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Edmundo e Athirson sao atraçoes de Vasco x Flamengo


Do Diário do Grande ABC

27/05/2000 | 13:08


O talento com a bola nos pés é o único tema em comum nas vidas de Edmundo e Athirson. As duas principais atraçoes do clássico que o Maracana abriga neste domingo, às 17h, têm perfis completamente opostos.

Edmundo é o eterno bad boy de Sao Januário, sempre às voltas com problemas com companheiros, dirigentes ou até mesmo com a Justiça. Athirson é filho legítimo da linha de good boys rubro-negros, da qual fazem parte Zico, Júnior, Bebeto e Sávio. Até o momento vivido pelos craques é distinto: Edmundo acaba de voltar de uma contusao e procura a melhor forma, enquanto Athirson, em grande fase, é presença garantida nos Jogos Olímpicos de Sydney.

Nem um nem outro estavam em campo no jogo da Taça Guanabara, vencido pelo Vasco por 5 a 1 no dia 23 de abril. O Flamengo confia na velocidade, nos dribles incisivos e no chute cada vez mais certeiro de Athirson para vingar amanha aquela derrota humilhante.

O lateral vai ter toda liberdade para atacar e, quem sabe, aumentar o número de gols marcados este ano - já foram nove pelo Flamengo e dois pela Seleçao. Humilde, Athirson rejeita o rótulo de salvador da pátria. "Laterais estao em campo para servir ao ataque. A funçao de criar é do meio, eu estou ali como elemento-surpresa. Se tiver oportunidade de deixar algum companheiro na cara do gol, farei isso com orgulho. Nao importa como, quero a vitória para o Flamengo", diz.

O Vasco conta, mais do que nunca, com o talento de Edmundo para superar o rival e voltar a ter chances da Taça Rio. O jogador enxerga o clássico como uma saída para o momento turbulento que o clube atravessa. "Nada melhor que vencer um jogo como esse para recuperar a tranqüilidade", acredita.

O jogo pode ser também o início da recuperaçao do próprio craque, que desde que voltou ao Vasco, há um ano, nao ganhou um título sequer, arrumou brigas, suspensoes e ainda teve duas contusoes musculares que o afastaram por mais de um mês. "A última impressao que deixei foi a de 1997, quando fui artilheiro e o Vasco campeao brasileiro. E é claro que quando você volta as pessoas esperam muito de você. Estou contente com meu rendimento, com a consciência tranqüila, mas sei que futebol é conquista e estou há um ano sem conquistar um título. Mas quem sabe ele nao virá em breve", sonha o craque, que foi repatriado pelo Vasco pela bagatela de US$ 13 milhoes, pagos à Fiorentina.

Edmundo sonha com a Seleçao, mas é realista e sabe que precisa recuperar a forma antes de mais nada. O clássico contra o rival pode ser um divisor de águas neste momento do craque. Ele sabe o significado do jogo e tem consciência de que uma bela atuaçao abrirá seus caminhos. "A gente percebe nas ruas o reflexo da importância do jogo, tanto nos incentivos dos vascaínos, como nas provocaçoes dos torcedores adversários. É um jogo especial. É a melhor vitória e a pior derrota", define.

Athirson sabe que vive um momento especial, mas nao consegue dissociá-lo do resto da carreira. "Precisei sair do Flamengo (foi emprestado ao Santos em 1998) para conquistar meu espaço", lembra. No início de 1999, Athirson estava conformado em permanecer no Santos, numa troca com Marcos Assunçao, mas nao houve acordo com o clube paulista. Melhor para o Flamengo.



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Edmundo e Athirson sao atraçoes de Vasco x Flamengo

Do Diário do Grande ABC

27/05/2000 | 13:08


O talento com a bola nos pés é o único tema em comum nas vidas de Edmundo e Athirson. As duas principais atraçoes do clássico que o Maracana abriga neste domingo, às 17h, têm perfis completamente opostos.

Edmundo é o eterno bad boy de Sao Januário, sempre às voltas com problemas com companheiros, dirigentes ou até mesmo com a Justiça. Athirson é filho legítimo da linha de good boys rubro-negros, da qual fazem parte Zico, Júnior, Bebeto e Sávio. Até o momento vivido pelos craques é distinto: Edmundo acaba de voltar de uma contusao e procura a melhor forma, enquanto Athirson, em grande fase, é presença garantida nos Jogos Olímpicos de Sydney.

Nem um nem outro estavam em campo no jogo da Taça Guanabara, vencido pelo Vasco por 5 a 1 no dia 23 de abril. O Flamengo confia na velocidade, nos dribles incisivos e no chute cada vez mais certeiro de Athirson para vingar amanha aquela derrota humilhante.

O lateral vai ter toda liberdade para atacar e, quem sabe, aumentar o número de gols marcados este ano - já foram nove pelo Flamengo e dois pela Seleçao. Humilde, Athirson rejeita o rótulo de salvador da pátria. "Laterais estao em campo para servir ao ataque. A funçao de criar é do meio, eu estou ali como elemento-surpresa. Se tiver oportunidade de deixar algum companheiro na cara do gol, farei isso com orgulho. Nao importa como, quero a vitória para o Flamengo", diz.

O Vasco conta, mais do que nunca, com o talento de Edmundo para superar o rival e voltar a ter chances da Taça Rio. O jogador enxerga o clássico como uma saída para o momento turbulento que o clube atravessa. "Nada melhor que vencer um jogo como esse para recuperar a tranqüilidade", acredita.

O jogo pode ser também o início da recuperaçao do próprio craque, que desde que voltou ao Vasco, há um ano, nao ganhou um título sequer, arrumou brigas, suspensoes e ainda teve duas contusoes musculares que o afastaram por mais de um mês. "A última impressao que deixei foi a de 1997, quando fui artilheiro e o Vasco campeao brasileiro. E é claro que quando você volta as pessoas esperam muito de você. Estou contente com meu rendimento, com a consciência tranqüila, mas sei que futebol é conquista e estou há um ano sem conquistar um título. Mas quem sabe ele nao virá em breve", sonha o craque, que foi repatriado pelo Vasco pela bagatela de US$ 13 milhoes, pagos à Fiorentina.

Edmundo sonha com a Seleçao, mas é realista e sabe que precisa recuperar a forma antes de mais nada. O clássico contra o rival pode ser um divisor de águas neste momento do craque. Ele sabe o significado do jogo e tem consciência de que uma bela atuaçao abrirá seus caminhos. "A gente percebe nas ruas o reflexo da importância do jogo, tanto nos incentivos dos vascaínos, como nas provocaçoes dos torcedores adversários. É um jogo especial. É a melhor vitória e a pior derrota", define.

Athirson sabe que vive um momento especial, mas nao consegue dissociá-lo do resto da carreira. "Precisei sair do Flamengo (foi emprestado ao Santos em 1998) para conquistar meu espaço", lembra. No início de 1999, Athirson estava conformado em permanecer no Santos, numa troca com Marcos Assunçao, mas nao houve acordo com o clube paulista. Melhor para o Flamengo.

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