externos, mais uma vez, ficaram em segundo plano, assim como a crise no PSL também permanece apenas no radar.

As principais taxas na ponta curta da curva fecharam nas mínimas, caso do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021, com taxa de 4,45%, ante 4,467% na quinta. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou estável em 5,43% e a do DI para janeiro de 2025 encerrou em 6,12%, de 6,101%. Numa semana marcada por apostas mais agressivas no ciclo de afrouxamento monetário, as principais taxas devolveram entre 10 e 15 pontos-base em relação aos níveis da sexta-feira passada, com vários dias de renovação de pisos históricos. Assim, havia espaço para recomposição de parte dos prêmios mas, com o dólar indo para baixo de R$ 4,12 à tarde, o ajuste teve vida curta. A moeda fechou em R$ 4,1186, em baixa de 1,22%, maior queda desde 4 de setembro.

Uma realização de lucros mais firme esbarra ainda na percepção sobre a Selic, com as crescentes apostas de que a taxa pode fechar o ciclo em 4% ou menos. "O quadro geral não muda. A pergunta segue sendo quão mais frouxa vai ficar a política monetária e por quanto tempo. Os juros serão baixos até onde a vista alcança e está difícil ver algum fator que possa alterar essa trajetória", disse o estrategista-chefe da CA Indosuez Brasil, Vladimir Caramaschi.

No noticiário o único destaque foram declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em Washington, mas com efeito pontual na curva, pela manhã. Em entrevista coletiva, ele afirmou que a despeito da liberação de parte dos compulsórios, um pedaço "ficou empoçado". "O compulsório está estruturalmente alto e faremos liberações ao longo do tempo. Com sistema mais adequado de liquidez, pode haver liberação total de R$ 100 bilhões (em compulsórios)", disse, sem se comprometer com datas. Para parte do mercado, com essas liberações, a injeção de liquidez no sistema cumpriria um papel estimulativo e, com isso, a Selic não precisaria cair tanto. Campos Neto disse ainda que o BC "não tem uma ideia de prazo para a política monetária estimulativa" no Brasil e ressaltou que "há espaço para juros menores".

A crise no PSL teve novos capítulos nesta sexta-feira, mas o mercado seguiu apenas monitorando o caso, ainda sob a percepção de que a agenda de reformas está preservada da confusão. O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o governo está parado, "não existe", pois está focado na crise da legenda.



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Juros apagam viés de alta com aceleração de queda do dólar e fecham estáveis


18/10/2019 | 17:55


A realização de lucros ensaiada pelo mercado na parte da manhã desta sexta-feira não prosperou e os juros passaram a oscilar perto da estabilidade à tarde, influenciados pela aceleração da queda do dólar. Como a sexta-feira foi de agenda fraca e poucos destaques no noticiário, os investidores aproveitaram a primeira etapa para recompor um pouco dos prêmios eliminados nas últimas sessões, mas o espaço para o ajuste continua sendo limitado pelo otimismo com relação à política monetária. Os eventos externos, mais uma vez, ficaram em segundo plano, assim como a crise no PSL também permanece apenas no radar.

As principais taxas na ponta curta da curva fecharam nas mínimas, caso do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021, com taxa de 4,45%, ante 4,467% na quinta. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou estável em 5,43% e a do DI para janeiro de 2025 encerrou em 6,12%, de 6,101%. Numa semana marcada por apostas mais agressivas no ciclo de afrouxamento monetário, as principais taxas devolveram entre 10 e 15 pontos-base em relação aos níveis da sexta-feira passada, com vários dias de renovação de pisos históricos. Assim, havia espaço para recomposição de parte dos prêmios mas, com o dólar indo para baixo de R$ 4,12 à tarde, o ajuste teve vida curta. A moeda fechou em R$ 4,1186, em baixa de 1,22%, maior queda desde 4 de setembro.

Uma realização de lucros mais firme esbarra ainda na percepção sobre a Selic, com as crescentes apostas de que a taxa pode fechar o ciclo em 4% ou menos. "O quadro geral não muda. A pergunta segue sendo quão mais frouxa vai ficar a política monetária e por quanto tempo. Os juros serão baixos até onde a vista alcança e está difícil ver algum fator que possa alterar essa trajetória", disse o estrategista-chefe da CA Indosuez Brasil, Vladimir Caramaschi.

No noticiário o único destaque foram declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em Washington, mas com efeito pontual na curva, pela manhã. Em entrevista coletiva, ele afirmou que a despeito da liberação de parte dos compulsórios, um pedaço "ficou empoçado". "O compulsório está estruturalmente alto e faremos liberações ao longo do tempo. Com sistema mais adequado de liquidez, pode haver liberação total de R$ 100 bilhões (em compulsórios)", disse, sem se comprometer com datas. Para parte do mercado, com essas liberações, a injeção de liquidez no sistema cumpriria um papel estimulativo e, com isso, a Selic não precisaria cair tanto. Campos Neto disse ainda que o BC "não tem uma ideia de prazo para a política monetária estimulativa" no Brasil e ressaltou que "há espaço para juros menores".

A crise no PSL teve novos capítulos nesta sexta-feira, mas o mercado seguiu apenas monitorando o caso, ainda sob a percepção de que a agenda de reformas está preservada da confusão. O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o governo está parado, "não existe", pois está focado na crise da legenda.

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