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Ibovespa sobe 0,22% em dia de espera por definições na CCJ e na Petrobras



15/04/2019 | 18:26


Depois de quatro quedas consecutivas, com as quais perdeu 4,6%, o Índice Bovespa teve uma recuperação tímida, com alta de 0,22%, aos 93.082,97 pontos. A escassez de informações concretas sobre a tramitação da reforma da Previdência e a política de preços da Petrobras foi o principal motivo para a falta de fôlego do índice, que alternou pequenas altas e baixas ao longo da tarde.

Segundo analistas, muito embora o mercado busque manter o otimismo em torno dos dois assuntos, os sinais de articulação política deficiente no governo ainda causam desconforto. No caso da Petrobras, a expectativa é de que o governo reforce o compromisso com a agenda liberal, sinalizando que a interferência nos combustíveis praticada na semana passada foi um fato isolado. Por conta disso, as atenções se concentraram principalmente na reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que estava em Washington quando o presidente interferiu no reajuste do diesel.

Ao longo do dia, foram monitorados os movimentos dos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que estiveram às voltas com as tentativas de votar as PECs do Orçamento Impositivo e da reforma da Previdência. A oposição colocou em ação o seu "kit obstrução" e manteve os assuntos em suspenso ao longo de toda a tarde, prorrogando o sentimento de cautela e desconforto do investidor.

As ações da Petrobras foram importante referência para os negócios desde a abertura. Depois de terem caído entre 7% e 8% na sexta-feira, por conta da interferência de Bolsonaro no diesel, os papéis buscaram uma recuperação. A falta de novidades, no entanto, tirou o fôlego das ações. Ao final do pregão, Petrobras ON teve queda de 0,07%, enquanto Petrobras PN avançou 0,39%.

"Não houve nada de concreto, o que manteve o investidor em cautela, à espera de definições. Na CCJ, a oposição manteve o barulho habitual. No caso da Petrobras, o que se espera é que o governo mostre de alguma forma que está buscando uma solução para o impasse. Até agora, o investidor está no escuro", disse Victor Beyruti, da área de análise da Guide Corretora.

Embora o mercado tenha mostrado forte reação à suspensão do reajuste dos preços do diesel na sexta-feira, a consultoria de risco político Eurasia afirmou, em artigo publicado no Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado,que viu como exagerado o comportamento dos papéis.

"Para nós, essa perspectiva parece exagerada por extrapolar uma interferência pontual como indicativa da política mais ampla a ser adotada para o setor. A suspensão do ajuste mais recente não nos parece comprometer a linha geral de ação pró-mercado adotada nos últimos meses e que beneficiou a Petrobras, a exemplo da conclusão das negociações para revisão do contrato da cessão onerosa, que renderá US$ 9 bilhões à companhia, e da venda da distribuidora de gás TAG por US$ 8,6 bilhões", afirmou a consultoria.



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Ibovespa sobe 0,22% em dia de espera por definições na CCJ e na Petrobras


15/04/2019 | 18:26


Depois de quatro quedas consecutivas, com as quais perdeu 4,6%, o Índice Bovespa teve uma recuperação tímida, com alta de 0,22%, aos 93.082,97 pontos. A escassez de informações concretas sobre a tramitação da reforma da Previdência e a política de preços da Petrobras foi o principal motivo para a falta de fôlego do índice, que alternou pequenas altas e baixas ao longo da tarde.

Segundo analistas, muito embora o mercado busque manter o otimismo em torno dos dois assuntos, os sinais de articulação política deficiente no governo ainda causam desconforto. No caso da Petrobras, a expectativa é de que o governo reforce o compromisso com a agenda liberal, sinalizando que a interferência nos combustíveis praticada na semana passada foi um fato isolado. Por conta disso, as atenções se concentraram principalmente na reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que estava em Washington quando o presidente interferiu no reajuste do diesel.

Ao longo do dia, foram monitorados os movimentos dos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que estiveram às voltas com as tentativas de votar as PECs do Orçamento Impositivo e da reforma da Previdência. A oposição colocou em ação o seu "kit obstrução" e manteve os assuntos em suspenso ao longo de toda a tarde, prorrogando o sentimento de cautela e desconforto do investidor.

As ações da Petrobras foram importante referência para os negócios desde a abertura. Depois de terem caído entre 7% e 8% na sexta-feira, por conta da interferência de Bolsonaro no diesel, os papéis buscaram uma recuperação. A falta de novidades, no entanto, tirou o fôlego das ações. Ao final do pregão, Petrobras ON teve queda de 0,07%, enquanto Petrobras PN avançou 0,39%.

"Não houve nada de concreto, o que manteve o investidor em cautela, à espera de definições. Na CCJ, a oposição manteve o barulho habitual. No caso da Petrobras, o que se espera é que o governo mostre de alguma forma que está buscando uma solução para o impasse. Até agora, o investidor está no escuro", disse Victor Beyruti, da área de análise da Guide Corretora.

Embora o mercado tenha mostrado forte reação à suspensão do reajuste dos preços do diesel na sexta-feira, a consultoria de risco político Eurasia afirmou, em artigo publicado no Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado,que viu como exagerado o comportamento dos papéis.

"Para nós, essa perspectiva parece exagerada por extrapolar uma interferência pontual como indicativa da política mais ampla a ser adotada para o setor. A suspensão do ajuste mais recente não nos parece comprometer a linha geral de ação pró-mercado adotada nos últimos meses e que beneficiou a Petrobras, a exemplo da conclusão das negociações para revisão do contrato da cessão onerosa, que renderá US$ 9 bilhões à companhia, e da venda da distribuidora de gás TAG por US$ 8,6 bilhões", afirmou a consultoria.

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