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Críticas ao IBGE e visita ao Museu do Holocausto movimentam Twitter de Bolsonaro

Valter Campanato/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


02/04/2019 | 14:02


A visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel traz nesta terça-feira, 2, um saldo de novas polêmicas que agitam o debate no Twitter brasileiro. Repercutem especialmente as críticas feitas pelo presidente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e sua visita ao Museu do Holocausto, em Jerusalém.

O IBGE tornou-se um dos assuntos mais comentados do Twitter ao ser alvo de críticas de Bolsonaro. Em entrevista à Record TV, o presidente disse que a metodologia usada pelo instituto para aferir a taxa de desemprego "não mede a realidade" e que os índices parecem "feitos para enganar a população".

A fala do presidente gerou críticas entre parlamentares de oposição. Paulo Pimenta (PT-RS) classificou o governo de Bolsonaro como "inimigo do conhecimento". "Sempre que surge um dado do qual discorda, a culpa é dos órgãos que fazem os estudos, como se fosse possível falsear a realidade", tuitou. Ivan Valente (PSOL-SP) argumentou que o presidente opta por criticar o IBGE "ao invés de enfrentar o problema" do aumento do desemprego.

As críticas ocorrem poucos dias depois do IBGE divulgar o crescimento da taxa de desemprego, que encerrou fevereiro em 12,4%, atingindo 13,1 milhões de pessoas. Esta é a segunda vez que Bolsonaro se volta contra o IBGE; em outubro de 2018, já como presidente eleito, Bolsonaro classificou como "farsa" o método de cálculo de desemprego.

''Nazismo de esquerda''

A visita de Bolsonaro ao centro de memória do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, também movimentou o Twitter. A repercussão se deu, no entanto, não pela visita em si, mas pela publicação recente do chanceler Ernesto Araújo de que o nazismo que gerou o Holocausto "foi um movimento de esquerda".

O escrito do chanceler vai de encontro ao próprio museu visitado por Bolsonaro, que diz em seu site que o Partido Nazista da Alemanha era um entre vários "grupos radicais de direita". Além do museu, a instituição também abriga um centro de pesquisas sobre o nazismo.

A publicação de um vídeo da visita de Bolsonaro ao museu ascendeu a discussão entre críticos e apoiadores do governo, bem como a discussão sobre o nazismo estar à esquerda ou à direita no espectro político. A movimentação tornou Holocausto uma das expressões mais citadas no Twitter do Brasil.



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Críticas ao IBGE e visita ao Museu do Holocausto movimentam Twitter de Bolsonaro


02/04/2019 | 14:02


A visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel traz nesta terça-feira, 2, um saldo de novas polêmicas que agitam o debate no Twitter brasileiro. Repercutem especialmente as críticas feitas pelo presidente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e sua visita ao Museu do Holocausto, em Jerusalém.

O IBGE tornou-se um dos assuntos mais comentados do Twitter ao ser alvo de críticas de Bolsonaro. Em entrevista à Record TV, o presidente disse que a metodologia usada pelo instituto para aferir a taxa de desemprego "não mede a realidade" e que os índices parecem "feitos para enganar a população".

A fala do presidente gerou críticas entre parlamentares de oposição. Paulo Pimenta (PT-RS) classificou o governo de Bolsonaro como "inimigo do conhecimento". "Sempre que surge um dado do qual discorda, a culpa é dos órgãos que fazem os estudos, como se fosse possível falsear a realidade", tuitou. Ivan Valente (PSOL-SP) argumentou que o presidente opta por criticar o IBGE "ao invés de enfrentar o problema" do aumento do desemprego.

As críticas ocorrem poucos dias depois do IBGE divulgar o crescimento da taxa de desemprego, que encerrou fevereiro em 12,4%, atingindo 13,1 milhões de pessoas. Esta é a segunda vez que Bolsonaro se volta contra o IBGE; em outubro de 2018, já como presidente eleito, Bolsonaro classificou como "farsa" o método de cálculo de desemprego.

''Nazismo de esquerda''

A visita de Bolsonaro ao centro de memória do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, também movimentou o Twitter. A repercussão se deu, no entanto, não pela visita em si, mas pela publicação recente do chanceler Ernesto Araújo de que o nazismo que gerou o Holocausto "foi um movimento de esquerda".

O escrito do chanceler vai de encontro ao próprio museu visitado por Bolsonaro, que diz em seu site que o Partido Nazista da Alemanha era um entre vários "grupos radicais de direita". Além do museu, a instituição também abriga um centro de pesquisas sobre o nazismo.

A publicação de um vídeo da visita de Bolsonaro ao museu ascendeu a discussão entre críticos e apoiadores do governo, bem como a discussão sobre o nazismo estar à esquerda ou à direita no espectro político. A movimentação tornou Holocausto uma das expressões mais citadas no Twitter do Brasil.

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