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GM garante fábrica na região até 2024

PMSCS/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Montadora vai investir R$ 10 bi no Estado, com a chance de R$ 5 bi ficarem em São Caetano


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

20/03/2019 | 07:16


A GM (General Motors) confirmou ontem o investimento de R$ 10 bilhões nas fábricas de São Caetano e São José dos Campos. Após negociação que evitou o fechamento das plantas e a saída da marca do País, o montante será aplicado entre 2020 e 2024, o que consequentemente garantirá o funcionamento das fábricas pelo menos por mais cinco anos.

O anúncio foi feito ontem, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Além do valor aplicado com o objetivo de ser convertido na produção de novos produtos nas unidades, a expectativa é a de que as plantas preservem os 15 mil empregos (apenas na região são 8.500 postos de trabalho) e também contratem 400 funcionários diretos e 800 indiretos para as duas plantas.

“Os investimentos têm basicamente três fases. A primeira é a engenharia, depois vem a construção de máquinas e equipamentos na fábrica e, a terceira, é a que realmente iniciamos a produção. Portanto, para a gente ver carros novos, oriundos deste investimento aqui em São Caetano, vai demorar de dois a três anos”, afirmou o vice-presidente da GM no Brasil, Marcos Munhoz.

Apesar de a empresa não confirmar o valor que será aplicado em cada unidade, nem os produtos que serão desenvolvidos, a expectativa é a de que o montante seja divido pela metade. O prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) falou em R$ 5 bilhões para a unidade de São Caetano e destacou a manutenção dos empregos da cidade. “Fora a garantia de pelo menos mais uma década, com estes novos produtos, para a planta da cidade”, disse ele, referindo-se ao programa de incentivo ao setor lançado ontem, do qual a GM faz parte – leia mais abaixo.

“Vão ser grandes produtos e que o consumidor vai gostar, essa é a informação que eu posso dar agora. Em relação ao investimento, são partes significativas para as duas fábricas”, disse o presidente da GM na América Latina, Carlos Zarlenga, que destacou que os investimentos estão focados em produtos para os mercados do Brasil e da Argentina. “Nós tínhamos essas duas fábricas com produtos que iam sair de linha nos próximos anos. Com esse investimento, a gente viabiliza o futuro das unidades”, complementou Zarlenga.

Porém, na ponta do lápis, a planta da região deve ser mais beneficiada, já que dentro de pacote anterior anunciado pela GM ela já foi contemplada com R$ 1,2 bilhão, injetado entre 2014 e 2020, para a produção de novo veículo, cujo nome não foi revelado. No entanto, é esperado para dezembro o início da produção de modelo de SUV, que segundo fontes do mercado deverá ser o Tracker, hoje importado do México. A unidade de São Caetano é responsável pela produção de quatro modelos atualmente: Cobalt, Spin, Montana e Onix Joy.

TERCEIRO TURNO - Em relação às contratações, que também serão feitas nas duas unidades, Munhoz destaca que devem ser iniciadas primeiro na região, que concentra o setor de engenharia. com praticamente 4.000 trabalhadores. “Começam sempre antes essas contratações, depois vêm para o setor de ferramental”, afirmou.

O executivo também afirmou que há possibilidade de retomar o terceiro turno da fábrica da região. “Quando você faz um produto, há quatro coisas fundamentais: que ele seja bem feito, seja robusto, tenha qualidade e o consumidor goste. Por exemplo, o Onix é sucesso tão grande que ele é produzido em Gravataí (no Rio Grande do Sul) e em São Caetano. Ou seja, todo produto depende da gente acertar no gosto do consumidor”, celebrou.

“Nessa perspectiva de criação de terceiro turno, a grande probabilidade é de que todos esses trabalhadores sejam contratados em São Caetano”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, ao completar que isso pode ocorrer no segundo semestre. Em relação às negociações com os trabalhadores da região, a GM e a entidade mantiveram acordo coletivo entre as partes válido até 2020.

INCENTIVOS - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), destacou o programa IncentivAuto, anunciado na última semana. A iniciativa prevê desconto em até 25% no ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), faixa que a GM é contemplada. Isso porque o benefício é concedido mediante investimento a partir de R$ 1 bilhão e criação de pelo menos 400 empregos.

Além disso, o governador destacou, junto ao secretário da Fazenda e Planejamento Henrique Meirelles (MDB), que está discutindo com as empresas e, internamente, cronograma de liberação dos créditos do ICMS, um pleito das montadoras, impulsionados pelo aumento nas exportações no último ano. “A orientação é avançar no pagamento gradual, mas evitar acúmulo que foi feito no passado e causou este desconforto”, disse.

No anúncio também estiveram presentes representantes do Legislativo estadual da região. O deputado Thiago Auricchio (PR) comemorou a notícia. “Para quem estava num cenário desolador no fim do ano passado, a notícia é para comemorar mesmo. A gente fica contente por conta da nossa participação ativa. Participei da primeira reunião da GM junto às prefeituras e sindicatos, e também pude debater na Prefeitura de São Caetano sobre os incentivos que seriam dados na cidade.”

A deputada Carla Morando (PSDB) destacou a atuação de Doria para reverter a situação da empresa. “O governador atuou de maneira decisiva para que a GM ficasse no nosso País. Esse anúncio é fundamental para o Grande ABC, mas também beneficia todo o Estado porque movimenta a economia”, assinalou.


Prefeitura anuncia programa de incentivo voltado a montadoras

A Prefeitura de São Caetano anunciou o ProAuto (Programa de Incentivo à Indústria Automobilística) na Câmara dos Vereadores, na tarde de ontem. A expectativa é a de que o projeto de lei seja aprovado pelo Legislativo na próxima sessão, terça-feira que vem. Apesar de ter sido desenhada especificamente para a GM (General Motors), a iniciativa também vai contemplar outras empresas que integram o segmento e se instalarem na cidade.

As companhias terão isenção total de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e redução da alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviços) de 5% para 2% durante período de oito anos, ou seja, entre 2019 e 2027. A tarifa de esgoto terá desconto de até 80%. A de água também será diferenciada, baseada na média de consumo de cada empresa. No caso da GM, a cobrança será sobre do consumo mínimo de 38 mil m³ em vez de 45 mil m³.

Considerando todos os impostos, a administração pública da cidade terá renúncia fiscal de R$ 100 milhões em oito anos. Porém, o retorno previsto para o mesmo período é de R$ 1,1 bilhão, principalmente por conta do IPM (Índice de Participação dos Municípios). “Fundamentalmente, vamos ganhar no aumento da produtividade ao longo desses oito, dez anos, no recolhimento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Um ganho de escala de pelo menos dez por um (ao abrir mão de R$ 100 milhões, deverá receber R$ 1,1 bilhão)”, afirmou o prefeito da cidade José Auricchio Júnior (PSDB).

Segundo o vice-presidente da GM no Brasil, Marcos Munhoz, logo após apuração das dificuldades nas plantas da marca no País – o que a longo prazo acarretaria o fechamento das unidades –, a Prefeitura foi procurada. “E a resposta foi: Estamos juntos. Isso realmente é um investimento e um incentivo que vão trazer ganhos à cidade.”

A medida também visa aumentar o número de empresas na cidade, já que outras montadoras que se instalarem em São Caetano poderão fazer uso do ProAuto, desde que, passados dois anos, tenham aumento de 20% na produção. Para manter o benefício, após oito anos este número deve ser 80% maior em relação ao ano de instalação.

Também foi criada uma comissão de análise de incentivos fiscais, que vai analisar os pleitos das empresas e assegurar as condições durante a vigência do ProAuto. Caso a companhia não atinja os percentuais de crescimento previstos no programa, ela passará a ser cobrada das alíquotas regulares. “É uma medida de segurança para o município. Se ela completar dois biênios sem atingir os resultados, os benefícios são anulados”, explicou o secretário da Fazenda do município, Jefferson Cirne da Costa. 



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GM garante fábrica na região até 2024

Montadora vai investir R$ 10 bi no Estado, com a chance de R$ 5 bi ficarem em São Caetano

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

20/03/2019 | 07:16


A GM (General Motors) confirmou ontem o investimento de R$ 10 bilhões nas fábricas de São Caetano e São José dos Campos. Após negociação que evitou o fechamento das plantas e a saída da marca do País, o montante será aplicado entre 2020 e 2024, o que consequentemente garantirá o funcionamento das fábricas pelo menos por mais cinco anos.

O anúncio foi feito ontem, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Além do valor aplicado com o objetivo de ser convertido na produção de novos produtos nas unidades, a expectativa é a de que as plantas preservem os 15 mil empregos (apenas na região são 8.500 postos de trabalho) e também contratem 400 funcionários diretos e 800 indiretos para as duas plantas.

“Os investimentos têm basicamente três fases. A primeira é a engenharia, depois vem a construção de máquinas e equipamentos na fábrica e, a terceira, é a que realmente iniciamos a produção. Portanto, para a gente ver carros novos, oriundos deste investimento aqui em São Caetano, vai demorar de dois a três anos”, afirmou o vice-presidente da GM no Brasil, Marcos Munhoz.

Apesar de a empresa não confirmar o valor que será aplicado em cada unidade, nem os produtos que serão desenvolvidos, a expectativa é a de que o montante seja divido pela metade. O prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) falou em R$ 5 bilhões para a unidade de São Caetano e destacou a manutenção dos empregos da cidade. “Fora a garantia de pelo menos mais uma década, com estes novos produtos, para a planta da cidade”, disse ele, referindo-se ao programa de incentivo ao setor lançado ontem, do qual a GM faz parte – leia mais abaixo.

“Vão ser grandes produtos e que o consumidor vai gostar, essa é a informação que eu posso dar agora. Em relação ao investimento, são partes significativas para as duas fábricas”, disse o presidente da GM na América Latina, Carlos Zarlenga, que destacou que os investimentos estão focados em produtos para os mercados do Brasil e da Argentina. “Nós tínhamos essas duas fábricas com produtos que iam sair de linha nos próximos anos. Com esse investimento, a gente viabiliza o futuro das unidades”, complementou Zarlenga.

Porém, na ponta do lápis, a planta da região deve ser mais beneficiada, já que dentro de pacote anterior anunciado pela GM ela já foi contemplada com R$ 1,2 bilhão, injetado entre 2014 e 2020, para a produção de novo veículo, cujo nome não foi revelado. No entanto, é esperado para dezembro o início da produção de modelo de SUV, que segundo fontes do mercado deverá ser o Tracker, hoje importado do México. A unidade de São Caetano é responsável pela produção de quatro modelos atualmente: Cobalt, Spin, Montana e Onix Joy.

TERCEIRO TURNO - Em relação às contratações, que também serão feitas nas duas unidades, Munhoz destaca que devem ser iniciadas primeiro na região, que concentra o setor de engenharia. com praticamente 4.000 trabalhadores. “Começam sempre antes essas contratações, depois vêm para o setor de ferramental”, afirmou.

O executivo também afirmou que há possibilidade de retomar o terceiro turno da fábrica da região. “Quando você faz um produto, há quatro coisas fundamentais: que ele seja bem feito, seja robusto, tenha qualidade e o consumidor goste. Por exemplo, o Onix é sucesso tão grande que ele é produzido em Gravataí (no Rio Grande do Sul) e em São Caetano. Ou seja, todo produto depende da gente acertar no gosto do consumidor”, celebrou.

“Nessa perspectiva de criação de terceiro turno, a grande probabilidade é de que todos esses trabalhadores sejam contratados em São Caetano”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, ao completar que isso pode ocorrer no segundo semestre. Em relação às negociações com os trabalhadores da região, a GM e a entidade mantiveram acordo coletivo entre as partes válido até 2020.

INCENTIVOS - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), destacou o programa IncentivAuto, anunciado na última semana. A iniciativa prevê desconto em até 25% no ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), faixa que a GM é contemplada. Isso porque o benefício é concedido mediante investimento a partir de R$ 1 bilhão e criação de pelo menos 400 empregos.

Além disso, o governador destacou, junto ao secretário da Fazenda e Planejamento Henrique Meirelles (MDB), que está discutindo com as empresas e, internamente, cronograma de liberação dos créditos do ICMS, um pleito das montadoras, impulsionados pelo aumento nas exportações no último ano. “A orientação é avançar no pagamento gradual, mas evitar acúmulo que foi feito no passado e causou este desconforto”, disse.

No anúncio também estiveram presentes representantes do Legislativo estadual da região. O deputado Thiago Auricchio (PR) comemorou a notícia. “Para quem estava num cenário desolador no fim do ano passado, a notícia é para comemorar mesmo. A gente fica contente por conta da nossa participação ativa. Participei da primeira reunião da GM junto às prefeituras e sindicatos, e também pude debater na Prefeitura de São Caetano sobre os incentivos que seriam dados na cidade.”

A deputada Carla Morando (PSDB) destacou a atuação de Doria para reverter a situação da empresa. “O governador atuou de maneira decisiva para que a GM ficasse no nosso País. Esse anúncio é fundamental para o Grande ABC, mas também beneficia todo o Estado porque movimenta a economia”, assinalou.


Prefeitura anuncia programa de incentivo voltado a montadoras

A Prefeitura de São Caetano anunciou o ProAuto (Programa de Incentivo à Indústria Automobilística) na Câmara dos Vereadores, na tarde de ontem. A expectativa é a de que o projeto de lei seja aprovado pelo Legislativo na próxima sessão, terça-feira que vem. Apesar de ter sido desenhada especificamente para a GM (General Motors), a iniciativa também vai contemplar outras empresas que integram o segmento e se instalarem na cidade.

As companhias terão isenção total de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e redução da alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviços) de 5% para 2% durante período de oito anos, ou seja, entre 2019 e 2027. A tarifa de esgoto terá desconto de até 80%. A de água também será diferenciada, baseada na média de consumo de cada empresa. No caso da GM, a cobrança será sobre do consumo mínimo de 38 mil m³ em vez de 45 mil m³.

Considerando todos os impostos, a administração pública da cidade terá renúncia fiscal de R$ 100 milhões em oito anos. Porém, o retorno previsto para o mesmo período é de R$ 1,1 bilhão, principalmente por conta do IPM (Índice de Participação dos Municípios). “Fundamentalmente, vamos ganhar no aumento da produtividade ao longo desses oito, dez anos, no recolhimento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Um ganho de escala de pelo menos dez por um (ao abrir mão de R$ 100 milhões, deverá receber R$ 1,1 bilhão)”, afirmou o prefeito da cidade José Auricchio Júnior (PSDB).

Segundo o vice-presidente da GM no Brasil, Marcos Munhoz, logo após apuração das dificuldades nas plantas da marca no País – o que a longo prazo acarretaria o fechamento das unidades –, a Prefeitura foi procurada. “E a resposta foi: Estamos juntos. Isso realmente é um investimento e um incentivo que vão trazer ganhos à cidade.”

A medida também visa aumentar o número de empresas na cidade, já que outras montadoras que se instalarem em São Caetano poderão fazer uso do ProAuto, desde que, passados dois anos, tenham aumento de 20% na produção. Para manter o benefício, após oito anos este número deve ser 80% maior em relação ao ano de instalação.

Também foi criada uma comissão de análise de incentivos fiscais, que vai analisar os pleitos das empresas e assegurar as condições durante a vigência do ProAuto. Caso a companhia não atinja os percentuais de crescimento previstos no programa, ela passará a ser cobrada das alíquotas regulares. “É uma medida de segurança para o município. Se ela completar dois biênios sem atingir os resultados, os benefícios são anulados”, explicou o secretário da Fazenda do município, Jefferson Cirne da Costa. 

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