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Boris Johnson defenderá na Assembleia da ONU um Reino Unido forte pós-Brexit



22/09/2019 | 16:08


O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, viaja para Nova York neste domingo para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde argumentará que o Reino Unido pós-Brexit será uma potência mundial dinâmica, assumindo a liderança no enfrentamento das mudanças climáticas e de um Oriente Médio instável. Mas Johnson e seu país enfrentam grandes obstáculos. O primeiro-ministro luta para chegar a um acordo de saída da União Europeia, e um veredicto iminente da Suprema Corte do Reino Unido pode inviabilizar seus planos de Brexit.

Em busca de um acordo, Johnson deve manter conversações na ONU com líderes da UE, incluindo o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, o presidente da França, Emmanuel Macron, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar. Mas muitos líderes do bloco de 28 países desconfiam de Johnson, um defensor do Brexit que teve grande papel em convencer os eleitores britânicos em 2016 a optar por deixar a UE. E dizem que o Reino Unido não encontrou maneiras viáveis de manter uma fronteira aberta entre a Irlanda, membro da UE, e a Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido.

Um porta-voz do governo britânico disse que as negociações com a UE até agora foram positivas, mas "ainda há muito trabalho a ser feito". "O que é obviamente encorajador é que todos os lados querem tentar chegar a um acordo", afirmou a fonte, pedindo anonimato. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que um Brexit sem acordo "teria consequências catastróficas", incluindo postos aduaneiros e outras barreiras entre a Irlanda e a Irlanda do Norte. Mas afirmou que isso seria culpa do Reino Unido. "Não inventamos o Brexit", disse Juncker à rede de TV Sky News, em entrevista transmitida no domingo. "Nunca pleiteamos a favor de qualquer tipo de Brexit. Essa é uma decisão britânica e, portanto, deve ser tratada dessa maneira."

Johnson também tem uma reunião agendada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o líder britânico de "um homem muito bom" e afirmou que alguns se referem a Johnson como "Trump do Reino Unido". O primeiro-ministro deseja manter as boas relações com Trump, já que um futuro acordo de livre comércio com os EUA é visto pelo governo como um dos principais pontos positivos do Brexit. Em casa, Johnson se prepara para uma decisão da Suprema Corte sobre se ele infringiu ou não a lei quando suspendeu o Parlamento por cinco semanas antes do prazo do Brexit de 31 de outubro. A decisão judicial pode sair já na segunda-feira.

O cenário turbulento significa que Johnson pode ter dificuldades para chamar a atenção da ONU quando anunciar novos programas para combater as mudanças climáticas e preservar a biodiversidade, defender a empresários em Nova York que "o Reino Unido pós-Brexit será um lugar melhor para se investir e viver" ou discutir "valores britânicos" em discurso na Assembleia Geral na terça-feira. Fonte: Associated Press.



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Boris Johnson defenderá na Assembleia da ONU um Reino Unido forte pós-Brexit


22/09/2019 | 16:08


O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, viaja para Nova York neste domingo para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde argumentará que o Reino Unido pós-Brexit será uma potência mundial dinâmica, assumindo a liderança no enfrentamento das mudanças climáticas e de um Oriente Médio instável. Mas Johnson e seu país enfrentam grandes obstáculos. O primeiro-ministro luta para chegar a um acordo de saída da União Europeia, e um veredicto iminente da Suprema Corte do Reino Unido pode inviabilizar seus planos de Brexit.

Em busca de um acordo, Johnson deve manter conversações na ONU com líderes da UE, incluindo o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, o presidente da França, Emmanuel Macron, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar. Mas muitos líderes do bloco de 28 países desconfiam de Johnson, um defensor do Brexit que teve grande papel em convencer os eleitores britânicos em 2016 a optar por deixar a UE. E dizem que o Reino Unido não encontrou maneiras viáveis de manter uma fronteira aberta entre a Irlanda, membro da UE, e a Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido.

Um porta-voz do governo britânico disse que as negociações com a UE até agora foram positivas, mas "ainda há muito trabalho a ser feito". "O que é obviamente encorajador é que todos os lados querem tentar chegar a um acordo", afirmou a fonte, pedindo anonimato. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que um Brexit sem acordo "teria consequências catastróficas", incluindo postos aduaneiros e outras barreiras entre a Irlanda e a Irlanda do Norte. Mas afirmou que isso seria culpa do Reino Unido. "Não inventamos o Brexit", disse Juncker à rede de TV Sky News, em entrevista transmitida no domingo. "Nunca pleiteamos a favor de qualquer tipo de Brexit. Essa é uma decisão britânica e, portanto, deve ser tratada dessa maneira."

Johnson também tem uma reunião agendada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o líder britânico de "um homem muito bom" e afirmou que alguns se referem a Johnson como "Trump do Reino Unido". O primeiro-ministro deseja manter as boas relações com Trump, já que um futuro acordo de livre comércio com os EUA é visto pelo governo como um dos principais pontos positivos do Brexit. Em casa, Johnson se prepara para uma decisão da Suprema Corte sobre se ele infringiu ou não a lei quando suspendeu o Parlamento por cinco semanas antes do prazo do Brexit de 31 de outubro. A decisão judicial pode sair já na segunda-feira.

O cenário turbulento significa que Johnson pode ter dificuldades para chamar a atenção da ONU quando anunciar novos programas para combater as mudanças climáticas e preservar a biodiversidade, defender a empresários em Nova York que "o Reino Unido pós-Brexit será um lugar melhor para se investir e viver" ou discutir "valores britânicos" em discurso na Assembleia Geral na terça-feira. Fonte: Associated Press.

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