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Relatório aponta demanda de monotrilho na Linha 18

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Documento de 2012 anexado ao edital mostra levantamento já com 340 mil embarques por dia


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/05/2019 | 07:00


Contratado pelo governo de São Paulo, o EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), datado de 2012 e anexado ao edital de licitação, aponta que, já na ocasião do contrato, firmado há quase cinco anos, a demanda da Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra), que ligaria o Grande ABC à Capital, é viável para abrigar a implantação do sistema de transportes via tecnologia de monotrilho. Levantamento, com 23 páginas, incluindo quadro minucioso do volume de integração do entorno, indica que a estimativa do número de passageiros gira em torno de 340 mil ao dia.

Em outro estudo de demanda incluso na minuta de contrato, esse do ano seguinte, em 2013, com 98 páginas, mostra que a expectativa para 2020 é de 342.340 passageiros ao dia. Se o projeto tivesse andamento neste ano, a Linha 18 seria inaugurada possivelmente em 2022. O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), cogita a troca por BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus). O jornal O Estado de S.Paulo publicou reportagem, recentemente, sem citar fonte oficial, que no Palácio dos Bandeirantes há relatos de que “nunca houve viabilidade” para monotrilho em termos de demanda, citando que a estimativa de passageiros é de 220 mil usuários. Esse número não aparece em nenhum levantamento feito na tramitação do acordo.

Como justificativa descrita a respeito dos critérios do modal adotado à implantação da Linha 18 foram considerados, entre outros pontos, justamente os dados de demanda provenientes dos estudos de simulação do carregamento da rede de transporte futura e da pesquisa origem e destino, realizados pelo Metrô. O projeto prevê 13 estações, por meio de PPP (Parceria Público-Privada), sendo a princípio 25 anos de concessão e cerca de R$ 4 bilhões de investimentos ao todo. A licitação foi vencida em 2014 pelo Consórcio Vem ABC. Eventual alteração resultaria em rescisão contratual.

O total de passageiros diários, de acordo com os estudos, seria de 120,4 mil provenientes de embarques nas proximidades às estações; 90 mil oriundos de integração com o serviço de ônibus e 129,4 mil advindos da composição com a rede metroferroviária. A pesquisa foi realizada para os anos horizontes de 2015, 2020, 2025 e 2030. Foi utilizada a rede de simulação desenvolvida pelo Metrô, que incorporou dados de projetos obtidos junto a outros órgãos, como a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) de São Paulo, CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e SPTrans (São Paulo Transportes).

Para efeito de comparação em relação à demanda, a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) é responsável por transportar diariamente 370 mil passageiros e, deste total, 181,4 mil usuários são da região, mesmo sem a inclusão de São Bernardo no roteiro, que é a maior entre as sete cidades, de maior contingente populacional e principal beneficiada com a implementação da Linha 18. O estudo admite que os moradores do município são os que apresentam dificuldade de articulação metropolitana, em termos de transporte coletivo.

Questionado, o Estado não respondeu ao Diário. (colaborou Daniel Macário) 



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Relatório aponta demanda de monotrilho na Linha 18

Documento de 2012 anexado ao edital mostra levantamento já com 340 mil embarques por dia

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/05/2019 | 07:00


Contratado pelo governo de São Paulo, o EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), datado de 2012 e anexado ao edital de licitação, aponta que, já na ocasião do contrato, firmado há quase cinco anos, a demanda da Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra), que ligaria o Grande ABC à Capital, é viável para abrigar a implantação do sistema de transportes via tecnologia de monotrilho. Levantamento, com 23 páginas, incluindo quadro minucioso do volume de integração do entorno, indica que a estimativa do número de passageiros gira em torno de 340 mil ao dia.

Em outro estudo de demanda incluso na minuta de contrato, esse do ano seguinte, em 2013, com 98 páginas, mostra que a expectativa para 2020 é de 342.340 passageiros ao dia. Se o projeto tivesse andamento neste ano, a Linha 18 seria inaugurada possivelmente em 2022. O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), cogita a troca por BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus). O jornal O Estado de S.Paulo publicou reportagem, recentemente, sem citar fonte oficial, que no Palácio dos Bandeirantes há relatos de que “nunca houve viabilidade” para monotrilho em termos de demanda, citando que a estimativa de passageiros é de 220 mil usuários. Esse número não aparece em nenhum levantamento feito na tramitação do acordo.

Como justificativa descrita a respeito dos critérios do modal adotado à implantação da Linha 18 foram considerados, entre outros pontos, justamente os dados de demanda provenientes dos estudos de simulação do carregamento da rede de transporte futura e da pesquisa origem e destino, realizados pelo Metrô. O projeto prevê 13 estações, por meio de PPP (Parceria Público-Privada), sendo a princípio 25 anos de concessão e cerca de R$ 4 bilhões de investimentos ao todo. A licitação foi vencida em 2014 pelo Consórcio Vem ABC. Eventual alteração resultaria em rescisão contratual.

O total de passageiros diários, de acordo com os estudos, seria de 120,4 mil provenientes de embarques nas proximidades às estações; 90 mil oriundos de integração com o serviço de ônibus e 129,4 mil advindos da composição com a rede metroferroviária. A pesquisa foi realizada para os anos horizontes de 2015, 2020, 2025 e 2030. Foi utilizada a rede de simulação desenvolvida pelo Metrô, que incorporou dados de projetos obtidos junto a outros órgãos, como a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) de São Paulo, CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e SPTrans (São Paulo Transportes).

Para efeito de comparação em relação à demanda, a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) é responsável por transportar diariamente 370 mil passageiros e, deste total, 181,4 mil usuários são da região, mesmo sem a inclusão de São Bernardo no roteiro, que é a maior entre as sete cidades, de maior contingente populacional e principal beneficiada com a implementação da Linha 18. O estudo admite que os moradores do município são os que apresentam dificuldade de articulação metropolitana, em termos de transporte coletivo.

Questionado, o Estado não respondeu ao Diário. (colaborou Daniel Macário) 

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