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Alaíde admite diálogo com Sabesp para assumir água

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governo de Mauá diz, porém, que fim da dívida de R$ 2 bi e investimentos não foram tratados


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/08/2019 | 07:00


O governo da prefeita de Mauá, Alaíde Damo (MDB), admitiu conversa com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para que a empresa assuma a distribuição de água no município.

Na quarta-feira, durante solenidade na qual foi formalizada a parceria da estatal com a Prefeitura de Santo André, o presidente da Sabesp, Benedito Braga, comentou que estava em curso negociação com a administração de Mauá e que esperava por resposta da cidade da região “nas próximas semanas”.

Ontem, por nota, a gestão Alaíde disse que “os canais de diálogo com a Sabesp sempre estiveram abertos e continuam dessa forma, uma vez que qualquer acordo que beneficie a população e não prejudique os servidores é bem-vista pela administração municipal”.

“A conversa com a Sabesp ainda é embrionária e tem como intuito trazer melhoria para o gerenciamento de distribuição de água no município, principalmente em se tratando da vazão para que os moradores não sofram mais com a falta d’água”, emendou o governo, no comunicado, sem, no entanto, estipular prazos para as negociações.

Diferentemente de Santo André, Mauá tem municipalizado apenas o serviço de distribuição de água – coleta e destinação correta do esgoto está sob responsabilidade da BRK Ambiental, empresa privada.

A dívida que a Sabesp cobra de Mauá está na casa dos R$ 2 bilhões e decorre basicamente de dois pontos: a criação da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) unilateralmente com rompimento de contrato e diferença entre o valor pago e a quantia cobrada pela estatal pela água no atacado.

Oficialmente, o governo Alaíde negou que tenha discutido soluções para o passivo e possibilidade de investimentos. “Em relação à dívida, essa questão está sub judice e será tratada quando sentenciada, portanto não há como falar sobre um reconhecimento antecipado.”

O Diário apurou, porém, que a direção da Sama pretende acompanhar os primeiros passos da Sabesp em Santo André. Caso a parceria funcione, a ideia é reproduzir os termos do acordo para Mauá. O município sofre com alto índice de desperdício do produto na rede – beira os 40% – e não conta com capacidade de recursos para investir.

Nas duas outras passagens de Alaíde pelo comando da Prefeitura – em maio e em dezembro, de forma interina, com a prisão de Atila Jacomussi (PSB) –, a emedebista falou publicamente que nutria desejo de acertar com a Sabesp. Ela está como prefeita desde abril, com impeachment do socialista.

Em Santo André, além da suspensão da cobrança de dívida de R$ 3,4 bilhões e programação de abatimento desse valor ao longo dos 40 anos de convênio, a Sabesp prometeu investir quase R$ 1 bilhão nesse período. A estatal vai administrar os serviços de água e esgoto, hoje sob responsabilidade do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). 



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Alaíde admite diálogo com Sabesp para assumir água

Governo de Mauá diz, porém, que fim da dívida de R$ 2 bi e investimentos não foram tratados

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/08/2019 | 07:00


O governo da prefeita de Mauá, Alaíde Damo (MDB), admitiu conversa com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para que a empresa assuma a distribuição de água no município.

Na quarta-feira, durante solenidade na qual foi formalizada a parceria da estatal com a Prefeitura de Santo André, o presidente da Sabesp, Benedito Braga, comentou que estava em curso negociação com a administração de Mauá e que esperava por resposta da cidade da região “nas próximas semanas”.

Ontem, por nota, a gestão Alaíde disse que “os canais de diálogo com a Sabesp sempre estiveram abertos e continuam dessa forma, uma vez que qualquer acordo que beneficie a população e não prejudique os servidores é bem-vista pela administração municipal”.

“A conversa com a Sabesp ainda é embrionária e tem como intuito trazer melhoria para o gerenciamento de distribuição de água no município, principalmente em se tratando da vazão para que os moradores não sofram mais com a falta d’água”, emendou o governo, no comunicado, sem, no entanto, estipular prazos para as negociações.

Diferentemente de Santo André, Mauá tem municipalizado apenas o serviço de distribuição de água – coleta e destinação correta do esgoto está sob responsabilidade da BRK Ambiental, empresa privada.

A dívida que a Sabesp cobra de Mauá está na casa dos R$ 2 bilhões e decorre basicamente de dois pontos: a criação da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) unilateralmente com rompimento de contrato e diferença entre o valor pago e a quantia cobrada pela estatal pela água no atacado.

Oficialmente, o governo Alaíde negou que tenha discutido soluções para o passivo e possibilidade de investimentos. “Em relação à dívida, essa questão está sub judice e será tratada quando sentenciada, portanto não há como falar sobre um reconhecimento antecipado.”

O Diário apurou, porém, que a direção da Sama pretende acompanhar os primeiros passos da Sabesp em Santo André. Caso a parceria funcione, a ideia é reproduzir os termos do acordo para Mauá. O município sofre com alto índice de desperdício do produto na rede – beira os 40% – e não conta com capacidade de recursos para investir.

Nas duas outras passagens de Alaíde pelo comando da Prefeitura – em maio e em dezembro, de forma interina, com a prisão de Atila Jacomussi (PSB) –, a emedebista falou publicamente que nutria desejo de acertar com a Sabesp. Ela está como prefeita desde abril, com impeachment do socialista.

Em Santo André, além da suspensão da cobrança de dívida de R$ 3,4 bilhões e programação de abatimento desse valor ao longo dos 40 anos de convênio, a Sabesp prometeu investir quase R$ 1 bilhão nesse período. A estatal vai administrar os serviços de água e esgoto, hoje sob responsabilidade do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). 

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