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Santos elimina o Tricolor e fica mais perto do bi


Nelson Cilo
do Diário do Grande ABC

01/05/2011 | 07:00


Festa de um lado. Choradeira de outro. Ao ritmo de Neymar e Paulo Henrique Ganso, que voltaram a desequilibrar no Paulistão, o Santos eliminou o São Paulo na semifinal de ontem no Morumbi. Elano e Ganso definiram os 2 a 0 que despacharam o Tricolor.

Na primeira fase, os dois times foram iguais nas virtudes ou nos desacertos. O esquema de Carpegiani persistia no perfil caracterizado pela velocidade para explorar a enganosa fluência ao sair para o confronto direto.

Já o Santos, atento no combate, só pecava nas finalizações. Inicialmente, Neymar e Zé Eduardo não se achavam nos arremates. Restavam as inversões entre Danilo e Elano. Os melhores momentos do jogo apareciam nos pés de Neymar (na trave, logo aos dois minutos, na falha grotesca de Alex Silva), nas importantes intervenções do goleiro Rafael, aos 31 e aos 32, em chutes de Dagoberto e Ilsinho (duas vezes, uma delas aos 40, livre, pelo alto). Enfim, o 0 a 0 ditava o tom do equilíbrio.

Na etapa complementar, inverteram-se as imagens. O Santos é que passou a tomar as principais iniciativas. Tanto é que, aos 15, Paulo Henrique Ganso, deslocado na esquerda, levantaria na cabeça infalível de Elano: 1 a 0.

O gol já refletia o fácil domínio alvinegro. Não havia como rejeitar as evidências. De repente, era como se Carpegiani sentisse que seria tudo ou nada ao colocar Fernandão na vaga de Casemiro para, em tese, aumentar o punch do time. Em seguida, Rivaldo substituiu Marlos na tentativa de restabelecer a coordenação que, aos poucos, desaparecia na incompetência de quem se confundia na troca de passes ou nas inversões. A emenda ficaria, sim, pior do que o soneto.

Aos 28, o Santos mataria o resultado na disparada fulminante de Neymar. Este dribaria desde a intermediária para, isolado na direita, ajeitar a bola na canhotinha de Paulo Henrique Ganso que, livre, fechou os 2 a 0. Aos 41, Neymar poderia ampliar, mas, sozinho, desperdiçaria nas nuvens. Porém, a classificação estava merecidamente assegurada.

 

Muricy Ramalho destaca equilíbrio dos vencedores

O técnico Muricy Ramalho destacou o equilíbrio do Santos no clássico diante do São Paulo. Segundo ele, o time cometeu falhas no início, mas depois usou os expedientes certos para tirar o rival da briga e assegurar a vaga nas finais. Quanto aos aplausos dos próprios torcedores adversários, ele comentou que "isso não tem preço". Muricy não se vê como a nova ‘cara alvinegra'.

"Apenas dei sequência ao trabalho dos meus antecessores", disse o comandante, que talvez não escale Elano (lesão muscular) contra o América no México.

 

Paulo César Carpegiani se rende aos três diferenciados

Paulo César Carpegiani, aparentemente resignado, não teve como contestar o tropeço do São Paulo contra o Santos. O técnico atribuiu a derrota ao colega Muricy Ramalho, ao meia Paulo Henrique Ganso e ao atacante Neymar.

"Se não fossem o Muricy e os diferenciados do Santos, agora não estaríamos eliminados", observou. "Ganso desequilibra até quando é bem marcado", constatou o treinador que, apesar de tudo, reconheceu a ineficiência ofensiva do São Paulo. Que, segundo ele, não aproveitou as chances criadas.



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Santos elimina o Tricolor e fica mais perto do bi

Nelson Cilo
do Diário do Grande ABC

01/05/2011 | 07:00


Festa de um lado. Choradeira de outro. Ao ritmo de Neymar e Paulo Henrique Ganso, que voltaram a desequilibrar no Paulistão, o Santos eliminou o São Paulo na semifinal de ontem no Morumbi. Elano e Ganso definiram os 2 a 0 que despacharam o Tricolor.

Na primeira fase, os dois times foram iguais nas virtudes ou nos desacertos. O esquema de Carpegiani persistia no perfil caracterizado pela velocidade para explorar a enganosa fluência ao sair para o confronto direto.

Já o Santos, atento no combate, só pecava nas finalizações. Inicialmente, Neymar e Zé Eduardo não se achavam nos arremates. Restavam as inversões entre Danilo e Elano. Os melhores momentos do jogo apareciam nos pés de Neymar (na trave, logo aos dois minutos, na falha grotesca de Alex Silva), nas importantes intervenções do goleiro Rafael, aos 31 e aos 32, em chutes de Dagoberto e Ilsinho (duas vezes, uma delas aos 40, livre, pelo alto). Enfim, o 0 a 0 ditava o tom do equilíbrio.

Na etapa complementar, inverteram-se as imagens. O Santos é que passou a tomar as principais iniciativas. Tanto é que, aos 15, Paulo Henrique Ganso, deslocado na esquerda, levantaria na cabeça infalível de Elano: 1 a 0.

O gol já refletia o fácil domínio alvinegro. Não havia como rejeitar as evidências. De repente, era como se Carpegiani sentisse que seria tudo ou nada ao colocar Fernandão na vaga de Casemiro para, em tese, aumentar o punch do time. Em seguida, Rivaldo substituiu Marlos na tentativa de restabelecer a coordenação que, aos poucos, desaparecia na incompetência de quem se confundia na troca de passes ou nas inversões. A emenda ficaria, sim, pior do que o soneto.

Aos 28, o Santos mataria o resultado na disparada fulminante de Neymar. Este dribaria desde a intermediária para, isolado na direita, ajeitar a bola na canhotinha de Paulo Henrique Ganso que, livre, fechou os 2 a 0. Aos 41, Neymar poderia ampliar, mas, sozinho, desperdiçaria nas nuvens. Porém, a classificação estava merecidamente assegurada.

 

Muricy Ramalho destaca equilíbrio dos vencedores

O técnico Muricy Ramalho destacou o equilíbrio do Santos no clássico diante do São Paulo. Segundo ele, o time cometeu falhas no início, mas depois usou os expedientes certos para tirar o rival da briga e assegurar a vaga nas finais. Quanto aos aplausos dos próprios torcedores adversários, ele comentou que "isso não tem preço". Muricy não se vê como a nova ‘cara alvinegra'.

"Apenas dei sequência ao trabalho dos meus antecessores", disse o comandante, que talvez não escale Elano (lesão muscular) contra o América no México.

 

Paulo César Carpegiani se rende aos três diferenciados

Paulo César Carpegiani, aparentemente resignado, não teve como contestar o tropeço do São Paulo contra o Santos. O técnico atribuiu a derrota ao colega Muricy Ramalho, ao meia Paulo Henrique Ganso e ao atacante Neymar.

"Se não fossem o Muricy e os diferenciados do Santos, agora não estaríamos eliminados", observou. "Ganso desequilibra até quando é bem marcado", constatou o treinador que, apesar de tudo, reconheceu a ineficiência ofensiva do São Paulo. Que, segundo ele, não aproveitou as chances criadas.

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