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Consórcio decide manter aberta a piscina do Estádio Pacaembu, em São Paulo



12/06/2019 | 20:27


O consórcio Patrimônio SP, empresa que venceu a licitação da concessão do Estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, divulgou nota nesta quarta-feira, 12, em que afirma que irá manter abertos a piscina e o complexo esportivo ali instalados. A empresa deve assinar o contrato de gestão até 15 de julho.

Manter a piscina aberta, gratuitamente, para a população era uma das polêmica da concessão. O edital elaborado na gestão João Doria (PSDB) e licitado na gestão Bruno Covas (PSDB) permitia que a empresa que vencesse a licitação só tivesse obrigação de mantê-la aberta por quatro horas por semana. Nos demais horários, poderia cobrar entrada para acessar essas estruturas. A piscina é aberta ao público atualmente das 8h às 17h, de terça-feira a domingo.

O Patrimônio SP promete investir R$ 400 milhões para melhorar o estádio nos 30 anos em que tivera autorização para explorar comercialmente as estruturas do Pacaembu. Um dos planos é construir uma estrutura subterrânea no lugar onde hoje está o tobogã, parte do complexo que pode ser demolida. A receita do negócio virá da locação de espaços da nova estrutura.

"O consórcio Patrimônio SP informa que, quando do início da operação da concessionária no complexo do Pacaembu, a piscina do centro esportivo deverá continuar de uso público, podendo ser fechada para eventuais competições e eventos, assim como já ocorre hoje", diz a empresa. "O objetivo é aumentar o uso e o acesso da população ao equipamento, com mais conforto e segurança."

A licitação deveria ter saído em julho de 2018, mas o processo foi barrado diversas vezes pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e pela Justiça. Uma das preocupações, trazida por moradores do entorno do estádio era que o concessionário pudesse violar regras de tombamento em vigor no local. Além disso, no ano passado, havia dúvidas quanto à possibilidade do repasse da área uma vez que o estádio, municipal, está construído em terreno do terreno do Estado. A dúvida foi sanada com a edição de um decreto estadual autorizando a concessão.

A empresa comentou esse temor na sua nota. "Não serão realizadas obras que desrespeitem o patrimônio histórico e que o gabarito atual do estádio será preservado", diz a Patrimônio SP. "Todas as intervenções que vierem a ser realizadas terão de ser aprovadas pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat)" diz a Patrimônio SP.



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Consórcio decide manter aberta a piscina do Estádio Pacaembu, em São Paulo


12/06/2019 | 20:27


O consórcio Patrimônio SP, empresa que venceu a licitação da concessão do Estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, divulgou nota nesta quarta-feira, 12, em que afirma que irá manter abertos a piscina e o complexo esportivo ali instalados. A empresa deve assinar o contrato de gestão até 15 de julho.

Manter a piscina aberta, gratuitamente, para a população era uma das polêmica da concessão. O edital elaborado na gestão João Doria (PSDB) e licitado na gestão Bruno Covas (PSDB) permitia que a empresa que vencesse a licitação só tivesse obrigação de mantê-la aberta por quatro horas por semana. Nos demais horários, poderia cobrar entrada para acessar essas estruturas. A piscina é aberta ao público atualmente das 8h às 17h, de terça-feira a domingo.

O Patrimônio SP promete investir R$ 400 milhões para melhorar o estádio nos 30 anos em que tivera autorização para explorar comercialmente as estruturas do Pacaembu. Um dos planos é construir uma estrutura subterrânea no lugar onde hoje está o tobogã, parte do complexo que pode ser demolida. A receita do negócio virá da locação de espaços da nova estrutura.

"O consórcio Patrimônio SP informa que, quando do início da operação da concessionária no complexo do Pacaembu, a piscina do centro esportivo deverá continuar de uso público, podendo ser fechada para eventuais competições e eventos, assim como já ocorre hoje", diz a empresa. "O objetivo é aumentar o uso e o acesso da população ao equipamento, com mais conforto e segurança."

A licitação deveria ter saído em julho de 2018, mas o processo foi barrado diversas vezes pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e pela Justiça. Uma das preocupações, trazida por moradores do entorno do estádio era que o concessionário pudesse violar regras de tombamento em vigor no local. Além disso, no ano passado, havia dúvidas quanto à possibilidade do repasse da área uma vez que o estádio, municipal, está construído em terreno do terreno do Estado. A dúvida foi sanada com a edição de um decreto estadual autorizando a concessão.

A empresa comentou esse temor na sua nota. "Não serão realizadas obras que desrespeitem o patrimônio histórico e que o gabarito atual do estádio será preservado", diz a Patrimônio SP. "Todas as intervenções que vierem a ser realizadas terão de ser aprovadas pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat)" diz a Patrimônio SP.

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