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Juros perdem ímpeto de queda e fecham de lado, após recuarem por 4 sessões



14/10/2019 | 18:02


Após quatro sessões seguidas de queda, os juros futuros tiveram uma pausa e terminaram a etapa regular de lado. Ao longo da manhã desta segunda-feira, exibiam leve baixa, mas à tarde passaram a oscilar perto dos ajustes, na medida em que o dólar ganhou mais força e renovou máximas ante o real, acompanhando a tendência externa. Na primeira parte dos negócios, o mercado teve uma série de fatores a se inspirar para devolver um pouco mais de prêmios, como o anúncio de mais revisões de estimativas para a Selic por instituições do mercado, queda das medianas de inflação no Boletim Focus e IBC-Br de agosto abaixo da mediana das projeções. Na jornada vespertina, com esses vetores já absorvidos, as taxas se acomodaram perto dos ajustes, diante também de maior cautela nos mercados lá fora.

Com parte dos mercados em Wall Street fechada em função do feriado do Dia de Colombo, a liquidez ficou reduzida nos vencimentos longos, trecho preferido dos investidores estrangeiros. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 fechou em 6,24%, de 6,251% no ajuste de sexta-feira. Na ponta curta, contudo, o volume foi atipicamente firme para uma segunda-feira. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 4,570%, de 4,587% no ajuste de sexta-feira. A do DI para janeiro de 2023 destoou um pouco das demais ao sustentar um viés de queda, recuando de 5,590% no ajuste para 5,55%.

Para o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, o exterior deu motivo para o mercado suspender a retirada de prêmios, em função das dúvidas sobre se a China vai mesmo endossar a "fase 1" do acordo comercial com os Estados Unidos, que havia sido motivo de comemoração na sexta-feira. Além disso, saíram dados aquém do esperado no comércio exterior do país asiático, já lidos como sintomáticos da guerra comercial. "Ainda há muito a se avançar nesse front inicial", disse.

Por outro lado, a ponta curta deixa confortável quem está vendido em DI. As revisões de IPCA para baixo na semana passada, após a deflação de 0,04% do indicador em setembro surpreender quase todo o mercado, se consolidaram nesta segunda na pesquisa Focus e a mediana teve forte recuo, de 3,42% para 3,28%. Esse movimento ainda não chegou à Selic para o fim de 2019, com a mediana para a taxa ficando inalterada em 4,75%, mas pode ocorrer nos próximos Boletins Focus. Para 2020, caiu de 5,00% para 4,75%. Desde sexta-feira, o mercado vem revisando para baixo estimativas de Selic, com algumas casas já esperando nível de 4% no fim do ciclo.

Ainda que as máximas do dólar nesta tarde possam ter ajudado a apagar o viés de baixa dos juros, a percepção é de que o câmbio não será capaz de interferir no ciclo da Selic, mesmo porque os dados de atividade seguem frustrando parte do mercado. Nesta segunda foi a vez do IBC-Br de agosto (+0,07%) ficar abaixo da mediana das estimativas (+0,2%) dos analistas. Além disso, a principal pressão sobre o câmbio doméstico vem da própria percepção do mercado sobre a queda de juros, que tende a tornar mais desinteressante o diferencial em relação aos juros lá fora para atrair fluxo.



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Juros perdem ímpeto de queda e fecham de lado, após recuarem por 4 sessões


14/10/2019 | 18:02


Após quatro sessões seguidas de queda, os juros futuros tiveram uma pausa e terminaram a etapa regular de lado. Ao longo da manhã desta segunda-feira, exibiam leve baixa, mas à tarde passaram a oscilar perto dos ajustes, na medida em que o dólar ganhou mais força e renovou máximas ante o real, acompanhando a tendência externa. Na primeira parte dos negócios, o mercado teve uma série de fatores a se inspirar para devolver um pouco mais de prêmios, como o anúncio de mais revisões de estimativas para a Selic por instituições do mercado, queda das medianas de inflação no Boletim Focus e IBC-Br de agosto abaixo da mediana das projeções. Na jornada vespertina, com esses vetores já absorvidos, as taxas se acomodaram perto dos ajustes, diante também de maior cautela nos mercados lá fora.

Com parte dos mercados em Wall Street fechada em função do feriado do Dia de Colombo, a liquidez ficou reduzida nos vencimentos longos, trecho preferido dos investidores estrangeiros. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 fechou em 6,24%, de 6,251% no ajuste de sexta-feira. Na ponta curta, contudo, o volume foi atipicamente firme para uma segunda-feira. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 4,570%, de 4,587% no ajuste de sexta-feira. A do DI para janeiro de 2023 destoou um pouco das demais ao sustentar um viés de queda, recuando de 5,590% no ajuste para 5,55%.

Para o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, o exterior deu motivo para o mercado suspender a retirada de prêmios, em função das dúvidas sobre se a China vai mesmo endossar a "fase 1" do acordo comercial com os Estados Unidos, que havia sido motivo de comemoração na sexta-feira. Além disso, saíram dados aquém do esperado no comércio exterior do país asiático, já lidos como sintomáticos da guerra comercial. "Ainda há muito a se avançar nesse front inicial", disse.

Por outro lado, a ponta curta deixa confortável quem está vendido em DI. As revisões de IPCA para baixo na semana passada, após a deflação de 0,04% do indicador em setembro surpreender quase todo o mercado, se consolidaram nesta segunda na pesquisa Focus e a mediana teve forte recuo, de 3,42% para 3,28%. Esse movimento ainda não chegou à Selic para o fim de 2019, com a mediana para a taxa ficando inalterada em 4,75%, mas pode ocorrer nos próximos Boletins Focus. Para 2020, caiu de 5,00% para 4,75%. Desde sexta-feira, o mercado vem revisando para baixo estimativas de Selic, com algumas casas já esperando nível de 4% no fim do ciclo.

Ainda que as máximas do dólar nesta tarde possam ter ajudado a apagar o viés de baixa dos juros, a percepção é de que o câmbio não será capaz de interferir no ciclo da Selic, mesmo porque os dados de atividade seguem frustrando parte do mercado. Nesta segunda foi a vez do IBC-Br de agosto (+0,07%) ficar abaixo da mediana das estimativas (+0,2%) dos analistas. Além disso, a principal pressão sobre o câmbio doméstico vem da própria percepção do mercado sobre a queda de juros, que tende a tornar mais desinteressante o diferencial em relação aos juros lá fora para atrair fluxo.

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