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Rial: 'Não vejo 2º semestre pior para crédito, mas também não sei se será melhor'



23/07/2019 | 14:09


O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, não espera que o segundo semestre seja pior para a oferta de crédito no País após o banco ter desacelerado o ritmo de empréstimos no segundo trimestre. Ele acrescentou, contudo, que não sabe se será "necessariamente melhor" para a liberação de recursos.

Apesar de o Santander ter reduzido o crescimento do crédito no segundo trimestre, Rial afirmou que o patamar atual de expansão dos empréstimos "não é baixo", considerando a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1% neste ano. A carteira de crédito ampliada do banco foi a R$ 394,132 bilhões de abril a junho, aumento de 1,9% ante o primeiro trimestre. Em um ano, cresceu 7,0%.

Questionado sobre se esse ritmo será mantido, o presidente do Santander disse que é preciso ver qual será a taxa de crescimento dos outros concorrentes. Chamou ainda a atenção sobre a importância da adoção de critérios nos modelos de risco. "Temos de ter rigor quanto ao modelo de risco. Estamos enriquecendo nosso modelo até mesmo através da minha própria liderança na América do Sul, na Argentina e Chile. Há muito por aprender. Modelo é enriquecimento de informações", concluiu Rial.

Odebrecht

Rial disse que o pedido de recuperação judicial da Odebrecht não afetou o balanço do banco no segundo trimestre. Não quis detalhar, contudo, se o banco já tinha provisões suficientes e se reforçou seu colchão para perdas após o evento.

O Santander é o menos exposto no grupo dos cinco maiores bancos do País, com passivo junto a Odebrecht de R$ 888,71 milhões, sendo R$ 396,49 milhões extraconcursais - fora da recuperação judicial - e R$ 492,22 milhões concursais - dentro do processo.

Getnet

O Santander vai lançar a Getnet, de maquininhas, no México no segundo semestre de 2020 e depois levá-la para a América do Sul, de acordo com Rial. Quanto à desaceleração da operação no Brasil durante os meses de abril a junho, o executivo explicou que tem relação com o nível da atividade econômica e não com a pressão da concorrência.

Na quantidade de transações, conforme o vice-presidente do Santander, Angel Santodomingo, a Getnet continua entregando crescimento entre 12% e 13%. "A desaceleração da Getnet tem relação com os nossos clientes de atacado, se crescem mais ou menos", acrescentou ele.

Focada na pessoa jurídica, a Getnet está ampliando a sua atuação junto à pessoa física por meio da SuperGet. O banco mira, conforme Rial, 1 milhão de clientes com este perfil com suas maquininhas. Segundo ele, o juro mais atrativo para a antecipação de recebíveis deve ajudar a instituição no cumprimento desta meta.

A Getnet capturou R$ 46,9 bilhões no segundo trimestre do ano, cifra 6,35% maior em relação ao mesmo período de 2018. O aumento, contudo, representa uma desaceleração frente ao primeiro trimestre, quando a empresa entregou crescimento de 16%.

O maior crescimento no segundo trimestre veio da modalidade crédito, cujo faturamento foi a R$ 29 bilhões, alta de 7,4% ante o mesmo período do ano passado. Já no débito, foram registrados R$ 17,9 bilhões, alta de 1,7%, na mesma base de comparação.

A participação de mercado da empresa atingiu 11,5% no período enquanto o faturamento total do primeiro semestre expandiu 11,2% ante um ano, totalizando R$ 94,5 bilhões.



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Rial: 'Não vejo 2º semestre pior para crédito, mas também não sei se será melhor'


23/07/2019 | 14:09


O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, não espera que o segundo semestre seja pior para a oferta de crédito no País após o banco ter desacelerado o ritmo de empréstimos no segundo trimestre. Ele acrescentou, contudo, que não sabe se será "necessariamente melhor" para a liberação de recursos.

Apesar de o Santander ter reduzido o crescimento do crédito no segundo trimestre, Rial afirmou que o patamar atual de expansão dos empréstimos "não é baixo", considerando a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1% neste ano. A carteira de crédito ampliada do banco foi a R$ 394,132 bilhões de abril a junho, aumento de 1,9% ante o primeiro trimestre. Em um ano, cresceu 7,0%.

Questionado sobre se esse ritmo será mantido, o presidente do Santander disse que é preciso ver qual será a taxa de crescimento dos outros concorrentes. Chamou ainda a atenção sobre a importância da adoção de critérios nos modelos de risco. "Temos de ter rigor quanto ao modelo de risco. Estamos enriquecendo nosso modelo até mesmo através da minha própria liderança na América do Sul, na Argentina e Chile. Há muito por aprender. Modelo é enriquecimento de informações", concluiu Rial.

Odebrecht

Rial disse que o pedido de recuperação judicial da Odebrecht não afetou o balanço do banco no segundo trimestre. Não quis detalhar, contudo, se o banco já tinha provisões suficientes e se reforçou seu colchão para perdas após o evento.

O Santander é o menos exposto no grupo dos cinco maiores bancos do País, com passivo junto a Odebrecht de R$ 888,71 milhões, sendo R$ 396,49 milhões extraconcursais - fora da recuperação judicial - e R$ 492,22 milhões concursais - dentro do processo.

Getnet

O Santander vai lançar a Getnet, de maquininhas, no México no segundo semestre de 2020 e depois levá-la para a América do Sul, de acordo com Rial. Quanto à desaceleração da operação no Brasil durante os meses de abril a junho, o executivo explicou que tem relação com o nível da atividade econômica e não com a pressão da concorrência.

Na quantidade de transações, conforme o vice-presidente do Santander, Angel Santodomingo, a Getnet continua entregando crescimento entre 12% e 13%. "A desaceleração da Getnet tem relação com os nossos clientes de atacado, se crescem mais ou menos", acrescentou ele.

Focada na pessoa jurídica, a Getnet está ampliando a sua atuação junto à pessoa física por meio da SuperGet. O banco mira, conforme Rial, 1 milhão de clientes com este perfil com suas maquininhas. Segundo ele, o juro mais atrativo para a antecipação de recebíveis deve ajudar a instituição no cumprimento desta meta.

A Getnet capturou R$ 46,9 bilhões no segundo trimestre do ano, cifra 6,35% maior em relação ao mesmo período de 2018. O aumento, contudo, representa uma desaceleração frente ao primeiro trimestre, quando a empresa entregou crescimento de 16%.

O maior crescimento no segundo trimestre veio da modalidade crédito, cujo faturamento foi a R$ 29 bilhões, alta de 7,4% ante o mesmo período do ano passado. Já no débito, foram registrados R$ 17,9 bilhões, alta de 1,7%, na mesma base de comparação.

A participação de mercado da empresa atingiu 11,5% no período enquanto o faturamento total do primeiro semestre expandiu 11,2% ante um ano, totalizando R$ 94,5 bilhões.

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