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Andreense explora o k-pop

Cantor e compositor Guili Jupiter se inspira no estilo asiático para apresentar seu trabalho


Luís Felipe Soares

09/06/2019 | 07:09


Os passos dados por Guili Jupiter buscam modernidade, tanto para o lado artístico quanto para a parte profissional. Aos 25, o cantor e compositor de Santo André – que confirmou seu nome verdadeiro durante a entrevista, mas pediu para que não fosse revelado – busca inspiração no estilo asiático para desenvolver seu trabalho, flerte desse som originário da Coreia do Sul com letras em português e elementos de hip hop.

“Quando comecei a compor, há uns dois anos e meio, havia um cenário pouco conhecido do (grande) público ligado à produção pop oriental e apenas algumas bandas passavam pelo Brasil. Hoje, principalmente por conta da febre mundial do (grupo) BTS, há um espaço enorme nessa rabeira. Percebo que, quando muita gente está fazendo a mesma coisa, abre brecha para ser fazer o contrário do que existe. Copiar não tem identidade”, analisa o jovem.

Morador da Vila Valparaíso, ele teve adolescência marcada por trilha sonora roqueira, com sucessos de figuras como Iron Maiden e Metallica entre os destaques. O contato com faixas do k-pop e do j-pop lhe abriu horizontes, principalmente os clipes que representam a forte estética visual dos gêneros, marcada por muita presença de cores, maquiagem, figurino chamativo, jogo de luzes e coreografias típicas de boy bands. 

O tempo passou e percebeu que a grandiosa panela do pop era o lugar certo para reunir suas ideias, abrindo leque para momentos pesados, românticos ou dançantes. O público pode ver exemplar dessa mistura em Me Perdi em Você, disponível recentemente nas plataformas musicais de streaming e com clipe em sua página no YouTube no ano passado, com cerca de 573 mil visualizações até agora. 

“Com a ajuda do produtor, escolhi a faixa por representar tudo o que eu queria. Tem refrão fácil, pouco de hip hop e rap, certo tom sombrio e com ar de anos 1990, pegando algo da década de 1980 também. Realmente tem a minha cara como artista”, explica. Quem está acostumado a ouvir k-pop, facilmente percebe a fonte bebida pelo cantor local.

UM PASSO DE CADA VEZ

O lançamento de Mais Uma Vez faz parte de projeto que Jupiter tem bolado cuidadosamente. Segundo ele, as canções são autênticas e refletem suas influências, não sendo oportunismo para surfar na onda – em alta – do k-pop. O próximo passo será dado no segundo semestre, com o lançamento do single Telepatia, previsto para o começo de agosto e com pegada mais romântica, mas tendo presença de guitarras. “Um pouco de Bon Jovi talvez”, brinca.

Ele diz que o espaçamento grande entre a liberação das músicas ajuda a perceber como o público tem reagido aos trabalhos e direciona as futuras etapas. “Pensar que simplesmente alguém vai te descobrir é algo muito utópico. É preciso trabalhar bem em cima de cada single e perceber como ele reverbera”, comenta. “Acho que a galera não para para pensar e ver como o mercado percebe as oportunidades. Isso é essencial: ver as brechas que existem e sentir o que pode rolar mais para frente. Falta autenticidade para fazer sua música e não algo igual.”

O andreense pretende lançar álbum completo para, então, começar agenda de shows. “Não é saudável correr atrás de apresentações com apenas um ou dois singles. Quero ter um trabalho completo, com lançamento maior. Vou me manter virtualmente por enquanto até que seja justificável, e ter público, para fazer shows.” 



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Andreense explora o k-pop

Cantor e compositor Guili Jupiter se inspira no estilo asiático para apresentar seu trabalho

Luís Felipe Soares

09/06/2019 | 07:09


Os passos dados por Guili Jupiter buscam modernidade, tanto para o lado artístico quanto para a parte profissional. Aos 25, o cantor e compositor de Santo André – que confirmou seu nome verdadeiro durante a entrevista, mas pediu para que não fosse revelado – busca inspiração no estilo asiático para desenvolver seu trabalho, flerte desse som originário da Coreia do Sul com letras em português e elementos de hip hop.

“Quando comecei a compor, há uns dois anos e meio, havia um cenário pouco conhecido do (grande) público ligado à produção pop oriental e apenas algumas bandas passavam pelo Brasil. Hoje, principalmente por conta da febre mundial do (grupo) BTS, há um espaço enorme nessa rabeira. Percebo que, quando muita gente está fazendo a mesma coisa, abre brecha para ser fazer o contrário do que existe. Copiar não tem identidade”, analisa o jovem.

Morador da Vila Valparaíso, ele teve adolescência marcada por trilha sonora roqueira, com sucessos de figuras como Iron Maiden e Metallica entre os destaques. O contato com faixas do k-pop e do j-pop lhe abriu horizontes, principalmente os clipes que representam a forte estética visual dos gêneros, marcada por muita presença de cores, maquiagem, figurino chamativo, jogo de luzes e coreografias típicas de boy bands. 

O tempo passou e percebeu que a grandiosa panela do pop era o lugar certo para reunir suas ideias, abrindo leque para momentos pesados, românticos ou dançantes. O público pode ver exemplar dessa mistura em Me Perdi em Você, disponível recentemente nas plataformas musicais de streaming e com clipe em sua página no YouTube no ano passado, com cerca de 573 mil visualizações até agora. 

“Com a ajuda do produtor, escolhi a faixa por representar tudo o que eu queria. Tem refrão fácil, pouco de hip hop e rap, certo tom sombrio e com ar de anos 1990, pegando algo da década de 1980 também. Realmente tem a minha cara como artista”, explica. Quem está acostumado a ouvir k-pop, facilmente percebe a fonte bebida pelo cantor local.

UM PASSO DE CADA VEZ

O lançamento de Mais Uma Vez faz parte de projeto que Jupiter tem bolado cuidadosamente. Segundo ele, as canções são autênticas e refletem suas influências, não sendo oportunismo para surfar na onda – em alta – do k-pop. O próximo passo será dado no segundo semestre, com o lançamento do single Telepatia, previsto para o começo de agosto e com pegada mais romântica, mas tendo presença de guitarras. “Um pouco de Bon Jovi talvez”, brinca.

Ele diz que o espaçamento grande entre a liberação das músicas ajuda a perceber como o público tem reagido aos trabalhos e direciona as futuras etapas. “Pensar que simplesmente alguém vai te descobrir é algo muito utópico. É preciso trabalhar bem em cima de cada single e perceber como ele reverbera”, comenta. “Acho que a galera não para para pensar e ver como o mercado percebe as oportunidades. Isso é essencial: ver as brechas que existem e sentir o que pode rolar mais para frente. Falta autenticidade para fazer sua música e não algo igual.”

O andreense pretende lançar álbum completo para, então, começar agenda de shows. “Não é saudável correr atrás de apresentações com apenas um ou dois singles. Quero ter um trabalho completo, com lançamento maior. Vou me manter virtualmente por enquanto até que seja justificável, e ter público, para fazer shows.” 

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