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Queda de juro, Petrobras e Nova York impulsionam Ibovespa



19/09/2019 | 11:11


Alta do petróleo, queda da Selic, reajuste nos preços da Petrobras e alta das bolsas em Nova York ajudam a impulsionar o Ibovespa nesta quinta-feira, 19. A confirmação da queda da taxa Selic de 6,00% para 5,50% na terça-feira, 18, e a sinalização de novos cortes são fatores que agradaram ao mercado, à medida que sugerem um ambiente melhor para o crédito neste momento de economia desaquecida.

Apesar de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) corroborar as expectativas de redução do juro em 0,25 ponto, ontem, não sinalizou os próximos passos de sua política monetária, indo na direção contrária de outras instituições. E isso pode gerar cuidado entre investidores.

"O Fed demonstrou estar um pouco mais paciente, enquanto aqui o Copom (Comitê de Política Monetária) foi mais assertivo", avalia Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM. No entanto, nesta quinta, o Fed de Nova York realizou o terceiro leilão de recompra de título, na tentativa de colocar liquidez nos mercados, e as bolsas norte-americanas sobem.

Apesar disso, o tom de cautela não pode ser desprezado. Enquanto o Ibovespa avança acima de 1% e avançando acima dos 105 mil pontos, os índices acionários de Nova York têm alta entre 0,20% e 0,40%.

Os mercados internacionais retomam a postura cautelosa nesta manhã, ainda ecoando a mensagem conservadora do Fed e o temor com o aumento das tensões entre EUA e Irã, acrescenta em nota o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria Integrada. "No Brasil, o ambiente externo dividirá as atenções com o sinal 'dovish' (mais leve) do Copom, que deverá impulsionar as apostas de Selic abaixo de 5% ao final do ciclo", completa.

O temor de avanço na tensão geopolítica eleva as cotações do petróleo no mercado internacional, após o ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, sugerir no Twitter que EUA e aliados querem uma guerra. O petróleo avança acima de 2,00% mais cedo, o que beneficia as ações da Petrobras na B3, cita Monteiro.

Os papéis da estatal ainda refletem positivamente o reajuste nos preços de combustíveis pela empresa, ontem, depois que a commodity subiu até 20% por conta de ataques em instalações petrolíferas da Arábia Saudita no fim de semana. A Petrobras chegou a deixar os preços inalterados, mas após questionamentos do mercado sobre uma possível ingerência do governo, reajustou os valores no mercado interno.

Em contrapartida, a queda de 3,31% do minério de ferro no porto de Qingdao, na China, limita os ganhos, e as ações da Vale ON cedem 0,54%. Além disso, o noticiário político também pode incomodar os investidores, menciona Monteiro.

Nesta quinta, a Polícia Federal realiza buscas e apreensão em endereços ligados ao líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), em Brasília. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o inquérito está sob sigilo.



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Queda de juro, Petrobras e Nova York impulsionam Ibovespa


19/09/2019 | 11:11


Alta do petróleo, queda da Selic, reajuste nos preços da Petrobras e alta das bolsas em Nova York ajudam a impulsionar o Ibovespa nesta quinta-feira, 19. A confirmação da queda da taxa Selic de 6,00% para 5,50% na terça-feira, 18, e a sinalização de novos cortes são fatores que agradaram ao mercado, à medida que sugerem um ambiente melhor para o crédito neste momento de economia desaquecida.

Apesar de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) corroborar as expectativas de redução do juro em 0,25 ponto, ontem, não sinalizou os próximos passos de sua política monetária, indo na direção contrária de outras instituições. E isso pode gerar cuidado entre investidores.

"O Fed demonstrou estar um pouco mais paciente, enquanto aqui o Copom (Comitê de Política Monetária) foi mais assertivo", avalia Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM. No entanto, nesta quinta, o Fed de Nova York realizou o terceiro leilão de recompra de título, na tentativa de colocar liquidez nos mercados, e as bolsas norte-americanas sobem.

Apesar disso, o tom de cautela não pode ser desprezado. Enquanto o Ibovespa avança acima de 1% e avançando acima dos 105 mil pontos, os índices acionários de Nova York têm alta entre 0,20% e 0,40%.

Os mercados internacionais retomam a postura cautelosa nesta manhã, ainda ecoando a mensagem conservadora do Fed e o temor com o aumento das tensões entre EUA e Irã, acrescenta em nota o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria Integrada. "No Brasil, o ambiente externo dividirá as atenções com o sinal 'dovish' (mais leve) do Copom, que deverá impulsionar as apostas de Selic abaixo de 5% ao final do ciclo", completa.

O temor de avanço na tensão geopolítica eleva as cotações do petróleo no mercado internacional, após o ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, sugerir no Twitter que EUA e aliados querem uma guerra. O petróleo avança acima de 2,00% mais cedo, o que beneficia as ações da Petrobras na B3, cita Monteiro.

Os papéis da estatal ainda refletem positivamente o reajuste nos preços de combustíveis pela empresa, ontem, depois que a commodity subiu até 20% por conta de ataques em instalações petrolíferas da Arábia Saudita no fim de semana. A Petrobras chegou a deixar os preços inalterados, mas após questionamentos do mercado sobre uma possível ingerência do governo, reajustou os valores no mercado interno.

Em contrapartida, a queda de 3,31% do minério de ferro no porto de Qingdao, na China, limita os ganhos, e as ações da Vale ON cedem 0,54%. Além disso, o noticiário político também pode incomodar os investidores, menciona Monteiro.

Nesta quinta, a Polícia Federal realiza buscas e apreensão em endereços ligados ao líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), em Brasília. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o inquérito está sob sigilo.

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