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Erro no diagnóstico do neto de Lula continua sem avanço

Reprodução Facebook Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Hospital Bartira, da Rede D’Or, evitou se posicionar; já Cremesp justifica sindicância em curso


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

11/06/2019 | 09:16


Apesar do período de 100 dias da morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não há qualquer indício de responsabilidade definida em relação ao equívoco cometido no diagnóstico da criança. O Hospital Bartira, da Rede D’Or, de Santo André, divulgou, na oportunidade, informação oficial que não se confirmou ao relatar que Arthur morreu de meningite meningocócica, doença contagiosa, o que causou alarme no Grande ABC – a unidade de saúde sequer se posicionou sobre medidas efetivas para apurar a situação.

O menino entrou em óbito no dia 1º de março em decorrência de infecção generalizada, provocada pela bactéria Staphylococcus aureus. Embora houvesse evidências sobre a situação, o erro do hospital foi confirmado somente um mês depois da morte, em nota da Prefeitura de Santo André, admitindo que exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz afastaram a meningite como causa do óbito de Arthur. O resultado do exame de líquor realizado no mesmo dia pelo próprio hospital acusou bacterioscopia negativa.

Segundo os resultados dos exames do Adolfo Lutz, foram descartadas: meningite, meningite meningocócica e meningococecemia. Mesmo diante do cenário, o Bartira tem evitado até agora se posicionar a respeito de eventuais medidas para apurar o episódio. Com a postura, não se tem ciência sobre quais providências cabíveis – e se houve, na verdade – foram adotadas pela unidade. Recentemente, o hospital se limitou a afirmar que prestou “todo o atendimento de forma imediata, proporcionando a assistência necessária ao caso”.

O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) alegou que mantém averiguação em trâmite, porém, não indicou qual o patamar das investigações e se existe prazo para conclusão do caso. Frisou que, “por impedimento legal, não se manifesta sobre qualquer sindicância em curso”. A entidade reiterou ainda que “a apuração dos fatos transcorre dentro dos padrões e garante a ampla manifestação das partes envolvidas”.

Ex-ministro da Saúde, o deputado federal Alexandre Padilha (PT), próximo à família Lula, é autor do ofício que cobra esclarecimentos e pede análise de Bartira e Cremesp sobre o caso. Questionado sobre todo o período passado, o parlamentar informou que não se pronunciará sobre o assunto e “aguarda resposta da apuração requerida por ele sobre o caso ao Conselho Regional de Medicina e manifestação do Hospital Bartira sobre o vazamento irregular e antiético sobre um diagnóstico incorreto”.  



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Erro no diagnóstico do neto de Lula continua sem avanço

Hospital Bartira, da Rede D’Or, evitou se posicionar; já Cremesp justifica sindicância em curso

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

11/06/2019 | 09:16


Apesar do período de 100 dias da morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não há qualquer indício de responsabilidade definida em relação ao equívoco cometido no diagnóstico da criança. O Hospital Bartira, da Rede D’Or, de Santo André, divulgou, na oportunidade, informação oficial que não se confirmou ao relatar que Arthur morreu de meningite meningocócica, doença contagiosa, o que causou alarme no Grande ABC – a unidade de saúde sequer se posicionou sobre medidas efetivas para apurar a situação.

O menino entrou em óbito no dia 1º de março em decorrência de infecção generalizada, provocada pela bactéria Staphylococcus aureus. Embora houvesse evidências sobre a situação, o erro do hospital foi confirmado somente um mês depois da morte, em nota da Prefeitura de Santo André, admitindo que exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz afastaram a meningite como causa do óbito de Arthur. O resultado do exame de líquor realizado no mesmo dia pelo próprio hospital acusou bacterioscopia negativa.

Segundo os resultados dos exames do Adolfo Lutz, foram descartadas: meningite, meningite meningocócica e meningococecemia. Mesmo diante do cenário, o Bartira tem evitado até agora se posicionar a respeito de eventuais medidas para apurar o episódio. Com a postura, não se tem ciência sobre quais providências cabíveis – e se houve, na verdade – foram adotadas pela unidade. Recentemente, o hospital se limitou a afirmar que prestou “todo o atendimento de forma imediata, proporcionando a assistência necessária ao caso”.

O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) alegou que mantém averiguação em trâmite, porém, não indicou qual o patamar das investigações e se existe prazo para conclusão do caso. Frisou que, “por impedimento legal, não se manifesta sobre qualquer sindicância em curso”. A entidade reiterou ainda que “a apuração dos fatos transcorre dentro dos padrões e garante a ampla manifestação das partes envolvidas”.

Ex-ministro da Saúde, o deputado federal Alexandre Padilha (PT), próximo à família Lula, é autor do ofício que cobra esclarecimentos e pede análise de Bartira e Cremesp sobre o caso. Questionado sobre todo o período passado, o parlamentar informou que não se pronunciará sobre o assunto e “aguarda resposta da apuração requerida por ele sobre o caso ao Conselho Regional de Medicina e manifestação do Hospital Bartira sobre o vazamento irregular e antiético sobre um diagnóstico incorreto”.  

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