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Documentário contará detalhes
da história de ‘Os Trapalhões’

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ainda em fase de edição, obra terá informações sobre o quarteto e fará análise da importância do quadro


Miriam Gimenes

21/07/2019 | 07:04


As imagens de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias não precisam de legenda. Quem teve a oportunidade de assistir, ainda que por uma vez, as peripécias do quarteto humorístico de Os Trapalhões, com certeza, não esqueceu das pessoas que ‘vestiam’ aqueles personagens com um único objetivo: fazer rir. E neste quesito eles eram, sem dúvida, fantásticos.

Tanto que uma legião de fãs acompanhou com afinco os 18 anos em que eles ficaram juntos, seja na televisão, nas telas de cinema ou em histórias em quadrinhos. Um deles foi Rafael Spaca, que há oito anos pesquisa à fundo a história da trupe – estudo que já rendeu os livros O Cinema dos Trapalhões e As HQs dos Trapalhões – e dirige agora documentário Trapalhadas sem Fim, que está em fase de edição.

Ao todo, foram mais de 60 entrevistados – que não haviam sido ouvidos para composição das publicações – e trouxeram informações riquíssimas sobre o quarteto. “Esse documentário complementa minha pesquisa nestes dois livros anteriores. A gente começou com Regina Duarte (atriz, que participou de O Cangaceiro Trapalhão) e, de cara. foi uma conversa incrível. Gravamos mais de 30 entrevistas no Rio e recolhemos um material que tenho certeza que vai agradar muito aos fãs”, diz Spaca.

Ele mesmo se surpreendeu com as informações obtidas durante as gravações. Além da Regina, conversou com pessoas que participaram do ciclo de convivência dos artistas, como Angélica, Ney Matogrosso, Fagner e a mulher de Zacarias, Selma Lopes, que atualmente tem 92 anos. “Foi a primeira entrevista que ela deu depois que ele morreu (em 1990). Eu achei que conhecia a história dos Trapalhões e, depois desse trabalho, vi que não conhecia”, confessa.

Selma, por exemplo, contou que Zacarias era espírita e mantinha um centro. Também mostrou o atestado de óbito do humorista. “As pessoas falaram à época que ele morreu de Aids, mas ela me provou que não”, conta o diretor, sem dar spoiler.

O documentário também fará análise antropológica da importância de Os Trapalhões para identidade nacional, o tipo de humor que eles faziam, falará do ‘politicamente correto’, curiosidades e os mitos que surgiram da convivência do quarteto, se era harmoniosa ou não. “Os artistas de Os Trapalhões se separaram em 1983 e tentaram duelar no cinema. De um lado Didi lançou seu filme e do outro Dedé, Zacarias e Mussum fizeram o deles. Um lado queria provar que sobreviveria sem o outro. Mas, no fim, eles acabaram se atrapalhando e os filmes foram um fracasso de bilheteria”, relata Spaca.

Decidiram então voltar a trabalhar juntos e se separaram de vez dez anos depois. O começo do fim foi a morte de Zacarias, seguida de Mussum, em 1994. “Eles tinham uma química muito grande, um enriquecia o outro, eles complementavam. É um grupo que foi genial e humano, com direito a acertos e erros. Esta produção vai humanizar Os Trapalhões”, finaliza. Spaca está em busca de canais para exibir o trabalho final (a produção pode ser acompanhada em @trapadoc).
 



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Documentário contará detalhes
da história de ‘Os Trapalhões’

Ainda em fase de edição, obra terá informações sobre o quarteto e fará análise da importância do quadro

Miriam Gimenes

21/07/2019 | 07:04


As imagens de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias não precisam de legenda. Quem teve a oportunidade de assistir, ainda que por uma vez, as peripécias do quarteto humorístico de Os Trapalhões, com certeza, não esqueceu das pessoas que ‘vestiam’ aqueles personagens com um único objetivo: fazer rir. E neste quesito eles eram, sem dúvida, fantásticos.

Tanto que uma legião de fãs acompanhou com afinco os 18 anos em que eles ficaram juntos, seja na televisão, nas telas de cinema ou em histórias em quadrinhos. Um deles foi Rafael Spaca, que há oito anos pesquisa à fundo a história da trupe – estudo que já rendeu os livros O Cinema dos Trapalhões e As HQs dos Trapalhões – e dirige agora documentário Trapalhadas sem Fim, que está em fase de edição.

Ao todo, foram mais de 60 entrevistados – que não haviam sido ouvidos para composição das publicações – e trouxeram informações riquíssimas sobre o quarteto. “Esse documentário complementa minha pesquisa nestes dois livros anteriores. A gente começou com Regina Duarte (atriz, que participou de O Cangaceiro Trapalhão) e, de cara. foi uma conversa incrível. Gravamos mais de 30 entrevistas no Rio e recolhemos um material que tenho certeza que vai agradar muito aos fãs”, diz Spaca.

Ele mesmo se surpreendeu com as informações obtidas durante as gravações. Além da Regina, conversou com pessoas que participaram do ciclo de convivência dos artistas, como Angélica, Ney Matogrosso, Fagner e a mulher de Zacarias, Selma Lopes, que atualmente tem 92 anos. “Foi a primeira entrevista que ela deu depois que ele morreu (em 1990). Eu achei que conhecia a história dos Trapalhões e, depois desse trabalho, vi que não conhecia”, confessa.

Selma, por exemplo, contou que Zacarias era espírita e mantinha um centro. Também mostrou o atestado de óbito do humorista. “As pessoas falaram à época que ele morreu de Aids, mas ela me provou que não”, conta o diretor, sem dar spoiler.

O documentário também fará análise antropológica da importância de Os Trapalhões para identidade nacional, o tipo de humor que eles faziam, falará do ‘politicamente correto’, curiosidades e os mitos que surgiram da convivência do quarteto, se era harmoniosa ou não. “Os artistas de Os Trapalhões se separaram em 1983 e tentaram duelar no cinema. De um lado Didi lançou seu filme e do outro Dedé, Zacarias e Mussum fizeram o deles. Um lado queria provar que sobreviveria sem o outro. Mas, no fim, eles acabaram se atrapalhando e os filmes foram um fracasso de bilheteria”, relata Spaca.

Decidiram então voltar a trabalhar juntos e se separaram de vez dez anos depois. O começo do fim foi a morte de Zacarias, seguida de Mussum, em 1994. “Eles tinham uma química muito grande, um enriquecia o outro, eles complementavam. É um grupo que foi genial e humano, com direito a acertos e erros. Esta produção vai humanizar Os Trapalhões”, finaliza. Spaca está em busca de canais para exibir o trabalho final (a produção pode ser acompanhada em @trapadoc).
 

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