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Por que voto nulo


Do Diário do Grande ABC

26/10/2018 | 13:41


O segundo turno da eleição presidencial de 2018 não tem precedentes. Pode significar o fim da era Lula/Dilma Rousseff/Michel Temer (2003-2018), marcada pela corrupção, e, ao mesmo tempo, trazer sérios riscos de retrocesso à democracia e à ampla liberdade, garantias que permitem expressar opiniões e criticar o presidente da República, por exemplo, sem medo de sofrer retaliações. Por traz da fala mansa do candidato Haddad, espécie de laranja de Lula, os velhos caciques do PT estão dispostos a pôr em prática receita que o Brasil conhece bem e está farto – responsável por 13 milhões de desempregados e outros 62 mil assassinatos por ano. Representante do presidiário de Curitiba, Haddad manteria a fórmula surrada de alianças com o chamado Centrão e a distribuição de cargos estratégicos, por meio dos quais políticos continuariam a roubar recursos que deveriam financiar o desenvolvimento do País. Voltariam todos a se organizar para assaltar o Estado. 

Já o candidato Bolsonaro é salto no escuro. Isolado, sem alianças, o ex-capitão do Exército, deputado inexpressivo, mostra despreparo ao fugir dos debates. Quase não tem o que dizer. Esconde-se, protegido pelas redes sociais e seu exército de disseminadores de fake news. Além disso, instiga ódio, violência, intolerância e é capaz de idolatrar sujeitos como o ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, assassino que prestou ‘serviços’ ao regime militar (1964-1985). E não adianta defendê-lo – sou uma de suas vítimas, em 1972, prova viva de que torturava pessoas sequestradas e presas ilegalmente nos porões da ditadura. Fiquei com deficiência auditiva permanente. 

Candidato do sistema, Haddad não teria alternativa a não ser baixar a cabeça e dar guarida aos privilégios que fazem do Brasil País injusto, desigual e subdesenvolvido. Não passaria de marionete, Dilma Rousseff sem saias, dependente do apoio político do chefe e, por isso mesmo, pronto a obedecê-lo, mesmo que as ordens agora venham da cadeia.

Por sua vez, Bolsonaro está longe de possuir as credenciais e qualidades de chefe de Estado, como o Brasil tanto precisa. Após 50 anos de luta pela democracia, constrangido e ciente da reação emotiva do eleitorado contra os malfeitos perpetrados pelo PT, tomei minha decisão: voto nulo.

Não tenho dúvidas de que chegamos a essa difícil quadra da vida política brasileira graças às lambanças promovidas pelos governos do PT. Agora, independentemente do resultado final da eleição, caberá às forças democráticas a firme defesa das instituições e das conquistas sociais, ameaçadas por duas candidaturas extremas que, por ironia, se tornam semelhantes em seus radicalismos. Nós, democratas, não deixaremos o Brasil retroceder para ditadura, seja de esquerda ou de direita.

Gilberto Natalini é vereador pelo PV de São Paulo.

Palavra do leitor

Depois

 Faltam contadas horas para que o brasileiro emita seu voto no segundo turno das eleições. Voto este que já está na mente de cada um, e dificilmente até lá haverá de mudá-lo. No domingo à noite as expectativas irão se desfazer e exatamente a metade dos postulantes será coroada vitoriosa. A outra metade carregará em cada currículo essa derrota. Salvo raras exceções os candidatos a governador e a presidente serão implacavelmente derrotados por estratégia de ataques pessoais a seu passado, a suas escolhas, a suas preferências e a suas filosofias. A indagação que insiste em sair do pensamento de cada brasileiro é se já na primeira semana do próximo mês os vitoriosos estarão, por fim, nos informando o que pretendem fazer pelo Estado e pelo Brasil. Ou será que haverá infinitos novos turnos de enfrentamentos na Justiça por não acatar as urnas, ou por não conter o ódio a seus oponentes?

Ruben J. Moreira

São Caetano

Semiacabadas

 A Prefeitura de São Bernardo está se ‘autogloriando’ com as obras em toda a cidade. Obras sim, mas todas pessimamente projetadas e semiacabadas! Um símbolo é o viaduto sobre a Castelo Branco. Muda quase diariamente e está cheio de buracos. Outra obra-prima é na própria Castelo Branco. Não basta de ter lombadas vingativas e indicação horizontal inexistente. A obra semiacabada faz dessa ‘avenida’ intransitável. Se não fosse trágico seria divertido de ver os motoristas perdidos, nem o aplicativo Waze consegue encontrar saída!

Serge R. Vandevelde

São Bernardo

Tem de mudar! 

 Não peço a ditadura de volta, mas esta democracia – mantendo tantos privilégios ao poder público e inúmeras vantagens aos assassinos, corruptos e vagabundos, tudo às custas de quem é honesto e efetivamente trabalha – tem que mudar. Esse é o sentimento da maior parte da população. Referindo-se às declarações do deputado federal mais votado, Rosa Weber, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), defendeu a honra dos homens de toga, mas as questionáveis decisões de ministros – como a de Gilmar Mendes mandando soltar inclusive o médico monstro estuprador de mulheres – não dão crédito às suas palavras. A ex-ministra Ellen Gracie, quando da morte do menino João Hélio, em 2007, arrastado no asfalto por assaltantes no Rio, disse não aprovar medidas extremas em momentos de angústia e revolta, mas desde então pouco ou nada foi feito e a criminalidade só aumentou, com os bandidos, mesmo presos, se organizando e agindo com sucesso e cada vez mais confiantes no marasmo e na conveniente cegueira da ‘Justiça’. 

Nilson Martins Altran

São Caetano

Às vésperas 

 Cada dia que passa, aproximando-se o segundo turno das eleições para presidente e governadores, os institutos de pesquisas estão cada vez mais subestimando a inteligência do povo brasileiro, achando que a população muda de opinião como se troca de camisa, ou como políticos, que, depois de eleitos, não cumprem um terço do que prometeram em campanha. Portanto, é muito importante que haja seriedade e respeito com a Nação brasileira. 

Sérgio Antonio Ambrósio

 Mauá

Derrotados

 Katia Abreu, senadora pelo PDT de Tocantins, derrotada juntamente com Ciro Gomes no primeiro turno, disse que votará em branco no segundo. Ótimo! Depois de ler os planos dos dois governos, chegou à conclusão de que nenhum a convenceu, portanto, como senadora nada terá a dizer, pois, segundo entendo, quem vota em branco desiste de lutar. Sobe no muro e fica vendo a banda passar. Também nada poderá dizer sobre aquele que estiver governando o País. Lembrando que ela foi contra o impeachment de Dilma, passou o chapéu chorando aposentadoria à sua amiga, que só ganhava R$ 5.000. Desse choro saiu o golpe do fatiamento apoiado por Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski. Enquanto derrotados, ocupam-se em dar suas opiniões. Dispensáveis. O Brasil segue tentando se salvar dessa picaretagem. 

Izabel Avallone

 Capital



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