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Após perder enterro de Vavá, Lula decide não vir a São Bernardo, diz Okamotto

Caroline Garcia/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Próprio ex-presidente teria comunicado desejo a seus advogados após saber de sepultamento do irmão


Da AE
Com dgabc.com.br

30/01/2019 | 13:50


O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva não virá para São Bernardo para se encontrar com familiares após o sepultamento de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. O próprio ex-presidente teria comunicado seus advogados após tomar conhecimento de que seu irmão já tinha sido sepultado.

"O presidente Lula gostaria de participar do enterro e se despedir do seu querido irmão. É claro que ele também quer se encontrar com a família, mas para isso vai ter outra oportunidade", disse Okamotto.

O ex-ministro Gilberto Carvalho também lamentou que a autorização tenha sido dada tão tarde, o que tornou inviável a vinda do ex-presidente. Ele não viria se despedir do irmão e sim encontrar com familiares. Lula teria agradecido Dias Toffoli, mas decidiu não se deslocar porque não faria mais sentido. Carvalho agradeceu ao ministro, teceu crítica à "crueldade" da juíza, ao "cinismo" da Polícia Federal - que alegou razões de logísticas e de segurança - e afirmou que, com relação a Lula, "não há limites".  

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, acolheu parcialmente o pedido da defesa de Lula e havia autorizado que o ex-presidente se deslocasse para uma unidade militar no Grande ABC, para se encontrar familiares. Durante o sepultamento, parentes não sabiam se haveria esse encontro em alguma base militar nem em qual local aconteceria.

Na decisão, Toffoli assegurava a possibilidade de que o corpo de Vavá fosse deslocado para a unidade militar, destacando que "prestar a assistência ao preso é um dever indeclinável do Estado". Vavá, no entanto, foi sepultado minutos depois, às 13h.

Ainda conforme despacho, Toffoli frisou que, segundo a Polícia Federal, não haveria tempo hábil para o deslocamento de Lula ao local do sepultamento, além dos riscos à segurança dos presentes e de agentes públicos mobilizados para o deslocamento.

"Todavia, as eventuais intercorrências apontadas no relatório policial, a meu ver, não devem obstar o cumprimento de um direito assegurado àqueles que estão submetidos a regime de cumprimento de pena, ainda que de forma parcial, vale dizer, o direito de o requerente (Lula) encontrar-se com familiares em local reservado e preestabelecido para prestar a devida solidariedade aos seus, mesmo após o sepultamento, já que não há objeção da lei", ressaltou Toffoli.

"Por essas razões, concedo ordem de habeas corpus de ofício para, na forma da lei, assegurar, ao requerente Luiz Inácio Lula da Silva, o direito de se encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje, em Unidade Militar na Região, inclusive com a possibilidade do corpo do de cujos ser levado à referida unidade militar, a critério da família", determinou Toffoli.



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Após perder enterro de Vavá, Lula decide não vir a São Bernardo, diz Okamotto

Próprio ex-presidente teria comunicado desejo a seus advogados após saber de sepultamento do irmão

Da AE
Com dgabc.com.br

30/01/2019 | 13:50


O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva não virá para São Bernardo para se encontrar com familiares após o sepultamento de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. O próprio ex-presidente teria comunicado seus advogados após tomar conhecimento de que seu irmão já tinha sido sepultado.

"O presidente Lula gostaria de participar do enterro e se despedir do seu querido irmão. É claro que ele também quer se encontrar com a família, mas para isso vai ter outra oportunidade", disse Okamotto.

O ex-ministro Gilberto Carvalho também lamentou que a autorização tenha sido dada tão tarde, o que tornou inviável a vinda do ex-presidente. Ele não viria se despedir do irmão e sim encontrar com familiares. Lula teria agradecido Dias Toffoli, mas decidiu não se deslocar porque não faria mais sentido. Carvalho agradeceu ao ministro, teceu crítica à "crueldade" da juíza, ao "cinismo" da Polícia Federal - que alegou razões de logísticas e de segurança - e afirmou que, com relação a Lula, "não há limites".  

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, acolheu parcialmente o pedido da defesa de Lula e havia autorizado que o ex-presidente se deslocasse para uma unidade militar no Grande ABC, para se encontrar familiares. Durante o sepultamento, parentes não sabiam se haveria esse encontro em alguma base militar nem em qual local aconteceria.

Na decisão, Toffoli assegurava a possibilidade de que o corpo de Vavá fosse deslocado para a unidade militar, destacando que "prestar a assistência ao preso é um dever indeclinável do Estado". Vavá, no entanto, foi sepultado minutos depois, às 13h.

Ainda conforme despacho, Toffoli frisou que, segundo a Polícia Federal, não haveria tempo hábil para o deslocamento de Lula ao local do sepultamento, além dos riscos à segurança dos presentes e de agentes públicos mobilizados para o deslocamento.

"Todavia, as eventuais intercorrências apontadas no relatório policial, a meu ver, não devem obstar o cumprimento de um direito assegurado àqueles que estão submetidos a regime de cumprimento de pena, ainda que de forma parcial, vale dizer, o direito de o requerente (Lula) encontrar-se com familiares em local reservado e preestabelecido para prestar a devida solidariedade aos seus, mesmo após o sepultamento, já que não há objeção da lei", ressaltou Toffoli.

"Por essas razões, concedo ordem de habeas corpus de ofício para, na forma da lei, assegurar, ao requerente Luiz Inácio Lula da Silva, o direito de se encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje, em Unidade Militar na Região, inclusive com a possibilidade do corpo do de cujos ser levado à referida unidade militar, a critério da família", determinou Toffoli.

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