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Por que a Torre de Pisa é torta?

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Construção tem 56 metros de altura divididos entre oito andares e possui sete sinos


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

08/09/2019 | 07:00


A Torre de Pisa, cartão-postal e ponto turístico localizado na parte mais ao Norte da Itália, é torta devido a problemas na fundação de sua estrutura desde o começo das obras, há quase 850 anos.

Com o passar do tempo, a inclinação da torre chegou a cerca de 5,5 graus. Hoje ela é um pouco menor graças a intervenções emergenciais feitas na última década do século XX, como o reforço de parte da base com concreto, o que permitiu a sua reabertura ao público visitante.

A construção de 56 metros de altura e oito andares funcionou, a princípio, como a torre do sino – sete, ao todo. Sua construção teve início em 1173 e só terminou dois séculos mais tarde. A demora ocorreu por problemas estruturais – o solo é argiloso, portanto, ruim para edificação desse tamanho.

A Torre de Pisa é feita toda de mármore, ou seja, obra pesada o bastante para contribuir com a inclinação. A demora na construção se deu pelas inúmeras interrupções causadas pelos confrontos bélicos no município de Pisa com outras cidades-Estado itálicas (não italianas, pois a Itália como país surgiu no distante século XIX), como Gênova e Florença, em disputa acirrada por poder.

O estilo arquitetônico da torre e do complexo onde ela está é chamado de românico, com inspiração declarada na Roma Antiga, mas com métodos construtivos e decorativos copiados de regiões islâmicas e dos bizantinos.

VOCÊ SABIA?

A cidade de Pisa é bem antiga, localizada numa região com presença humana nos primeiros milênios antes de Cristo, vindo a ser posteriormente ocupada pelos romanos. Muito tempo depois, no século XI, a cidade começaria a se tornar importante centro comercial.

Foi mais ou menos nessa época que os pisanos, num movimento de expansão naval, entraram em conflitos com populações muçulmanas nas ilhas da Sardenha e da Sicília. Nesta última, os cristãos nativos de Pisa saquearam a próspera cidade de Palermo, que era uma das maiores da Europa naquela altura. Aliás, os violentos saques feitos pelos pisanos a localidades muçulmanas e bizantinas no Mar Mediterrâneo foram frequentes durante a Primeira Cruzada, da qual participaram logo depois, rendendo-lhes dinheiro e novas rotas comerciais.

Os bens pilhados e o crescimento como centro comercial garantiram recursos financeiros necessários para grandes obras na cidade de Pisa, inclusive o complexo arquitetônico religioso onde está a torre torta, além de uma catedral, um batistério (prédio com a pia de batismo) e um cemitério.

Consultoria de Caio do Valle Souza, professor de história do Colégio Universitário da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). 



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