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Servidores públicos investigados não atuavam diretamente na Lava Jato, diz PF



02/10/2019 | 12:48


A Polícia Federal (PF) de o Ministério Público Federal (MPF) detalharam nesta quarta-feira, 2, na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, o andamento da Operação Armadeira, deflagrada no Estado e que teve por objetivo prender membros de uma quadrilha de servidores públicos envolvidos em extorsão e lavagem de dinheiro de réus da Operação Lava Jato.

Foram expedidos 41 mandados de busca e apreensão (ante 39 inicialmente anunciados) e envolvidos 150 policiais, informou o delegado da Polícia Federal Tacio Muzzi, em coletiva para explicar a operação. Ao todo foram emitidos 14 mandados de prisão, sendo nove preventivas e cinco temporárias.

Ele fez questão de ressaltar que os servidores públicos não estavam diretamente ligados na Operação Lava Jato.

De acordo com a procuradora do Ministério Público Federal no Rio Marisa Ferrari, o servidor da Receita Federal Marco Aurélio Canal era um dos principais articuladores, por ser o supervisor de programações da Operação Lava Jato.

"Detectou-se que não era episódico, era um esquema que poderia estar ocorrendo com vários outros investigados na Lava Jato", disse Marisa Ferrari durante a coletiva. Ela justificou as prisões temporárias pelo fato dos envolvidos continuaram a praticar crimes. "Foi apreendida uma quantidade de dinheiro em espécie com esses auditores fiscais, o que comprova que esses atos ocorreram e vêm ocorrendo até hoje", disse Ferrari.

Ela informou que Canal cobrou R$ 4 milhões para encerrar investigações da Federação de Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetransport) e foram encontrados recursos em espécie em alguns lugares investigados, sendo R$ 200 mil apenas na casa de Canal, encontrados dentro de livros.

Canal foi pivô de uma polêmica envolvendo o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que acusou o servidor de ser o coordenador de uma operação que acessou dados da Receita Federal dele e da sua mulher.

Bloqueio

O Ministério Público Federal no Rio pediu ao juiz Marcelo Bretas que bloqueasse R$ 13,8 milhões das contas do auditor fiscal Marco Aurélio Canal.



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Servidores públicos investigados não atuavam diretamente na Lava Jato, diz PF


02/10/2019 | 12:48


A Polícia Federal (PF) de o Ministério Público Federal (MPF) detalharam nesta quarta-feira, 2, na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, o andamento da Operação Armadeira, deflagrada no Estado e que teve por objetivo prender membros de uma quadrilha de servidores públicos envolvidos em extorsão e lavagem de dinheiro de réus da Operação Lava Jato.

Foram expedidos 41 mandados de busca e apreensão (ante 39 inicialmente anunciados) e envolvidos 150 policiais, informou o delegado da Polícia Federal Tacio Muzzi, em coletiva para explicar a operação. Ao todo foram emitidos 14 mandados de prisão, sendo nove preventivas e cinco temporárias.

Ele fez questão de ressaltar que os servidores públicos não estavam diretamente ligados na Operação Lava Jato.

De acordo com a procuradora do Ministério Público Federal no Rio Marisa Ferrari, o servidor da Receita Federal Marco Aurélio Canal era um dos principais articuladores, por ser o supervisor de programações da Operação Lava Jato.

"Detectou-se que não era episódico, era um esquema que poderia estar ocorrendo com vários outros investigados na Lava Jato", disse Marisa Ferrari durante a coletiva. Ela justificou as prisões temporárias pelo fato dos envolvidos continuaram a praticar crimes. "Foi apreendida uma quantidade de dinheiro em espécie com esses auditores fiscais, o que comprova que esses atos ocorreram e vêm ocorrendo até hoje", disse Ferrari.

Ela informou que Canal cobrou R$ 4 milhões para encerrar investigações da Federação de Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetransport) e foram encontrados recursos em espécie em alguns lugares investigados, sendo R$ 200 mil apenas na casa de Canal, encontrados dentro de livros.

Canal foi pivô de uma polêmica envolvendo o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que acusou o servidor de ser o coordenador de uma operação que acessou dados da Receita Federal dele e da sua mulher.

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