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A teoria da projeção


Do Diário do Grande ABC

07/10/2019 | 09:51


O cenário é o mesmo em diversas vias de concentração de bares no Grande ABC. Cadeiras e mesas tomam quase a totalidade das calçadas. Os pedestres se arriscam no ir e vir se espremendo no parco espaço deixado, quando não têm de passar pelo meio da rua para chegar ao destino desejado.

O que pensa o sindicato que representa os estabelecimentos da região sobre o assunto? Que o cliente pede para sentar na área externa em dias de calor e o dono pouco pode fazer. E que as prefeituras não conservam adequadamente os passeios, com falta de zeladoria ou de poda em árvores. Ou seja, que a culpa é do outro.

Mais famoso psicanalista da humanidade, Sigmund Freud (1856-1939) cunhou a teoria da projeção. Um mecanismo de defesa que transfere a um terceiro o sentimento que o indivíduo esteja passando. De certa forma, é o que faz Roberto Moreira, presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC).

É inconcebível o dirigente acreditar, em seu interior, que é correto colocar a vida de pedestres em risco porque o bar tem de lucrar com o freguês que quer sentar do lado de fora do local.

Evidentemente que Moreira está correto ao cobrar do poder público melhoria na conservação das calçadas. Este Diário, por meio da coluna SOS Bairros, publicada regularmente no caderno Setecidades, por vezes relata casos de absoluto descaso com o passeio público. Porém, esse fato não exime os estabelecimentos de fazerem sua parte.

Diante do panorama visto na região, recomenda-se bom-senso. Se a calçada comportar todos sem atrapalhar o caminhar do cidadão com atendimento de todos dispositivos legais, cadeiras e mesas devem ser instaladas em áreas externas, ainda mais em dias de calor. Ganha o consumidor, ganha o estabelecimento. Caso contrário, que a casa ofereça conforto a quem a escolheu para seu momento de lazer sem interferir na locomoção de quem não frequenta o espaço. 



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A teoria da projeção

Do Diário do Grande ABC

07/10/2019 | 09:51


O cenário é o mesmo em diversas vias de concentração de bares no Grande ABC. Cadeiras e mesas tomam quase a totalidade das calçadas. Os pedestres se arriscam no ir e vir se espremendo no parco espaço deixado, quando não têm de passar pelo meio da rua para chegar ao destino desejado.

O que pensa o sindicato que representa os estabelecimentos da região sobre o assunto? Que o cliente pede para sentar na área externa em dias de calor e o dono pouco pode fazer. E que as prefeituras não conservam adequadamente os passeios, com falta de zeladoria ou de poda em árvores. Ou seja, que a culpa é do outro.

Mais famoso psicanalista da humanidade, Sigmund Freud (1856-1939) cunhou a teoria da projeção. Um mecanismo de defesa que transfere a um terceiro o sentimento que o indivíduo esteja passando. De certa forma, é o que faz Roberto Moreira, presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC).

É inconcebível o dirigente acreditar, em seu interior, que é correto colocar a vida de pedestres em risco porque o bar tem de lucrar com o freguês que quer sentar do lado de fora do local.

Evidentemente que Moreira está correto ao cobrar do poder público melhoria na conservação das calçadas. Este Diário, por meio da coluna SOS Bairros, publicada regularmente no caderno Setecidades, por vezes relata casos de absoluto descaso com o passeio público. Porém, esse fato não exime os estabelecimentos de fazerem sua parte.

Diante do panorama visto na região, recomenda-se bom-senso. Se a calçada comportar todos sem atrapalhar o caminhar do cidadão com atendimento de todos dispositivos legais, cadeiras e mesas devem ser instaladas em áreas externas, ainda mais em dias de calor. Ganha o consumidor, ganha o estabelecimento. Caso contrário, que a casa ofereça conforto a quem a escolheu para seu momento de lazer sem interferir na locomoção de quem não frequenta o espaço. 

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