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Apostar no BRT é retrocesso impensado, afirma Marinho

Ex-prefeito de S.Bernardo, que iniciou processo da Linha 18 há dez anos, critica Estado por empurrar modal com a barriga


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

09/06/2019 | 07:27


Uma das principais figuras políticas da região no início dos debates a respeito da implantação da Linha 18-Bronze, o ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), criticou o governo do Estado e a possibilidade de mudança do modal do trajeto, de monotrilho para BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade).

Marinho puxou a discussão ainda em 2008, recém-eleito prefeito de São Bernardo, com o então governador José Serra (PSDB). Via administração são-bernardense, contratou empresa para construção do projeto funcional do Metrô da região – por R$ 1,5 milhão –, que serviu como base para desenho do traçado. Também articulou junto à União (à época o presidente era Luiz Inácio Lula da Silva) o empréstimo de R$ 27,6 milhões para o Estado constituir o plano básico.

“Se não déssemos esses passos, o plano do Estado era pensar no Metrô para o Grande ABC somente em 2035. Inimaginável”, comentou o petista. “Trocar o modal é retrocesso impensado. O Estado quer empurrar o Metrô para a região com a barriga. Está querendo de novo.”

O ex-prefeito são-bernardense, que chefiou o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em meio aos debates, avaliou que o BRT não soluciona gargalo da mobilidade urbana na região porque traria competição com a malha viária local. Como o monotrilho, o transporte é suspenso por pilastras. “Já vemos os inúmeros problemas de deslocamento que o Corredor ABD, operado pela Metra, causa nos principais cruzamentos por onde passa.”

Marinho relembrou também os embates que travou quando o governo do Estado passou para as mãos de Geraldo Alckmin (PSDB), em 2011. À época, ele sugeriu que a PPP (Parceria Público-Privada) ficasse responsável pela construção da Linha 18-Bronze até o Grande Alvarenga. “Falei para o governador que, para um parceiro privado, interessam projetos maiores. Mas não me ouviu”, comentou ele. O projeto foi licitado em 2014 indo da Estação Tamanduateí da Linha 2-Verde do Metrô, passando por São Caetano e Santo André até desembocar no Centro de São Bernardo.

O ex-prefeito disse ainda que, nesses debates, vislumbrou com o Estado expansão ainda maior do monotrilho, com ligação do Centro de São Bernardo à região da Vila Luzita, em Santo André, e com Diadema. “Você teria uma malha de mobilidade diversificada, com Santo André, São Caetano, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra contemplados pelo trem (da Linha 10-Turquesa da CPTM, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema com o monotrilho.”

Sobre as desapropriações, Marinho relatou que avisou Alckmin que a União não liberaria empréstimos. Questionado sobre a possibilidade de mudança de modal em um argumento de queda de demanda, Marinho disse que a lógica é “burra”. “A economia caiu. Vamos sempre trabalhar com a economia em baixa? O desemprego aumentou, a demanda caiu, naturalmente. A economia vai retomar, não será sempre essa draga.” 



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Apostar no BRT é retrocesso impensado, afirma Marinho

Ex-prefeito de S.Bernardo, que iniciou processo da Linha 18 há dez anos, critica Estado por empurrar modal com a barriga

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

09/06/2019 | 07:27


Uma das principais figuras políticas da região no início dos debates a respeito da implantação da Linha 18-Bronze, o ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), criticou o governo do Estado e a possibilidade de mudança do modal do trajeto, de monotrilho para BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade).

Marinho puxou a discussão ainda em 2008, recém-eleito prefeito de São Bernardo, com o então governador José Serra (PSDB). Via administração são-bernardense, contratou empresa para construção do projeto funcional do Metrô da região – por R$ 1,5 milhão –, que serviu como base para desenho do traçado. Também articulou junto à União (à época o presidente era Luiz Inácio Lula da Silva) o empréstimo de R$ 27,6 milhões para o Estado constituir o plano básico.

“Se não déssemos esses passos, o plano do Estado era pensar no Metrô para o Grande ABC somente em 2035. Inimaginável”, comentou o petista. “Trocar o modal é retrocesso impensado. O Estado quer empurrar o Metrô para a região com a barriga. Está querendo de novo.”

O ex-prefeito são-bernardense, que chefiou o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em meio aos debates, avaliou que o BRT não soluciona gargalo da mobilidade urbana na região porque traria competição com a malha viária local. Como o monotrilho, o transporte é suspenso por pilastras. “Já vemos os inúmeros problemas de deslocamento que o Corredor ABD, operado pela Metra, causa nos principais cruzamentos por onde passa.”

Marinho relembrou também os embates que travou quando o governo do Estado passou para as mãos de Geraldo Alckmin (PSDB), em 2011. À época, ele sugeriu que a PPP (Parceria Público-Privada) ficasse responsável pela construção da Linha 18-Bronze até o Grande Alvarenga. “Falei para o governador que, para um parceiro privado, interessam projetos maiores. Mas não me ouviu”, comentou ele. O projeto foi licitado em 2014 indo da Estação Tamanduateí da Linha 2-Verde do Metrô, passando por São Caetano e Santo André até desembocar no Centro de São Bernardo.

O ex-prefeito disse ainda que, nesses debates, vislumbrou com o Estado expansão ainda maior do monotrilho, com ligação do Centro de São Bernardo à região da Vila Luzita, em Santo André, e com Diadema. “Você teria uma malha de mobilidade diversificada, com Santo André, São Caetano, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra contemplados pelo trem (da Linha 10-Turquesa da CPTM, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema com o monotrilho.”

Sobre as desapropriações, Marinho relatou que avisou Alckmin que a União não liberaria empréstimos. Questionado sobre a possibilidade de mudança de modal em um argumento de queda de demanda, Marinho disse que a lógica é “burra”. “A economia caiu. Vamos sempre trabalhar com a economia em baixa? O desemprego aumentou, a demanda caiu, naturalmente. A economia vai retomar, não será sempre essa draga.” 

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