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Gás tem reajuste de 8,5% a partir de hoje

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com valor mais alto nas refinarias, botijão pode aumentar entre R$ 3 e R$ 6 para o consumidor


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

06/11/2018 | 07:22


O preço do botijão de gás será reajustado em 8,5% nas refinarias a partir de hoje, de acordo com anúncio da Petrobras. O valor representa praticamente o dobro do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação no País, que em 12 meses, encerrados em setembro, acumulou alta de 4,53%. A diferença é ainda maior quando considerado o índice de 2018, que está em 3,34%.

Segundo a Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), o valor do botijão de 13 quilos deve ficar entre R$ 3 e R$ 6 mais caro para o consumidor. Como no Grande ABC a média de preços é de R$ 68,06, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), com o reajuste pode chegar a até R$ 74,06.

Para o presidente da associação, Alexandre Jose Borjaili, o valor do repasse depende da variação dos custos de cada companhia, da marca e da localização. “Normalmente, pelo nosso histórico, deve oscilar entre R$ 3 e R$ 6 o aumento das companhias para os revendedores. E eles repassam essa pancada inteira para o consumidor, porque não têm mais condições de absorver esses aumentos. Se a revenda não repassa, ela fica comprometida financeiramente. Um outro problema é que, com essa alta, acaba crescendo o mercado ilegal, o barato que sai caro”, disse ele, afirmando que o botijão deve sofrer mais um reajuste neste ano, já que os Estados ainda devem aumentar o fator de cálculo para o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do gás de cozinha.

Proprietário de uma revenda de gás no Jardim Bom Pastor, em Santo André, Salomão Camilo de Carvalho, 37 anos, afirmou que vai esperar o percentual que deve ser repassado para chegar num valor do produto. “Acredito que venha numa média de R$ 3. Hoje, o mercado está muito competitivo, então se eu reduzo ou reajusto o preço, o concorrente faz isso também. Atualmente, vendo a R$ 58 em dinheiro e R$ 60 no cartão. Então pode ser que a gente tire esse desconto, por exemplo, mas ainda vamos esperar o valor novo para ver se repassamos ou absorvemos”, afirmou.

A Petrobras, que aplicou o último reajuste em julho, destacou que o novo preço representa um ajuste de R$ 1,97 em relação aos R$ 23,10 (preço nas refinarias) vigentes para o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) de uso residencial. “A desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP foram os principais fatores para a alta. A referência continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%”, informou a estatal em nota. Ela também explicou que 34% do valor final ao consumidor corresponde à Petrobras e que existem outras variáveis externas.

O coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, disse que as famílias com menores rendimentos devem sofrer mais com o reajuste do item que é considerado básico dentro de uma casa. Segundo ele, a alta deve ter reflexo na diminuição do poder de compra das famílias.

“Ainda estamos em um processo de lenta recuperação da economia, com o emprego não reagindo como deveria. Deve haver diminuição de poder de compra. Entendo que isso sendo repassado para o consumidor final tem impacto forte na renda, então, pode ser que algumas contas do dia a dia deixem de ser pagas, por exemplo. Além disso, o impacto também é repassado pelos restaurantes, que gastam mais com o gás de cozinha, e deve ter reflexos na inflação”, analisou. 



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