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Theresa May cobra acordo da oposição para aprovação do Brexit

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


05/05/2019 | 10:53


O governo britânico e o Partido Trabalhista, de oposição, tem o dever de entrar em acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado Brexit, afirmou neste domingo a primeira-ministra britânica Theresa May. Em texto publicado no jornal Mail on Sunday, May apelou ao líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn: "Vamos fechar um acordo".

A perspectiva de um compromisso cruzado entre os dois partidos tem alarmado muitos conservadores, no entanto, até mesmo May tem dito que também "não é o que desejava". "Mas temos de encontrar um jeito de quebrar esse impasse - e acredito que os resultados das eleições locais dão um novo ar de urgência a isso", escreveu a primeira-ministra.

Os conservadores estão desesperados para seguir adiante após perderem centenas de posições nas eleições locais na semana passada. O Partido Trabalhista também sofreu perdas, com os eleitores punindo ambos os partidos pelo impasse em torno do Brexit.

Quase três anos após os britânicos terem votado pela saída da UE, a data e os termos continuam incertos. Recentemente, a data de saída foi adiada de 29 de março para 31 de outubro, porque May não tem conseguido aprovação do Parlamento para os termos do seu acordo acertado com a UE.

Mas a possibilidade de que o governo poderia fechar um acordo que aceitasse as demandas do Partido Trabalhista por laços econômicos mais próximos com a UE têm enfurecido os Conservadores pró-Brexit, que exigem a renúncia de May. "Temos de fazer a mudança", afirmou ex-líder do Partido Conservador Iain Duncan Smith à rádio LBC. "A mensagem foi alta e clara que, desde 29 de março o povo decidiu que estão absolutamente furiosos com a classe política".

Políticos do Partido Trabalhista estão cautelosos em fechar um acordo que poderia soar como uma ajuda para que seus arquirrivais Conservadores entreguem o Brexit. Muitos membros do partido desejam que os trabalhistas apoiem a realização de uma nova votação popular sobre a saída do país da UE, que poderia reverter a decisão do pleito de 2016. Segundo os defensores dessa estratégia, a grande vitória nas eleições locais de candidatos da linha liberal democrata anti-Brexit são uma prova de que o público receberia bem uma segunda consulta pública.

O porta-voz do Partido Trabalhista para as finanças, John McDonnell, afirmou neste domingo que o partido tentaria "chegar a um acordo se pudesse" com os Conservadores. Porém, acrescentou ele, os trabalhistas concordariam em assinar um acordo sobre o Brexit se o mesmo incluísse uma união aduaneira permanente com a UE para evitar barreiras comerciais. Segundo McDonnell, o governo quer um relacionamento "perdedor" com o bloco.

McDonnell também afirma que as intrigas lançadas pela liderança do Partido Conservador tornam as negociações mais difíceis. "Estamos lidando com um governo muito instável", disse McDonnell em entrevista à BBC. "É como se estivéssemos tentando fechar contrato com a direção de uma companhia que está deixando o posto e as pessoas que vão sucedê-la não estão dispostas a cumprir tal contrato. Não podemos negociar desse jeito". Fonte: Associated Press.



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Theresa May cobra acordo da oposição para aprovação do Brexit


05/05/2019 | 10:53


O governo britânico e o Partido Trabalhista, de oposição, tem o dever de entrar em acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado Brexit, afirmou neste domingo a primeira-ministra britânica Theresa May. Em texto publicado no jornal Mail on Sunday, May apelou ao líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn: "Vamos fechar um acordo".

A perspectiva de um compromisso cruzado entre os dois partidos tem alarmado muitos conservadores, no entanto, até mesmo May tem dito que também "não é o que desejava". "Mas temos de encontrar um jeito de quebrar esse impasse - e acredito que os resultados das eleições locais dão um novo ar de urgência a isso", escreveu a primeira-ministra.

Os conservadores estão desesperados para seguir adiante após perderem centenas de posições nas eleições locais na semana passada. O Partido Trabalhista também sofreu perdas, com os eleitores punindo ambos os partidos pelo impasse em torno do Brexit.

Quase três anos após os britânicos terem votado pela saída da UE, a data e os termos continuam incertos. Recentemente, a data de saída foi adiada de 29 de março para 31 de outubro, porque May não tem conseguido aprovação do Parlamento para os termos do seu acordo acertado com a UE.

Mas a possibilidade de que o governo poderia fechar um acordo que aceitasse as demandas do Partido Trabalhista por laços econômicos mais próximos com a UE têm enfurecido os Conservadores pró-Brexit, que exigem a renúncia de May. "Temos de fazer a mudança", afirmou ex-líder do Partido Conservador Iain Duncan Smith à rádio LBC. "A mensagem foi alta e clara que, desde 29 de março o povo decidiu que estão absolutamente furiosos com a classe política".

Políticos do Partido Trabalhista estão cautelosos em fechar um acordo que poderia soar como uma ajuda para que seus arquirrivais Conservadores entreguem o Brexit. Muitos membros do partido desejam que os trabalhistas apoiem a realização de uma nova votação popular sobre a saída do país da UE, que poderia reverter a decisão do pleito de 2016. Segundo os defensores dessa estratégia, a grande vitória nas eleições locais de candidatos da linha liberal democrata anti-Brexit são uma prova de que o público receberia bem uma segunda consulta pública.

O porta-voz do Partido Trabalhista para as finanças, John McDonnell, afirmou neste domingo que o partido tentaria "chegar a um acordo se pudesse" com os Conservadores. Porém, acrescentou ele, os trabalhistas concordariam em assinar um acordo sobre o Brexit se o mesmo incluísse uma união aduaneira permanente com a UE para evitar barreiras comerciais. Segundo McDonnell, o governo quer um relacionamento "perdedor" com o bloco.

McDonnell também afirma que as intrigas lançadas pela liderança do Partido Conservador tornam as negociações mais difíceis. "Estamos lidando com um governo muito instável", disse McDonnell em entrevista à BBC. "É como se estivéssemos tentando fechar contrato com a direção de uma companhia que está deixando o posto e as pessoas que vão sucedê-la não estão dispostas a cumprir tal contrato. Não podemos negociar desse jeito". Fonte: Associated Press.

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