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Campanha em prol do Metrô ganha força no Grande ABC

Sociedade ressalta importância do transporte sobre trilhos para ligação entre a região e a Capital


Natália Fernandjes

21/04/2019 | 07:59


O apelo ao governo do Estado pela manutenção do projeto original da Linha 18-Bronze, que prevê o transporte sobre trilhos para ligar o Grande ABC à Capital, completa hoje um mês. A campanha, encampada pelo Diário com base nos anseios da população, vem ganhando cada vez mais adeptos entre os diferentes segmentos da sociedade civil organizada.

Líderes religiosos, sindicalistas, deputados estaduais, presidentes de quatro câmaras de vereadores, comerciantes, representantes das indústrias e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Associação dos Engenheiros e Arquitetos, dirigentes de clubes de futebol e esportistas, especialistas em mobilidade e o vice-presidente da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) e prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB). Todos concordam que o Metrô significa desenvolvimento regional e benefício para o deslocamento dos 2,7 milhões de habitantes das sete cidades.

A estimativa do governador João Doria (PSDB) é a de que em junho sejam concluídos os estudos do grupo de trabalho que reúne técnicos das secretarias dos Transportes Metropolitanos e de Governo, entre outras áreas, sobre o tema. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC pleiteia duas cadeiras na mesa de discussão e, para tanto, já promoveu capacitação de seus técnicos a respeito dos modais ventilados para a Linha 18: monotrilho, BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade) e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Em visita à região no dia 13, Doria ressaltou que mantém o Metrô como opção para o ramal, embora no dia 8, durante inauguração de estação na Linha 5-Lilás, na Capital, o governador tenha dado indícios de que trocaria o modelo da Linha 18, sem avançar sobre a opção preferida. O tucano afirmou que deseja anunciar a data do início das obras até dezembro.

Assinada em 2014, a PPP (Parceria Público-Privada) entre o governo do Estado e o Consórcio Vem ABC (formado pelas empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio) visa o monotrilho como sistema para a Linha 18. O contrato – no valor de R$ 4,26 bilhões –, no entanto, já foi aditado cinco vezes. O grupo vencedor espera, desde novembro do ano passado, por nova assinatura e garante que, caso as obras sejam iniciadas ainda neste ano, o modal estará pronto até 2022.

O projeto executivo prevê que o ramal tenha 13 estações, saindo de Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André. O principal entrave para a sua execução tem sido o valor das desapropriações necessárias ao longo do traçado – cerca de 450 imóveis, custo de R$ 600 milhões.

Entre as vantagens do monotrilho observadas pelos especialistas, destaque para a capacidade do modal e sua velocidade. A estimativa do Consórcio Vem ABC é que o ramal atenda 423 mil passageiros por dia, circule com velocidade média de 35 km/h e tenha intervalo entre as composições de um minuto e meio.

No caso da troca do monotrilho pelo BRT, conforme técnicos a respeito do tema, é preciso ter em mente que o sistema deverá atender até 25 mil passageiros por hora em cada sentido. Neste caso, seria necessário a instalação de plataformas em que até três ônibus realizem embarque e desembarque ao mesmo tempo. O sistema de ônibus de alta velocidade atinge média de 17 km/h.

Em um mês, Diário trouxe à tona anseios de 189 pessoas

Moradores das sete cidades e também da Capital que mantêm atividades na região. Pessoas que utilizam o transporte público coletivo para o trabalho ou lazer. Jovens, adultos e idosos de todas as cores, credos e classes sociais. No total, foram 189 indivíduos entrevistados pela equipe do Diário durante um mês e que puderam ter os seus anseios ouvidos. Para todos, o Metrô é a melhor opção de sistema para a Linha 18-Bronze.

As justificativas da população para a preferência levam em conta, basicamente, a vontade de ter o tempo de viagem no transporte público reduzido, conseguir mais conforto e praticidade no trajeto e facilidade no deslocamento entre o Grande ABC e a Capital ou vice-versa. 



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Campanha em prol do Metrô ganha força no Grande ABC

Sociedade ressalta importância do transporte sobre trilhos para ligação entre a região e a Capital

Natália Fernandjes

21/04/2019 | 07:59


O apelo ao governo do Estado pela manutenção do projeto original da Linha 18-Bronze, que prevê o transporte sobre trilhos para ligar o Grande ABC à Capital, completa hoje um mês. A campanha, encampada pelo Diário com base nos anseios da população, vem ganhando cada vez mais adeptos entre os diferentes segmentos da sociedade civil organizada.

Líderes religiosos, sindicalistas, deputados estaduais, presidentes de quatro câmaras de vereadores, comerciantes, representantes das indústrias e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Associação dos Engenheiros e Arquitetos, dirigentes de clubes de futebol e esportistas, especialistas em mobilidade e o vice-presidente da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) e prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB). Todos concordam que o Metrô significa desenvolvimento regional e benefício para o deslocamento dos 2,7 milhões de habitantes das sete cidades.

A estimativa do governador João Doria (PSDB) é a de que em junho sejam concluídos os estudos do grupo de trabalho que reúne técnicos das secretarias dos Transportes Metropolitanos e de Governo, entre outras áreas, sobre o tema. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC pleiteia duas cadeiras na mesa de discussão e, para tanto, já promoveu capacitação de seus técnicos a respeito dos modais ventilados para a Linha 18: monotrilho, BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade) e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Em visita à região no dia 13, Doria ressaltou que mantém o Metrô como opção para o ramal, embora no dia 8, durante inauguração de estação na Linha 5-Lilás, na Capital, o governador tenha dado indícios de que trocaria o modelo da Linha 18, sem avançar sobre a opção preferida. O tucano afirmou que deseja anunciar a data do início das obras até dezembro.

Assinada em 2014, a PPP (Parceria Público-Privada) entre o governo do Estado e o Consórcio Vem ABC (formado pelas empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio) visa o monotrilho como sistema para a Linha 18. O contrato – no valor de R$ 4,26 bilhões –, no entanto, já foi aditado cinco vezes. O grupo vencedor espera, desde novembro do ano passado, por nova assinatura e garante que, caso as obras sejam iniciadas ainda neste ano, o modal estará pronto até 2022.

O projeto executivo prevê que o ramal tenha 13 estações, saindo de Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André. O principal entrave para a sua execução tem sido o valor das desapropriações necessárias ao longo do traçado – cerca de 450 imóveis, custo de R$ 600 milhões.

Entre as vantagens do monotrilho observadas pelos especialistas, destaque para a capacidade do modal e sua velocidade. A estimativa do Consórcio Vem ABC é que o ramal atenda 423 mil passageiros por dia, circule com velocidade média de 35 km/h e tenha intervalo entre as composições de um minuto e meio.

No caso da troca do monotrilho pelo BRT, conforme técnicos a respeito do tema, é preciso ter em mente que o sistema deverá atender até 25 mil passageiros por hora em cada sentido. Neste caso, seria necessário a instalação de plataformas em que até três ônibus realizem embarque e desembarque ao mesmo tempo. O sistema de ônibus de alta velocidade atinge média de 17 km/h.

Em um mês, Diário trouxe à tona anseios de 189 pessoas

Moradores das sete cidades e também da Capital que mantêm atividades na região. Pessoas que utilizam o transporte público coletivo para o trabalho ou lazer. Jovens, adultos e idosos de todas as cores, credos e classes sociais. No total, foram 189 indivíduos entrevistados pela equipe do Diário durante um mês e que puderam ter os seus anseios ouvidos. Para todos, o Metrô é a melhor opção de sistema para a Linha 18-Bronze.

As justificativas da população para a preferência levam em conta, basicamente, a vontade de ter o tempo de viagem no transporte público reduzido, conseguir mais conforto e praticidade no trajeto e facilidade no deslocamento entre o Grande ABC e a Capital ou vice-versa. 

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