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Pelas curvas de São Sebastião

Ari Paleta/Arquivo pessoal  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

As 42 praias do município guardam belezas únicas em meio à natureza e têm espaço para todos os perfis


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

11/04/2019 | 07:10


O mar sempre exerceu fascínio sobre mim. Mas, ao mesmo tempo, tenho por suas águas uma relação paradoxal, tanto de renovação e alegria ao mergulhar na praia e saltar de um barco em alto-mar como também de medo, quando as ondas estão muito fortes, ao ponto de nem me molhar se estiverem assim. Talvez por isso, considero tê-lo visitado muito pouco ao longo dos meus 36 anos. Uma vez ao ano, e olhe lá, nas férias, depois de adulta. Quando adolescente, passei alguns dias de verão em Santos e Guarujá. E poucas vezes fui ao Litoral Norte, onde sempre ouvi falar que havia praias belíssimas, mas até então só havia tido a chance de conferí-lo em datas muito cheias ou chuvosas (ou as duas juntas) que, combinemos, perde um pouco do encanto: Réveillon em um camping em Camburi que teve a virada marcada por muita chuva, e no qual a barraca amanheceu alagada no primeiro dia do novo ano; Réveillon em Caraguatatuba em que o mar recuou, sequer deu para pular ondas e choveu bastante; três dias em Ilhabela em setembro, com frio e chuva; outros três em Juquehy em janeiro em que, pasmem, choveu – e fez frio!

Ok, eu pensava. O Litoral Norte não é para mim. Apesar de bonito e de estar relativamente perto, tem que ter uma baita sorte. No início do mês, essa tal sorte ‘sorriu’ para mim. E pude dar mais uma oportunidade para conhecer melhor a Costa Sul dessa região, a cerca de duas horas e meia do Grande ABC. O convite era para grupo de jornalistas da América Latina que participaram do 9º Congresso Internacional de Jornalistas de Turismo (no qual palestrei sobre a importância das mulheres para o turismo em Cuba) conhecerem São Sebastião, passando por Camburi, Juquehy e Maresias. Era a minha chance de reconciliação. E posso assegurar que voltei tão encantada quanto os 35 colegas de Argentina, Paraguai, Chile, Panamá, República Dominicana, Colômbia, Venezuela e México que embarcaram nesta aventura.

As águas quentes, cristalinas e esverdeadas eram convite irrecusável a nadar. E como se o cenário viesse acompanhado de trilha sonora, música que sempre me vem à mente quando coloco meus pés no mar começava a ‘tocar’ na minha mente: Lenda das Sereias, de Marisa Monte (Mar... misterioso mar/ Que vem do horizonte/ É o berço das sereias/Lendário e fascinante...).

Passeio inesquecível que parte do sertão (como é chamado o lado oposto ao da praia, do lado de lá da estrada) de Barra do Una, é o que subimos numa lancha desde o rio de mesmo nome rumo à praia em alto-mar chamada As Ilhas, que passa pelas ilhas das Couves e dos Gatos. É paradisíaco. Embora um pouco salgado, vale cada centavo. Passeio de três horas agenciados pela Green Way Brasil (www.greenway.com.br) parte de R$ 230 por pessoa, desde que haja mínimo de quatro e máximo de 14 – preço vale para saída de Boiçucanga com roteiro que fizemos.

Conforme a proprietária Liza Monteleone, 51 anos, há também a opção de apenas passar o dia em As Ilhas, por R$ 70, mínimo de três pessoas, desde Juquehy, e em horário combinado a lancha volta para buscar. Ela dá a dica, para quem quiser economizar, de levar algo para comer e beber, pois há barraca no local, mas, uma vez ilhados, os preços cobrados podem ser altos.


São Sebastião tem 53 opções em sua costa

Uma das coisas que impressionam, logo de cara, é a quantidade de praias de São Sebastião: 53. Ou seja, é praticamente impossível não encontrar uma para chamar de sua ao longo dos 110 quilômetros de extensão. E grande vantagem é que elas estão muito pertinho uma da outra, a cinco ou dez minutos, no máximo, o que permite conhecer mais de uma delas em uma mesma viagem.

Para quem viaja em casal, Camburi e Juquehy são feitas sob medida, ainda mais com as (muitas) opções de restaurantes charmosos e aquela sensação gostosa de passear por suas ruazinhas rústicas cheias deles e de comércios locais.

Em Camburi, a praia é de tombo, então não precisa adentrar muito ao mar para poder nadar em suas águas, o que é muito gostoso, apesar da correnteza, dependendo do dia.

Se estiver com crianças, Juquehy, apesar da intensidade das ondas (também dependendo do dia) é ideal para elas. Isso porque na ponta esquerda da praia, perto das pedras, há o encontro com o Rio Juquehy, onde são formadas piscinas naturais, com água transparente. E como a faixa de areia é muito extensa, o mar fica um pouco distante, e de manhã até o início da tarde, antes de a maré subir, dá para aproveitar muito.

Maresias, além das lindas praias e de ser internacionalmente conhecida graças ao bicampeão mundial de surf Gabriel Medina, primeiro brasileiro a vencer campeonato internacional do esporte, tem o bônus da badalação noturna, assim como Boiçucanga, que conta com emblemático fim de tarde na Praça do Pôr do Sol.

Já a Praia Grande (Balneário dos Trabalhadores) é a que tem mais estrutura, pois conta com banheiros, duchas, quiosques, quadras, pista de skate e estacionamento. Aos fins de semana, há o Programa Praia Acessível, que das 9h às 16h oferece cadeiras anfíbias, desenvolvidas para garantir a quem tem deficiência acesso ao banho de mar.
 

A jornalista viajou a convite da prefeitura de São Sebastião, da Pousada do Rosa e do Beach Hotel Juquehy



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Pelas curvas de São Sebastião

As 42 praias do município guardam belezas únicas em meio à natureza e têm espaço para todos os perfis

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

11/04/2019 | 07:10


O mar sempre exerceu fascínio sobre mim. Mas, ao mesmo tempo, tenho por suas águas uma relação paradoxal, tanto de renovação e alegria ao mergulhar na praia e saltar de um barco em alto-mar como também de medo, quando as ondas estão muito fortes, ao ponto de nem me molhar se estiverem assim. Talvez por isso, considero tê-lo visitado muito pouco ao longo dos meus 36 anos. Uma vez ao ano, e olhe lá, nas férias, depois de adulta. Quando adolescente, passei alguns dias de verão em Santos e Guarujá. E poucas vezes fui ao Litoral Norte, onde sempre ouvi falar que havia praias belíssimas, mas até então só havia tido a chance de conferí-lo em datas muito cheias ou chuvosas (ou as duas juntas) que, combinemos, perde um pouco do encanto: Réveillon em um camping em Camburi que teve a virada marcada por muita chuva, e no qual a barraca amanheceu alagada no primeiro dia do novo ano; Réveillon em Caraguatatuba em que o mar recuou, sequer deu para pular ondas e choveu bastante; três dias em Ilhabela em setembro, com frio e chuva; outros três em Juquehy em janeiro em que, pasmem, choveu – e fez frio!

Ok, eu pensava. O Litoral Norte não é para mim. Apesar de bonito e de estar relativamente perto, tem que ter uma baita sorte. No início do mês, essa tal sorte ‘sorriu’ para mim. E pude dar mais uma oportunidade para conhecer melhor a Costa Sul dessa região, a cerca de duas horas e meia do Grande ABC. O convite era para grupo de jornalistas da América Latina que participaram do 9º Congresso Internacional de Jornalistas de Turismo (no qual palestrei sobre a importância das mulheres para o turismo em Cuba) conhecerem São Sebastião, passando por Camburi, Juquehy e Maresias. Era a minha chance de reconciliação. E posso assegurar que voltei tão encantada quanto os 35 colegas de Argentina, Paraguai, Chile, Panamá, República Dominicana, Colômbia, Venezuela e México que embarcaram nesta aventura.

As águas quentes, cristalinas e esverdeadas eram convite irrecusável a nadar. E como se o cenário viesse acompanhado de trilha sonora, música que sempre me vem à mente quando coloco meus pés no mar começava a ‘tocar’ na minha mente: Lenda das Sereias, de Marisa Monte (Mar... misterioso mar/ Que vem do horizonte/ É o berço das sereias/Lendário e fascinante...).

Passeio inesquecível que parte do sertão (como é chamado o lado oposto ao da praia, do lado de lá da estrada) de Barra do Una, é o que subimos numa lancha desde o rio de mesmo nome rumo à praia em alto-mar chamada As Ilhas, que passa pelas ilhas das Couves e dos Gatos. É paradisíaco. Embora um pouco salgado, vale cada centavo. Passeio de três horas agenciados pela Green Way Brasil (www.greenway.com.br) parte de R$ 230 por pessoa, desde que haja mínimo de quatro e máximo de 14 – preço vale para saída de Boiçucanga com roteiro que fizemos.

Conforme a proprietária Liza Monteleone, 51 anos, há também a opção de apenas passar o dia em As Ilhas, por R$ 70, mínimo de três pessoas, desde Juquehy, e em horário combinado a lancha volta para buscar. Ela dá a dica, para quem quiser economizar, de levar algo para comer e beber, pois há barraca no local, mas, uma vez ilhados, os preços cobrados podem ser altos.


São Sebastião tem 53 opções em sua costa

Uma das coisas que impressionam, logo de cara, é a quantidade de praias de São Sebastião: 53. Ou seja, é praticamente impossível não encontrar uma para chamar de sua ao longo dos 110 quilômetros de extensão. E grande vantagem é que elas estão muito pertinho uma da outra, a cinco ou dez minutos, no máximo, o que permite conhecer mais de uma delas em uma mesma viagem.

Para quem viaja em casal, Camburi e Juquehy são feitas sob medida, ainda mais com as (muitas) opções de restaurantes charmosos e aquela sensação gostosa de passear por suas ruazinhas rústicas cheias deles e de comércios locais.

Em Camburi, a praia é de tombo, então não precisa adentrar muito ao mar para poder nadar em suas águas, o que é muito gostoso, apesar da correnteza, dependendo do dia.

Se estiver com crianças, Juquehy, apesar da intensidade das ondas (também dependendo do dia) é ideal para elas. Isso porque na ponta esquerda da praia, perto das pedras, há o encontro com o Rio Juquehy, onde são formadas piscinas naturais, com água transparente. E como a faixa de areia é muito extensa, o mar fica um pouco distante, e de manhã até o início da tarde, antes de a maré subir, dá para aproveitar muito.

Maresias, além das lindas praias e de ser internacionalmente conhecida graças ao bicampeão mundial de surf Gabriel Medina, primeiro brasileiro a vencer campeonato internacional do esporte, tem o bônus da badalação noturna, assim como Boiçucanga, que conta com emblemático fim de tarde na Praça do Pôr do Sol.

Já a Praia Grande (Balneário dos Trabalhadores) é a que tem mais estrutura, pois conta com banheiros, duchas, quiosques, quadras, pista de skate e estacionamento. Aos fins de semana, há o Programa Praia Acessível, que das 9h às 16h oferece cadeiras anfíbias, desenvolvidas para garantir a quem tem deficiência acesso ao banho de mar.
 

A jornalista viajou a convite da prefeitura de São Sebastião, da Pousada do Rosa e do Beach Hotel Juquehy

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