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Mudanças viárias provocam reclamação na Rua dos Vianas

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Comerciantes registram queda de até 40% no movimento no sentido Centro-bairro no Baeta Neves


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

01/06/2019 | 07:00


As vendas de pizzarias, bares, restaurantes, postos de gasolina e todo tipo de comércio que existe na Rua dos Vianas, Baeta Neves, em São Bernardo, não param de cair desde que a Prefeitura começou a efetuar obras na via, que também passou a ter sentido único. Desde julho do ano passado, os motoristas só podem trafegar na direção Centro-bairro, e as perdas, segundo os lojistas, já chegam a 40%. Para os moradores, a mudança implicou em maior dificuldade para chegar e sair de carro, além da piora no trânsito do entorno.

O temor de comerciantes e moradores é que a situação piore ainda mais, uma vez que a via contará com projeto de construção do corredor de ônibus, anunciado pela administração em maio do ano passado e que terá 2,8 quilômetros de extensão. “O que os próprios operários da obra nos informaram é que os ônibus poderão trafegar nos dois sentidos, nas extremidades da via. No centro, será liberado para outros veículos. Como os clientes vão acessar as lojas dessa forma”, questionou o proprietário de uma loja de ferragens há dez anos, Alessandro Miguel Catalano, 49 anos.

Segundo o comerciante, desde o início das obras as vendas vêm caíndo. “Meu cliente que saía de São Bernardo para ir fazer serviço em Diadema passava aqui e comprava alguma peça, hoje não faz mais isso, porque o acesso é tão difícil que não compensa”, detalhou. “A gente entende a necessidade do corredor, mas por que não instalar na Avenida Pery Ronchetti, talvez sobre o córrego ao invés de castigar os comerciantes que já sofrem com a recessão que se instalou no País”, argumentou Catalano.

Na pizzaria da comerciante Sueli Canastra, 63, a queda no movimento já chegou a 40%. “Não faço entregas. Dependo das pessoas que vêm até aqui, entram, sentam. Depois do corredor isso vai ficar ainda pior”, lamentou. Para quem mora nas imediações, a mudança também trouxe transtornos. “A volta que tenho que dar para entrar em casa é absurda. Além disso, a mudança no sentido da via sobrecarregou outros endereços, que registram um trânsito cada vez pior, como a Avenida Pery Ronchetti e a Avenida Armando Ítalo Setti”, reclamou o representante de vendas José Americo de Lima, 69.

Insatisfeitos com toda essa situação, moradores e comerciantes se organizaram em grupos no WhatsApp e deram início, há uma semana, a um abaixo-assinado que pede que a Prefeitura volte atrás na mudança do sentido da via. A expectativa é reunir ao menos 2.000 assinaturas.

Segundo informações do site da Prefeitura, o projeto do Corredor São Pedro visa beneficiar cerca de 100 mil pessoas que moram nos bairros Vila São Pedro, Alto Industrial, Baeta Neves, Jardim Farina e região. Ao todo, a intervenção totaliza seis quilômetros de extensão, com 12 paradas de ônibus, se consolidando como o maior trecho do município. A construção do corredor terá 24 meses de duração e será entregue à população em 2020. O investimento total da obra é de R$ 48 milhões. A administração não se manifestou sobre as queixas recebidas pela reportagem até o fechamento desta edição. 



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Mudanças viárias provocam reclamação na Rua dos Vianas

Comerciantes registram queda de até 40% no movimento no sentido Centro-bairro no Baeta Neves

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

01/06/2019 | 07:00


As vendas de pizzarias, bares, restaurantes, postos de gasolina e todo tipo de comércio que existe na Rua dos Vianas, Baeta Neves, em São Bernardo, não param de cair desde que a Prefeitura começou a efetuar obras na via, que também passou a ter sentido único. Desde julho do ano passado, os motoristas só podem trafegar na direção Centro-bairro, e as perdas, segundo os lojistas, já chegam a 40%. Para os moradores, a mudança implicou em maior dificuldade para chegar e sair de carro, além da piora no trânsito do entorno.

O temor de comerciantes e moradores é que a situação piore ainda mais, uma vez que a via contará com projeto de construção do corredor de ônibus, anunciado pela administração em maio do ano passado e que terá 2,8 quilômetros de extensão. “O que os próprios operários da obra nos informaram é que os ônibus poderão trafegar nos dois sentidos, nas extremidades da via. No centro, será liberado para outros veículos. Como os clientes vão acessar as lojas dessa forma”, questionou o proprietário de uma loja de ferragens há dez anos, Alessandro Miguel Catalano, 49 anos.

Segundo o comerciante, desde o início das obras as vendas vêm caíndo. “Meu cliente que saía de São Bernardo para ir fazer serviço em Diadema passava aqui e comprava alguma peça, hoje não faz mais isso, porque o acesso é tão difícil que não compensa”, detalhou. “A gente entende a necessidade do corredor, mas por que não instalar na Avenida Pery Ronchetti, talvez sobre o córrego ao invés de castigar os comerciantes que já sofrem com a recessão que se instalou no País”, argumentou Catalano.

Na pizzaria da comerciante Sueli Canastra, 63, a queda no movimento já chegou a 40%. “Não faço entregas. Dependo das pessoas que vêm até aqui, entram, sentam. Depois do corredor isso vai ficar ainda pior”, lamentou. Para quem mora nas imediações, a mudança também trouxe transtornos. “A volta que tenho que dar para entrar em casa é absurda. Além disso, a mudança no sentido da via sobrecarregou outros endereços, que registram um trânsito cada vez pior, como a Avenida Pery Ronchetti e a Avenida Armando Ítalo Setti”, reclamou o representante de vendas José Americo de Lima, 69.

Insatisfeitos com toda essa situação, moradores e comerciantes se organizaram em grupos no WhatsApp e deram início, há uma semana, a um abaixo-assinado que pede que a Prefeitura volte atrás na mudança do sentido da via. A expectativa é reunir ao menos 2.000 assinaturas.

Segundo informações do site da Prefeitura, o projeto do Corredor São Pedro visa beneficiar cerca de 100 mil pessoas que moram nos bairros Vila São Pedro, Alto Industrial, Baeta Neves, Jardim Farina e região. Ao todo, a intervenção totaliza seis quilômetros de extensão, com 12 paradas de ônibus, se consolidando como o maior trecho do município. A construção do corredor terá 24 meses de duração e será entregue à população em 2020. O investimento total da obra é de R$ 48 milhões. A administração não se manifestou sobre as queixas recebidas pela reportagem até o fechamento desta edição. 

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