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Ibovespa fecha perto da estabilidade com declarações de presidente do Fed



18/09/2019 | 17:54


Em uma sessão marcada pela expectativa em torno da decisão de política monetária do Federal Reserve, o Ibovespa operou ao longo da tarde sob forte influência das oscilações dos índices em Wall Street. Em um primeiro momento, houve certa decepção com o comunicado do BC americano, que não se comprometeu com uma sequência de cortes de juros. Em meio ao aprofundamento das perdas em Nova York, o Ibovespa chegou a operar pontualmente abaixo dos 104 mil pontos e desceu até mínima dos 103.684,12 pontos. Declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, porém, trouxeram certo alívio. Com a virada do índice Dow Jones para o terreno positivo, o Ibovespa praticamente zerou as perdas e fechou aos 104.531,93 pontos (-0,08%).

Como esperado pela ala majoritária do mercado, o Fed reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para uma faixa entre 1,75% e 2,00%. A decisão não foi unânime. Dois dirigentes votaram por manutenção e um por um corte de 0,50 ponto. Segundo o chamado gráfico de pontos, a maioria dos dirigentes vê mais uma redução de 0,25 ponto até o fim de 2019, para uma faixa entre 1,50% e 1,75% - nível que seria mantido ao longo de 2020. Em seu comunicado, o Fed afirma o mercado de trabalho continua "forte" e que a economia segue expansão moderada.

Em entrevista coletiva, Powell evitou repetir que o corte de juros se trata de um "ajuste de meio de ciclo", expressão que causou alvoroço em julho, por sugerir que o Fed descartaria a possibilidade de uma sequência de redução de juros. Embora tenha salientado que as próximas decisões dependem dos indicadores econômicos, esquivando-se de comprometer com mais afrouxamento monetário, Powell deixou uma porta aberta para novos cortes. Ele afirmou que seria um erro tentar manter "o poder de fogo da política monetária" até que uma desaceleração ganhe impulso. Mais: que se economia se enfraquecer mais, o BC americano está preparado "para ser mais agressivo".

Para Vitor Péricles de Carvalho, estrategista da LAIC-HFM Gestão de Recursos, o tom do comunicado levemente mais hawkish e previsão de apenas mais uma redução de 0,25 ponto dos juros neste ano assuntaram um pouco os investidores, que esperam sinais mais claros sobre o grau de afrouxamento monetário. "Powell mostrou que o Fed está totalmente 'data dependent' e continuará com esse tom de ajuste pontual, de acordo com os indicadores", afirma Carvalho, ressaltando que a incerteza sobre o ritmo desaceleração da economia americana, em meio à guerra comercial com a China, é muito elevada.

Por aqui, a expectativa majoritária do mercado é que o Copom anuncie nesta noite nova redução da taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, para 5,50% ao ano, e deixe a porta aberta para, pelo menos, mais uma redução. Uma ala relevante de economistas já trabalha com a possibilidade de Selic abaixo de 5% no fim do ano.

Na expectativa de mais afrouxamento monetário, as ações de varejistas tiveram mais um pregão positivo. Operadores destacam que a queda dos preços internacionais do petróleo e a baixa do minério de ferro levaram os papéis de Petrobras e Vale, respectivamente, a quedas superiores a 1%, o que limitou o fôlego do Ibovespa.



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Ibovespa fecha perto da estabilidade com declarações de presidente do Fed


18/09/2019 | 17:54


Em uma sessão marcada pela expectativa em torno da decisão de política monetária do Federal Reserve, o Ibovespa operou ao longo da tarde sob forte influência das oscilações dos índices em Wall Street. Em um primeiro momento, houve certa decepção com o comunicado do BC americano, que não se comprometeu com uma sequência de cortes de juros. Em meio ao aprofundamento das perdas em Nova York, o Ibovespa chegou a operar pontualmente abaixo dos 104 mil pontos e desceu até mínima dos 103.684,12 pontos. Declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, porém, trouxeram certo alívio. Com a virada do índice Dow Jones para o terreno positivo, o Ibovespa praticamente zerou as perdas e fechou aos 104.531,93 pontos (-0,08%).

Como esperado pela ala majoritária do mercado, o Fed reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para uma faixa entre 1,75% e 2,00%. A decisão não foi unânime. Dois dirigentes votaram por manutenção e um por um corte de 0,50 ponto. Segundo o chamado gráfico de pontos, a maioria dos dirigentes vê mais uma redução de 0,25 ponto até o fim de 2019, para uma faixa entre 1,50% e 1,75% - nível que seria mantido ao longo de 2020. Em seu comunicado, o Fed afirma o mercado de trabalho continua "forte" e que a economia segue expansão moderada.

Em entrevista coletiva, Powell evitou repetir que o corte de juros se trata de um "ajuste de meio de ciclo", expressão que causou alvoroço em julho, por sugerir que o Fed descartaria a possibilidade de uma sequência de redução de juros. Embora tenha salientado que as próximas decisões dependem dos indicadores econômicos, esquivando-se de comprometer com mais afrouxamento monetário, Powell deixou uma porta aberta para novos cortes. Ele afirmou que seria um erro tentar manter "o poder de fogo da política monetária" até que uma desaceleração ganhe impulso. Mais: que se economia se enfraquecer mais, o BC americano está preparado "para ser mais agressivo".

Para Vitor Péricles de Carvalho, estrategista da LAIC-HFM Gestão de Recursos, o tom do comunicado levemente mais hawkish e previsão de apenas mais uma redução de 0,25 ponto dos juros neste ano assuntaram um pouco os investidores, que esperam sinais mais claros sobre o grau de afrouxamento monetário. "Powell mostrou que o Fed está totalmente 'data dependent' e continuará com esse tom de ajuste pontual, de acordo com os indicadores", afirma Carvalho, ressaltando que a incerteza sobre o ritmo desaceleração da economia americana, em meio à guerra comercial com a China, é muito elevada.

Por aqui, a expectativa majoritária do mercado é que o Copom anuncie nesta noite nova redução da taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, para 5,50% ao ano, e deixe a porta aberta para, pelo menos, mais uma redução. Uma ala relevante de economistas já trabalha com a possibilidade de Selic abaixo de 5% no fim do ano.

Na expectativa de mais afrouxamento monetário, as ações de varejistas tiveram mais um pregão positivo. Operadores destacam que a queda dos preços internacionais do petróleo e a baixa do minério de ferro levaram os papéis de Petrobras e Vale, respectivamente, a quedas superiores a 1%, o que limitou o fôlego do Ibovespa.

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