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Investigação ampla


Do Diário do Grande ABC

29/07/2019 | 11:54


Sabe-se que o líder do governo na Câmara de São Caetano, vereador Tite Campanella (Cidadania), aguarda a retomada dos trabalhos legislativos, em 6 de agosto, para protolocar o pedido de instauração de CPI destinada a investigar as entranhas do acordo firmado entre governo e Associação Comercial e Industrial de São Caetano que pode ter desviado R$ 1 milhão dos cofres municipais em 2016, quando a entidade era presidida pelo advogado Walter Estevam Júnior. A apuração é bem-vinda. Mas deveria abranger também a atual administração da Aciscs, pelas razões que se seguem.

Ao suceder Walter Estevam no comando da Aciscs, Moacir Passador Junior parece dar continuidade a medidas polêmicas que comprometem a imagem da entidade. Sabe-se agora, por exemplo, em outro esforço investigativo da equipe de reportagem deste Diário, que o atual presidente tem o péssimo hábito de misturar interesses corporativos aos privados. Talvez por não conseguir fazê-lo sem ferir o princípio da impessoalidade que deveria nortear suas ações, o presidente não explica por que mantém a família obtendo lucro em espaço público no Atende Fácil, cujo dono é o munícipe são-caetanense.

Já que a Aciscs recebe parcela significativa de dinheiro público, como se ficou sabendo tristemente quando a associação não conseguiu comprovar a utilização do milhão de reais na campanha de Natal para a qual pleiteara a verba, a Câmara poderia chamar Passador Junior para que ele explique os critérios que a entidade utiliza para sublocar os boxes do Atende Fácil.

Como uma das atribuições constitucionais dos vereadores é a de fiscalizar o bom uso do dinheiro público, entende-se que a responsabilidade se estenda também a passar a limpo por que São Caetano permite que familiares de Moacir Passador Junior sigam ganhando dinheiro ao explorar, na esfera privada, espaço público cedido pela Prefeitura à entidade que ele preside. Já que Tite Campanella se dispôs a puxar o fio do novelo que pode abrir a caixa-preta da Aciscs, eis a oportunidade de ampliar o trabalho.



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Do Diário do Grande ABC

29/07/2019 | 11:54


Sabe-se que o líder do governo na Câmara de São Caetano, vereador Tite Campanella (Cidadania), aguarda a retomada dos trabalhos legislativos, em 6 de agosto, para protolocar o pedido de instauração de CPI destinada a investigar as entranhas do acordo firmado entre governo e Associação Comercial e Industrial de São Caetano que pode ter desviado R$ 1 milhão dos cofres municipais em 2016, quando a entidade era presidida pelo advogado Walter Estevam Júnior. A apuração é bem-vinda. Mas deveria abranger também a atual administração da Aciscs, pelas razões que se seguem.

Ao suceder Walter Estevam no comando da Aciscs, Moacir Passador Junior parece dar continuidade a medidas polêmicas que comprometem a imagem da entidade. Sabe-se agora, por exemplo, em outro esforço investigativo da equipe de reportagem deste Diário, que o atual presidente tem o péssimo hábito de misturar interesses corporativos aos privados. Talvez por não conseguir fazê-lo sem ferir o princípio da impessoalidade que deveria nortear suas ações, o presidente não explica por que mantém a família obtendo lucro em espaço público no Atende Fácil, cujo dono é o munícipe são-caetanense.

Já que a Aciscs recebe parcela significativa de dinheiro público, como se ficou sabendo tristemente quando a associação não conseguiu comprovar a utilização do milhão de reais na campanha de Natal para a qual pleiteara a verba, a Câmara poderia chamar Passador Junior para que ele explique os critérios que a entidade utiliza para sublocar os boxes do Atende Fácil.

Como uma das atribuições constitucionais dos vereadores é a de fiscalizar o bom uso do dinheiro público, entende-se que a responsabilidade se estenda também a passar a limpo por que São Caetano permite que familiares de Moacir Passador Junior sigam ganhando dinheiro ao explorar, na esfera privada, espaço público cedido pela Prefeitura à entidade que ele preside. Já que Tite Campanella se dispôs a puxar o fio do novelo que pode abrir a caixa-preta da Aciscs, eis a oportunidade de ampliar o trabalho.

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