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'A indústria tem de se reinventar’ diz o presidente da Anfavea

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luiz Carlos Moraes, 59 anos,destaca período de transformação pelo qual a indústria automotiva atravessa


Yara Ferraz
Diário do Grande ABC

17/06/2019 | 07:00


Apesar de o senhor já estar presente na Anfavea anteriormente, na diretoria, essa é a sua primeira experiência na presidência da associação. Quais são os principais desafios?

O desafio é como enfrentar este novo momento da indústria. Eu tenho dito que o setor está passando pela principal transformação da história por conta da eletrificação, do desenvolvimento de tecnologias, da conectividade e dos veículos autônomos. E, no atual momento do País, o desafio é como criar condições para que a indústria participe desse processo. Buscar a competitividade depois da maior crise da economia, como enfrentamos em 2014, 2015 e 2016, e como podemos sair mais robustos desse processo. Isso depende muito de como a economia vai se comportar, mas a gente pode colaborar para que esse crescimento seja constante.

E como está o desenvolvimento de novas tecnologias, como o próprio carro elétrico, no País?

Cada montadora está definindo a sua rota tecnológica. No Brasil, devido a esse cenário de saída de crise, não vai ser tudo ao mesmo tempo. Várias empresas estão trabalhando nisso, um exemplo é o Salão do Automóvel, que, no ano passado, trouxe diversos carros conceito e muita conectividade. Porém, isso pode demorar para estar em grande volume no mercado, mas a indústria já está se preparando.

E como fica o Grande ABC nesta questão?

Temos grandes montadoras de automóveis e veículos comerciais na região. Cada uma delas tem estratégia de desenvolvimento de produtos e está trazendo novas tecnologias.

Atualmente, a indústria automotiva do País está recuperando os números de produção, que ainda estão longe dos patamares anteriores à crise econômica. A queda nas exportações, por causa da crise argentina, também impacta negativamente o volume. Como a Anfavea enxerga essa situação?

Neste ano, a Anfavea está trabalhando com a perspectiva de crescimento de 11%no mercado interno, e estávamos trabalhando com queda de 6% no total das exportações, já considerando o impacto da crise argentina. Porém, esta queda tem se demonstrado mais forte.

Até maio, as exportações na indústria caíram mais de 42%, com 181,6 mil unidades, contra 314,1 mil no mesmo período do ano passado. A crise na Argentina é muito forte, há inflação alta, além de taxa juros elevada e nível de pobreza muito forte. Também tem o problema do câmbio. É provável que a crise não se resolva neste ano, porque eles têm um processo eleitoral em outubro, e isso sinaliza que, neste ano, a situação não deve voltar ao que era antes.

O que a associação enxerga como alternativa para a diminuição deste impacto na produção? A mudança da alíquota do Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras) pode ser a solução?

Cada montadora tenta compensar exportando para outros países, como a Colômbia e o México, por exemplo. Tem empresas exportando agregados e eixos, mas esse esforço não compensa a Argentina, que antes da crise representava mais de 70% das exportações. Em relação a outra questão, o sistema tributário brasileiro provoca uma distorção numa cadeia longa como é a do setor automotivo. Esse impacto para nós é relevante, e o Reintegra, que foi criado lá atrás, pode ser uma forma de recuperar essa distorção e impedir que a gente exporte esse imposto (o regime foi estabelecido em 2011 com intuito de gerar crédito por causa do custo tributário existente na cadeia de produção de produtos manufaturados). Lá fora, os clientes têm preços mais competitivos e torna-se necessária a eliminação desse resíduo. O que tem sido discutido pela indústria é que a reforma tributária tem que eliminar a distorção, mas enquanto ela não vem, a alternativa é retornar com o Reintegra, que hoje é de 0,1%, ou seja, quase nada. A indústria está se recuperando da crise e, neste ano, aconteceu o problema adicional da Argentina. O ideal seria estimular as exportações, e essa seria a ferramenta que poderia, além de reduzir a ociosidade (cerca de 30% no setor), que é muito grande, ter impacto na criação de novos empregos para dar conta deste volume adicional. Tudo isso pode pagar este valor, não estamos falando de incentivo ou benefício fiscal, mas sim devolução do resíduo tributário.

Como está o diálogo com o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes?

O diálogo existe com a equipe do ministro. Ele tem focado e dado prioridade total à reforma da Previdência. Nós apoiamos e concordamos. A reforma é a prioridade do Brasil para eliminar o enorme deficit fiscal. Ela tem de ser aprovada o mais rápido possível, turbinada e robusta. Esperamos que, pelo menos na Câmara dos Deputados, passe nas próximas semanas. A partir daí, temos um ambiente de negócios mais positivo de estímulo do consumo e dos investimentos que começarão a ser mais fortes. Na sequência, há outras reformas importantes, por exemplo, a tributária, para evitar resíduos na cadeia produtiva e buscar a simplificação de processos burocráticos no Brasil, como a importação e exportação. E também defendemos a aceleração nos investimentos em infraestrutura. Ainda temos um gap (lacuna) grande na questão de saneamento básico, aeroportos, portos e estradas, e esse investimento vai acontecer depois da reforma da Previdência. Isso também vai ajudar na questão do desemprego.

E com o governo do Estado? O que o senhor acha do programa IncentivAuto, anunciado pelo governador João Doria (PSDB) e que concederá descontos no ICMS de novos produtos mediante a investimento mínimo de R$ 10 bilhões pelas montadoras?

Temos que esperar a regulamentação para entender melhor. Mas, sem dúvida, temos uma relação positiva com conversas com o governador, o secretário (da Fazenda e Planejamento) Henrique Meirelles e a secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen.

O Grande ABC vem passando por um processo de fechamento de indústrias e redução de emprego nos últimos anos. Especialistas afirmam que passamos por um processo de desindustrialização, já que temos um crescimento no setor de serviços. O senhor acredita que a região, que atualmente concentra seis montadoras, deve continuar a ser um polo da indústria automotiva ou concorda que passamos por este processo?

A questão do aumento do setor de serviços acontece no mundo inteiro e é importante porque veio para ficar. A sociedade exige mais serviços. Não vejo isso como problema, mas sim como mudança na estrutura na economia. Na região temos grandes montadoras aqui, sendo que a maioria anunciou investimentos recentes, mesmo que não seja em aumento de fábricas, por exemplo, são aportes importantes para novos produtos. As montadoras no Grande ABC continuam tendo relevância e importância. A indústria tem que se reinventar, porque temos estes desafios de transformação, que é conectividade e o car sharing (carro compartilhado). Isso vai mudar radicalmente a nossa indústria, e as empresas daqui já estão neste processo.

Este novo formato pode reduzir empregos? Ou disponibilizar outras vagas mais qualificadas, por exemplo?

Vamos ter mais negócios ao redor do veículo. Estou falando em car sharing, mobilidade e fazer parcerias. Serão mais participantes no sistema e isso gera emprego de boa qualidade. Vamos ter um perfil de profissional diferente porque teremos mais empresas envolvidas no processo.

A questão do anúncio do fechamento da fábrica da Ford de São Bernardo, que ainda tenta ser revertida pelo governo do Estado, que acompanha o processo de venda, é preocupante para o setor?

A Anfavea não fala sobre casos específicos. A Ford tomou uma decisão estratégica global de concentrar esforços em automóveis, o que faz parte dessa transformação, que cada empresa vai definir a sua área. Entendo isso como normal e pode acontecer no mundo inteiro, por exemplo, com fusões e parcerias com empresas que não são do setor. Temos que estar preparados para o mundo novo que vai ser diferente do que conhecemos. A indústria vai descobrindo isso.

O senhor acredita que o Rota 2030, programa do governo federal de incentivo ao setor, deve impactar em novos investimentos? 

Ele é um instrumento muito bom porque permite o planejamento de investimentos na questão da eficiência energética veicular. O segundo pilar muito importante são mais investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, dando possibilidade de desenvolver parcerias com institutos e universidades. É um desafio muito importante, mas possível de ser feito.

Como as montadoras estão se adaptando a mudanças no perfil do consumidor, que hoje utiliza aplicativos de transporte e também não tem aquele desejo da geração anterior de comprar um carro?

Estão atentas. Este é um novo modelo que depende de cada país e cada região, mas vemos isso principalmente em grandes cidades. Mesmo assim, as pessoas precisam se locomover e vamos atender a esse desafio na mobilidade, na questão individual e no coletivo.

O setor continua acreditando na região?

Acredito na região e no País, mas precisamos das reformas, que são muito importante para destravar o País e voltar a crescer mais forte. Precisamos crescer mais do que atualmente, porque a previsão de 1% (de crescimento do PIB) para este ano ainda é muito pouco.



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'A indústria tem de se reinventar’ diz o presidente da Anfavea

Luiz Carlos Moraes, 59 anos,destaca período de transformação pelo qual a indústria automotiva atravessa

Yara Ferraz
Diário do Grande ABC

17/06/2019 | 07:00


Apesar de o senhor já estar presente na Anfavea anteriormente, na diretoria, essa é a sua primeira experiência na presidência da associação. Quais são os principais desafios?

O desafio é como enfrentar este novo momento da indústria. Eu tenho dito que o setor está passando pela principal transformação da história por conta da eletrificação, do desenvolvimento de tecnologias, da conectividade e dos veículos autônomos. E, no atual momento do País, o desafio é como criar condições para que a indústria participe desse processo. Buscar a competitividade depois da maior crise da economia, como enfrentamos em 2014, 2015 e 2016, e como podemos sair mais robustos desse processo. Isso depende muito de como a economia vai se comportar, mas a gente pode colaborar para que esse crescimento seja constante.

E como está o desenvolvimento de novas tecnologias, como o próprio carro elétrico, no País?

Cada montadora está definindo a sua rota tecnológica. No Brasil, devido a esse cenário de saída de crise, não vai ser tudo ao mesmo tempo. Várias empresas estão trabalhando nisso, um exemplo é o Salão do Automóvel, que, no ano passado, trouxe diversos carros conceito e muita conectividade. Porém, isso pode demorar para estar em grande volume no mercado, mas a indústria já está se preparando.

E como fica o Grande ABC nesta questão?

Temos grandes montadoras de automóveis e veículos comerciais na região. Cada uma delas tem estratégia de desenvolvimento de produtos e está trazendo novas tecnologias.

Atualmente, a indústria automotiva do País está recuperando os números de produção, que ainda estão longe dos patamares anteriores à crise econômica. A queda nas exportações, por causa da crise argentina, também impacta negativamente o volume. Como a Anfavea enxerga essa situação?

Neste ano, a Anfavea está trabalhando com a perspectiva de crescimento de 11%no mercado interno, e estávamos trabalhando com queda de 6% no total das exportações, já considerando o impacto da crise argentina. Porém, esta queda tem se demonstrado mais forte.

Até maio, as exportações na indústria caíram mais de 42%, com 181,6 mil unidades, contra 314,1 mil no mesmo período do ano passado. A crise na Argentina é muito forte, há inflação alta, além de taxa juros elevada e nível de pobreza muito forte. Também tem o problema do câmbio. É provável que a crise não se resolva neste ano, porque eles têm um processo eleitoral em outubro, e isso sinaliza que, neste ano, a situação não deve voltar ao que era antes.

O que a associação enxerga como alternativa para a diminuição deste impacto na produção? A mudança da alíquota do Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras) pode ser a solução?

Cada montadora tenta compensar exportando para outros países, como a Colômbia e o México, por exemplo. Tem empresas exportando agregados e eixos, mas esse esforço não compensa a Argentina, que antes da crise representava mais de 70% das exportações. Em relação a outra questão, o sistema tributário brasileiro provoca uma distorção numa cadeia longa como é a do setor automotivo. Esse impacto para nós é relevante, e o Reintegra, que foi criado lá atrás, pode ser uma forma de recuperar essa distorção e impedir que a gente exporte esse imposto (o regime foi estabelecido em 2011 com intuito de gerar crédito por causa do custo tributário existente na cadeia de produção de produtos manufaturados). Lá fora, os clientes têm preços mais competitivos e torna-se necessária a eliminação desse resíduo. O que tem sido discutido pela indústria é que a reforma tributária tem que eliminar a distorção, mas enquanto ela não vem, a alternativa é retornar com o Reintegra, que hoje é de 0,1%, ou seja, quase nada. A indústria está se recuperando da crise e, neste ano, aconteceu o problema adicional da Argentina. O ideal seria estimular as exportações, e essa seria a ferramenta que poderia, além de reduzir a ociosidade (cerca de 30% no setor), que é muito grande, ter impacto na criação de novos empregos para dar conta deste volume adicional. Tudo isso pode pagar este valor, não estamos falando de incentivo ou benefício fiscal, mas sim devolução do resíduo tributário.

Como está o diálogo com o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes?

O diálogo existe com a equipe do ministro. Ele tem focado e dado prioridade total à reforma da Previdência. Nós apoiamos e concordamos. A reforma é a prioridade do Brasil para eliminar o enorme deficit fiscal. Ela tem de ser aprovada o mais rápido possível, turbinada e robusta. Esperamos que, pelo menos na Câmara dos Deputados, passe nas próximas semanas. A partir daí, temos um ambiente de negócios mais positivo de estímulo do consumo e dos investimentos que começarão a ser mais fortes. Na sequência, há outras reformas importantes, por exemplo, a tributária, para evitar resíduos na cadeia produtiva e buscar a simplificação de processos burocráticos no Brasil, como a importação e exportação. E também defendemos a aceleração nos investimentos em infraestrutura. Ainda temos um gap (lacuna) grande na questão de saneamento básico, aeroportos, portos e estradas, e esse investimento vai acontecer depois da reforma da Previdência. Isso também vai ajudar na questão do desemprego.

E com o governo do Estado? O que o senhor acha do programa IncentivAuto, anunciado pelo governador João Doria (PSDB) e que concederá descontos no ICMS de novos produtos mediante a investimento mínimo de R$ 10 bilhões pelas montadoras?

Temos que esperar a regulamentação para entender melhor. Mas, sem dúvida, temos uma relação positiva com conversas com o governador, o secretário (da Fazenda e Planejamento) Henrique Meirelles e a secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen.

O Grande ABC vem passando por um processo de fechamento de indústrias e redução de emprego nos últimos anos. Especialistas afirmam que passamos por um processo de desindustrialização, já que temos um crescimento no setor de serviços. O senhor acredita que a região, que atualmente concentra seis montadoras, deve continuar a ser um polo da indústria automotiva ou concorda que passamos por este processo?

A questão do aumento do setor de serviços acontece no mundo inteiro e é importante porque veio para ficar. A sociedade exige mais serviços. Não vejo isso como problema, mas sim como mudança na estrutura na economia. Na região temos grandes montadoras aqui, sendo que a maioria anunciou investimentos recentes, mesmo que não seja em aumento de fábricas, por exemplo, são aportes importantes para novos produtos. As montadoras no Grande ABC continuam tendo relevância e importância. A indústria tem que se reinventar, porque temos estes desafios de transformação, que é conectividade e o car sharing (carro compartilhado). Isso vai mudar radicalmente a nossa indústria, e as empresas daqui já estão neste processo.

Este novo formato pode reduzir empregos? Ou disponibilizar outras vagas mais qualificadas, por exemplo?

Vamos ter mais negócios ao redor do veículo. Estou falando em car sharing, mobilidade e fazer parcerias. Serão mais participantes no sistema e isso gera emprego de boa qualidade. Vamos ter um perfil de profissional diferente porque teremos mais empresas envolvidas no processo.

A questão do anúncio do fechamento da fábrica da Ford de São Bernardo, que ainda tenta ser revertida pelo governo do Estado, que acompanha o processo de venda, é preocupante para o setor?

A Anfavea não fala sobre casos específicos. A Ford tomou uma decisão estratégica global de concentrar esforços em automóveis, o que faz parte dessa transformação, que cada empresa vai definir a sua área. Entendo isso como normal e pode acontecer no mundo inteiro, por exemplo, com fusões e parcerias com empresas que não são do setor. Temos que estar preparados para o mundo novo que vai ser diferente do que conhecemos. A indústria vai descobrindo isso.

O senhor acredita que o Rota 2030, programa do governo federal de incentivo ao setor, deve impactar em novos investimentos? 

Ele é um instrumento muito bom porque permite o planejamento de investimentos na questão da eficiência energética veicular. O segundo pilar muito importante são mais investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, dando possibilidade de desenvolver parcerias com institutos e universidades. É um desafio muito importante, mas possível de ser feito.

Como as montadoras estão se adaptando a mudanças no perfil do consumidor, que hoje utiliza aplicativos de transporte e também não tem aquele desejo da geração anterior de comprar um carro?

Estão atentas. Este é um novo modelo que depende de cada país e cada região, mas vemos isso principalmente em grandes cidades. Mesmo assim, as pessoas precisam se locomover e vamos atender a esse desafio na mobilidade, na questão individual e no coletivo.

O setor continua acreditando na região?

Acredito na região e no País, mas precisamos das reformas, que são muito importante para destravar o País e voltar a crescer mais forte. Precisamos crescer mais do que atualmente, porque a previsão de 1% (de crescimento do PIB) para este ano ainda é muito pouco.

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