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Uma arma é encontrada por semana em escolas estaduais

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No ano passado, Secretaria de Educação do Estado registrou 34 ocorrências de alunos


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

29/04/2019 | 07:00


 Passado pouco mais de um mês do massacre na EE Raul Brasil, em Suzano, que culminou na morte de dez pessoas, incluindo os dois atiradores, no início de abril, dados da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo apontam casos rotineiros de flagrantes de alunos com posse de armas de fogo e demais objetos perigosos, como facas, dentro das unidades estaduais. No ano passado, 34 ocorrências com estas características foram registradas no Grande ABC.

Numa conta hipotética, é como se uma arma fosse achada em sala de aula por semana em uma das 344 unidades escolares espalhadas pelo sete municípios da região. Os dados obtidos pelo Diário por meio da Lei de Acesso à Informação constam no ROE (Registro de Ocorrências Escolares), sistema utilizado pelo governo estadual para contabilizar ocorrências e fatos de segurança nas escolas da rede.

Visto como um índice “inadmissível” e “preocupante” pela pasta, o indicador tem chamado a atenção de especialistas para cenário de violência dentro das escolas, com crescimento do vandalismo e casos de bullying nas instituições (veja arte ao lado).

“Os jovens têm refletido na escola a sociedade violenta que temos hoje em municípios do Estado, inclusive nas cidades do Grande ABC”, explica Ítalo Curcio, coordenador do curso de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O especialista cita como exemplo o número “alarmante” de agressões físicas registrado na região. Em 2018, foram 533 casos, o que, segundo ele, retrata a falta de controle do Estado diante da situação. “Se não houver ação conjunta a situação irá se agravar”, alerta.

Embora o Estado reconheça que reverter este cenário é tarefa árdua, o secretário executivo de Educação, Haroldo Corrêa da Rocha, pondera a necessidade de se fazer autocrítica diante dos números para se planejar mudanças no atual modelo de ensino. “Os dados são inadmissíveis. Diante disso, precisamos transformar o atual sistema. Com menos aula expositiva e mais prática e construção.”

Para executar este plano, o governo estadual pretende atuar em três frentes. A primeira delas é a capacitação de docentes e a aproximação dos jovens na elaboração do currículo acadêmico. Em paralelo, o Estado promete investir na melhoria da infraestrutura das escolas – apenas 1.500 das 5.300 unidades de ensino possuem sistema de monitoramento por câmeras.

Por fim, a pasta tem o objetivo de aproximar diversos setores da sociedade no plano de educação, incluindo, profissionais de saúde, que passaram a ter maior presença na rotina de crianças e adolescentes da rede estadual. “(O massacre de) Suzano tem de ser um marco para a gente pensar um outro modelo de escola”, complementa Rocha.

Campanha aborda conflitos escolares com estudantes e professores

Desde 2011, a Secretaria de Educação de São Paulo tem realizado em escolas estaduais a campanha Chega de Bullying: Não Fique Calado. A iniciativa atua na prevenção deste comportamento com estudantes e professores por meio de prevenção de conflitos e capacitação de docentes.

“A proposta é criar um canal de diálogo para conscientizar os jovens dos problemas causados pelo bullying”, explica o secretário executivo de Educação do Estado de São Paulo, Haroldo Corrêa da Rocha.

Por meio de material elaborado pelo governo estadual, alunos discutem, em rodas de conversa, a solução para problemas relacionados ao bullying.

Para o especialista em Educação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ítalo Curcio, a medida deve ser expandida para toda a rede. “É um passo inicial para termos ampla dimensão do que é o bullying. Hoje, é um problema que mata muitos jovens e precisa ser abordado por todos”.



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Uma arma é encontrada por semana em escolas estaduais

No ano passado, Secretaria de Educação do Estado registrou 34 ocorrências de alunos

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

29/04/2019 | 07:00


 Passado pouco mais de um mês do massacre na EE Raul Brasil, em Suzano, que culminou na morte de dez pessoas, incluindo os dois atiradores, no início de abril, dados da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo apontam casos rotineiros de flagrantes de alunos com posse de armas de fogo e demais objetos perigosos, como facas, dentro das unidades estaduais. No ano passado, 34 ocorrências com estas características foram registradas no Grande ABC.

Numa conta hipotética, é como se uma arma fosse achada em sala de aula por semana em uma das 344 unidades escolares espalhadas pelo sete municípios da região. Os dados obtidos pelo Diário por meio da Lei de Acesso à Informação constam no ROE (Registro de Ocorrências Escolares), sistema utilizado pelo governo estadual para contabilizar ocorrências e fatos de segurança nas escolas da rede.

Visto como um índice “inadmissível” e “preocupante” pela pasta, o indicador tem chamado a atenção de especialistas para cenário de violência dentro das escolas, com crescimento do vandalismo e casos de bullying nas instituições (veja arte ao lado).

“Os jovens têm refletido na escola a sociedade violenta que temos hoje em municípios do Estado, inclusive nas cidades do Grande ABC”, explica Ítalo Curcio, coordenador do curso de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O especialista cita como exemplo o número “alarmante” de agressões físicas registrado na região. Em 2018, foram 533 casos, o que, segundo ele, retrata a falta de controle do Estado diante da situação. “Se não houver ação conjunta a situação irá se agravar”, alerta.

Embora o Estado reconheça que reverter este cenário é tarefa árdua, o secretário executivo de Educação, Haroldo Corrêa da Rocha, pondera a necessidade de se fazer autocrítica diante dos números para se planejar mudanças no atual modelo de ensino. “Os dados são inadmissíveis. Diante disso, precisamos transformar o atual sistema. Com menos aula expositiva e mais prática e construção.”

Para executar este plano, o governo estadual pretende atuar em três frentes. A primeira delas é a capacitação de docentes e a aproximação dos jovens na elaboração do currículo acadêmico. Em paralelo, o Estado promete investir na melhoria da infraestrutura das escolas – apenas 1.500 das 5.300 unidades de ensino possuem sistema de monitoramento por câmeras.

Por fim, a pasta tem o objetivo de aproximar diversos setores da sociedade no plano de educação, incluindo, profissionais de saúde, que passaram a ter maior presença na rotina de crianças e adolescentes da rede estadual. “(O massacre de) Suzano tem de ser um marco para a gente pensar um outro modelo de escola”, complementa Rocha.

Campanha aborda conflitos escolares com estudantes e professores

Desde 2011, a Secretaria de Educação de São Paulo tem realizado em escolas estaduais a campanha Chega de Bullying: Não Fique Calado. A iniciativa atua na prevenção deste comportamento com estudantes e professores por meio de prevenção de conflitos e capacitação de docentes.

“A proposta é criar um canal de diálogo para conscientizar os jovens dos problemas causados pelo bullying”, explica o secretário executivo de Educação do Estado de São Paulo, Haroldo Corrêa da Rocha.

Por meio de material elaborado pelo governo estadual, alunos discutem, em rodas de conversa, a solução para problemas relacionados ao bullying.

Para o especialista em Educação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ítalo Curcio, a medida deve ser expandida para toda a rede. “É um passo inicial para termos ampla dimensão do que é o bullying. Hoje, é um problema que mata muitos jovens e precisa ser abordado por todos”.

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