Fechar
Publicidade

Domingo, 17 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Dólar cai a R$ 4,13 e tem menor nível em 10 dias com aprovação da Previdência

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


02/10/2019 | 18:22


O real teve nesta quarta-feira o melhor desempenho ante o dólar considerando uma cesta de 34 moedas. A aprovação da reforma da Previdência, com o governo conseguindo derrubar os destaques hoje que pudessem reduzir ainda mais o impacto fiscal das medidas, fez a divisa americana bater mínimas. Também agradou a declaração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de que vai tentar manter o calendário estabelecido para votação do texto em segundo turno, embora admita atraso de uma semana. No mercado à vista, o dólar encerrou em queda de 0,68%, a R$ 4,1337, o menor valor em dez dias.

Apesar da desidratação da reforma da Previdência no Senado, com economia fiscal caindo para R$ 800 bilhões, profissionais do mercado ressaltam que o número está acima do que se esperava quando o texto chegou ao Congresso. Naquele período, as estimativas do mercado variavam de impacto fiscal entre R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões. Há ainda a expectativa de que a PEC paralela, que deve incluir Estados e municípios nas medidas, aumente o impacto fiscal.

O economista e presidente da Veedha Investimentos, Rodrigo Tonon Marcatti, ressalta que, mesmo com a desidratação o resultado foi positivo e se considerar a PEC paralela, a economia fiscal pode voltar para a casa do R$ 1 trilhão. O executivo ressalta que a tramitação do texto no Senado causou estresse, porque o mercado esperava que a aprovação fosse ser rápida e sem perda fiscal, mas na prática houve atrasos e desidratação.

Após a divulgação da aprovação final, o dólar foi a mínima do dia, a R$ 4,13069 (-0,75%). A moeda americana vinha caindo aqui desde o início da tarde, acompanhando o movimento do dólar no mercado internacional e monitorando as discussões da Previdência. No exterior, o dólar recuou tanto ante divisas fortes como emergentes, ainda embalado por temores de uma piora mais acentuada que o esperado da economia mundial. Pela manhã, subiu a R$ 4,1825 em meio ao temor de nova desidratação na Previdência ao longo da quarta-feira, o que acabou não ocorrendo.

Um dos eventos que podem mexer com o mercado internacional de moedas é a reunião no dia 10 entre Washington e Pequim para discutir um acordo comercial. O executivo da Veedha Investimentos ressalta que os dois países vão chegar ao encontro pressionados a buscar um acordo, por conta da piora recente de indicadores de atividade e da intenção de Donald Trump de tentar a reeleição.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Dólar cai a R$ 4,13 e tem menor nível em 10 dias com aprovação da Previdência


02/10/2019 | 18:22


O real teve nesta quarta-feira o melhor desempenho ante o dólar considerando uma cesta de 34 moedas. A aprovação da reforma da Previdência, com o governo conseguindo derrubar os destaques hoje que pudessem reduzir ainda mais o impacto fiscal das medidas, fez a divisa americana bater mínimas. Também agradou a declaração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de que vai tentar manter o calendário estabelecido para votação do texto em segundo turno, embora admita atraso de uma semana. No mercado à vista, o dólar encerrou em queda de 0,68%, a R$ 4,1337, o menor valor em dez dias.

Apesar da desidratação da reforma da Previdência no Senado, com economia fiscal caindo para R$ 800 bilhões, profissionais do mercado ressaltam que o número está acima do que se esperava quando o texto chegou ao Congresso. Naquele período, as estimativas do mercado variavam de impacto fiscal entre R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões. Há ainda a expectativa de que a PEC paralela, que deve incluir Estados e municípios nas medidas, aumente o impacto fiscal.

O economista e presidente da Veedha Investimentos, Rodrigo Tonon Marcatti, ressalta que, mesmo com a desidratação o resultado foi positivo e se considerar a PEC paralela, a economia fiscal pode voltar para a casa do R$ 1 trilhão. O executivo ressalta que a tramitação do texto no Senado causou estresse, porque o mercado esperava que a aprovação fosse ser rápida e sem perda fiscal, mas na prática houve atrasos e desidratação.

Após a divulgação da aprovação final, o dólar foi a mínima do dia, a R$ 4,13069 (-0,75%). A moeda americana vinha caindo aqui desde o início da tarde, acompanhando o movimento do dólar no mercado internacional e monitorando as discussões da Previdência. No exterior, o dólar recuou tanto ante divisas fortes como emergentes, ainda embalado por temores de uma piora mais acentuada que o esperado da economia mundial. Pela manhã, subiu a R$ 4,1825 em meio ao temor de nova desidratação na Previdência ao longo da quarta-feira, o que acabou não ocorrendo.

Um dos eventos que podem mexer com o mercado internacional de moedas é a reunião no dia 10 entre Washington e Pequim para discutir um acordo comercial. O executivo da Veedha Investimentos ressalta que os dois países vão chegar ao encontro pressionados a buscar um acordo, por conta da piora recente de indicadores de atividade e da intenção de Donald Trump de tentar a reeleição.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;