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Jaime Acioli/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Artista plástico José Leonilson ganha exposição e documentário em São Paulo


Vinícius Castelli

12/02/2019 | 07:00


José Leonilson voltou sua atenção e produção para sentimentos, sexualidade e relações amorosas. E não só para as suas, mas para as daqueles que faziam parte de sua vida. Isso para fazer refletir sobre a condição humana. Expoente da arte contemporânea brasileira, o artista plástico cearense que se radicou em São Paulo morreu em 1993 – aos 36 anos, em decorrência da Aids –, mas suas obras podem ser apreciadas na mostra Leonilson: Arquivo e Memória Vivos, que ganha vida a partir do dia 20, no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo.

O público poderá ver mais de 120 peças, várias delas inéditas, por serem de coleções particulares e institucionais. Entre as escolhidas estão pinturas, desenhos e bordados. Com curadoria assinada por Ricardo Resende, a exposição tem caráter retrospectivo e divide-se em três partes. Da fase inicial do artista, de quando tinha 14 anos, a exposição pincela o primeiro trabalho dele de que se tem conhecimento: uma pintura sem título, de 1971, que traz o desenho de um peixe.

Dos anos 1980, percebe-se a presença constante de desenhos de montanhas, imagens que se repetem ao longo de sua obra. Segundo o curador, essas imagens têm o sentido de proteção para Leonilson.

É na terceira e última fase de seu trabalho – momento mais intenso e dramático da obra do artista – que Leonilson toma coragem para falar tanto da doença quanto da morte – temas ainda hoje tabus – e repercute ambas as coisas fortemente em sua criação. “O trabalho dele é excepcionalmente sensitivo. É no uso do repertório gráfico que ele expressa sua visão de mundo, inconfundível no manejo dos símbolos, no desenho das palavras, no formato dos textos e nas histórias que criava”, afirma o curador.

Resende explica ainda que, ao mesmo tempo em que o artista consegue tocar o público pela delicadeza e simplicidade dos materiais utilizados em suas obras, “por outro lado fere como uma punhalada com suas verdades incontestes”.

Além das obras, o público poderá ver no mesmo espaço expositivo a exibição em looping de Leonilson, Sob o Peso dos Meus Amores, documentário de Carlos Nader que é ilustrado por entrevistas com figuras próximas ao artista, como a irmã Ana Lenice da Silva, a amiga Leda Catunda e os curadores Adriano Pedrosa, Lisette Lagnado e Ricardo Resende.

Leonilson: Arquivo e Memória Vivos – Exposição. No Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1.313), em São Paulo. A partir do dia 20 até 19 de maio. De terça a sábado, das 10h às 22h e domingos, 10h às 20h. Entrada gratuita. 



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Artista plástico José Leonilson ganha exposição e documentário em São Paulo

Vinícius Castelli

12/02/2019 | 07:00


José Leonilson voltou sua atenção e produção para sentimentos, sexualidade e relações amorosas. E não só para as suas, mas para as daqueles que faziam parte de sua vida. Isso para fazer refletir sobre a condição humana. Expoente da arte contemporânea brasileira, o artista plástico cearense que se radicou em São Paulo morreu em 1993 – aos 36 anos, em decorrência da Aids –, mas suas obras podem ser apreciadas na mostra Leonilson: Arquivo e Memória Vivos, que ganha vida a partir do dia 20, no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo.

O público poderá ver mais de 120 peças, várias delas inéditas, por serem de coleções particulares e institucionais. Entre as escolhidas estão pinturas, desenhos e bordados. Com curadoria assinada por Ricardo Resende, a exposição tem caráter retrospectivo e divide-se em três partes. Da fase inicial do artista, de quando tinha 14 anos, a exposição pincela o primeiro trabalho dele de que se tem conhecimento: uma pintura sem título, de 1971, que traz o desenho de um peixe.

Dos anos 1980, percebe-se a presença constante de desenhos de montanhas, imagens que se repetem ao longo de sua obra. Segundo o curador, essas imagens têm o sentido de proteção para Leonilson.

É na terceira e última fase de seu trabalho – momento mais intenso e dramático da obra do artista – que Leonilson toma coragem para falar tanto da doença quanto da morte – temas ainda hoje tabus – e repercute ambas as coisas fortemente em sua criação. “O trabalho dele é excepcionalmente sensitivo. É no uso do repertório gráfico que ele expressa sua visão de mundo, inconfundível no manejo dos símbolos, no desenho das palavras, no formato dos textos e nas histórias que criava”, afirma o curador.

Resende explica ainda que, ao mesmo tempo em que o artista consegue tocar o público pela delicadeza e simplicidade dos materiais utilizados em suas obras, “por outro lado fere como uma punhalada com suas verdades incontestes”.

Além das obras, o público poderá ver no mesmo espaço expositivo a exibição em looping de Leonilson, Sob o Peso dos Meus Amores, documentário de Carlos Nader que é ilustrado por entrevistas com figuras próximas ao artista, como a irmã Ana Lenice da Silva, a amiga Leda Catunda e os curadores Adriano Pedrosa, Lisette Lagnado e Ricardo Resende.

Leonilson: Arquivo e Memória Vivos – Exposição. No Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1.313), em São Paulo. A partir do dia 20 até 19 de maio. De terça a sábado, das 10h às 22h e domingos, 10h às 20h. Entrada gratuita. 

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