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Associação dos Engenheiros defende Metrô no Grande ABC

Banco de Dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente da entidade destaca que monotrilho é o adequado e que trará maior retorno para a região


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

19/04/2019 | 07:00


 A Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Grande ABC se une à sociedade civil em defesa pela manutenção do projeto original da Linha 18-Bronze do Metrô, que prevê a construção de monotrilho para ligar a região à Capital. Em entrevista ao Diário, o presidente da entidade, Luiz Augusto Moretti, destaca as vantagens do sistema sobre trilhos, a começar pelo desenvolvimento regional esperado com a chegada do ramal.

Apesar de o governo do Estado de São Paulo ter assinado, em 2014, PPP (Parceria Público-Privada) para viabilizar a construção do monotrilho, o governador, João Doria (PSDB), criou grupo de estudos para avaliar se manterá o modal. Uma das hipóteses aventadas é a troca pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade). A expectativa é a de que a decisão seja anunciada até junho.

Na avaliação de Moretti, o número elevado de profissionais do Grande ABC que desenvolvem atividades fora da região é uma das justificativas para que a ligação com a Capital seja feita pelo modal de maior capacidade. A estimativa é a de que o monotrilho transporte 314 mil passageiros ao dia, com velocidade média de 35 km/h e intervalo entre as composições de um minuto e meio. “Precisaria ter uma vantagem muito grande, ser um modelo com capacidade muito maior, para que fosse benéfica a troca”, considera. “Com um bom projeto, supera-se também a questão do tempo de construção. Já vimos obras de VLT demorarem mais do que de Metrô”, completa.

A melhora no transporte público traria impacto à mobilidade urbana, observa o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Grande ABC. Uma das principais vias beneficiadas seria a Avenida dos Estados, que cruza Santo André, São Caetano e Mauá. “Com um sistema eficiente e de alta capacidade, muitas pessoas deixaram de usar os carros, o que melhoraria também o fluxo de cargas.”

Moretti acredita ainda que, com a melhora do trânsito, tendo em vista a “localização privilegiada” do Grande ABC, será possível reverter o processo de evasão de indústrias. “O Metrô vai atrair mais empresas para a região, que poderão trazer profissionais da Capital e aproveitar a localização privilegiada, próxima de rodovias importantes e do Porto de Santos”, pontua.

O engenheiro, que também é conselheiro do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), ressalta ainda o custo-benefício do monotrilho. Embora o principal entrave do projeto seja o considerado alto valor das desapropriações – R$ 600 milhões –, Moretti lembra da possibilidade de reaver este investimento após as obras, com a exploração comercial dos espaços nas estações a partir da construção, por exemplo, de lojas e praças de alimentação.

O projeto da Linha 18-Bronze contempla 13 estações, saindo da parada Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo, passando por São Caetano e Santo André, com integração direta com as linhas 2-Verde do Metrô e 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Para Moretti, este momento em que o governo estadual pondera sobre a viabilidade financeira do projeto, é oportuno para que a região firme posição em defesa do monotrilho e cobre sua construção, com ajuda dos parlamentares eleitos pelo Grande ABC. Um dos caminhos apontados pelo engenheiro é ampliar o debate sobre o tema em Brasília, já que existe a Frente Parlamentar de Engenharia na Câmara. “O desenvolvimento das cidades passa pelo Metrô”, conclui.



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Associação dos Engenheiros defende Metrô no Grande ABC

Presidente da entidade destaca que monotrilho é o adequado e que trará maior retorno para a região

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

19/04/2019 | 07:00


 A Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Grande ABC se une à sociedade civil em defesa pela manutenção do projeto original da Linha 18-Bronze do Metrô, que prevê a construção de monotrilho para ligar a região à Capital. Em entrevista ao Diário, o presidente da entidade, Luiz Augusto Moretti, destaca as vantagens do sistema sobre trilhos, a começar pelo desenvolvimento regional esperado com a chegada do ramal.

Apesar de o governo do Estado de São Paulo ter assinado, em 2014, PPP (Parceria Público-Privada) para viabilizar a construção do monotrilho, o governador, João Doria (PSDB), criou grupo de estudos para avaliar se manterá o modal. Uma das hipóteses aventadas é a troca pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade). A expectativa é a de que a decisão seja anunciada até junho.

Na avaliação de Moretti, o número elevado de profissionais do Grande ABC que desenvolvem atividades fora da região é uma das justificativas para que a ligação com a Capital seja feita pelo modal de maior capacidade. A estimativa é a de que o monotrilho transporte 314 mil passageiros ao dia, com velocidade média de 35 km/h e intervalo entre as composições de um minuto e meio. “Precisaria ter uma vantagem muito grande, ser um modelo com capacidade muito maior, para que fosse benéfica a troca”, considera. “Com um bom projeto, supera-se também a questão do tempo de construção. Já vimos obras de VLT demorarem mais do que de Metrô”, completa.

A melhora no transporte público traria impacto à mobilidade urbana, observa o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Grande ABC. Uma das principais vias beneficiadas seria a Avenida dos Estados, que cruza Santo André, São Caetano e Mauá. “Com um sistema eficiente e de alta capacidade, muitas pessoas deixaram de usar os carros, o que melhoraria também o fluxo de cargas.”

Moretti acredita ainda que, com a melhora do trânsito, tendo em vista a “localização privilegiada” do Grande ABC, será possível reverter o processo de evasão de indústrias. “O Metrô vai atrair mais empresas para a região, que poderão trazer profissionais da Capital e aproveitar a localização privilegiada, próxima de rodovias importantes e do Porto de Santos”, pontua.

O engenheiro, que também é conselheiro do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), ressalta ainda o custo-benefício do monotrilho. Embora o principal entrave do projeto seja o considerado alto valor das desapropriações – R$ 600 milhões –, Moretti lembra da possibilidade de reaver este investimento após as obras, com a exploração comercial dos espaços nas estações a partir da construção, por exemplo, de lojas e praças de alimentação.

O projeto da Linha 18-Bronze contempla 13 estações, saindo da parada Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo, passando por São Caetano e Santo André, com integração direta com as linhas 2-Verde do Metrô e 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Para Moretti, este momento em que o governo estadual pondera sobre a viabilidade financeira do projeto, é oportuno para que a região firme posição em defesa do monotrilho e cobre sua construção, com ajuda dos parlamentares eleitos pelo Grande ABC. Um dos caminhos apontados pelo engenheiro é ampliar o debate sobre o tema em Brasília, já que existe a Frente Parlamentar de Engenharia na Câmara. “O desenvolvimento das cidades passa pelo Metrô”, conclui.

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