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Lançamentos na região terão pico em 2021

Para Acigabc, unidades disponíveis não são suficientes para atender à demanda reprimida


Flavia Kurotori
Especial para o Diário

26/10/2018 | 07:00


Após amargar três anos de retração, a construção civil deve voltar a crescer expressivamente a partir de 2019, atingindo o ápice em 2021. Isso porque as 1.900 unidades em estoque no Grande ABC, atualmente, não serão suficientes para atender à demanda reprimida, uma vez que as empresas frearam os lançamentos nos últimos três anos por conta da crise econômica. A projeção é do presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Marcus Santaguita.

“Nosso estoque de unidades é o mais baixo da série histórica, iniciada em 2004. O estoque médio costuma ser de 4.000 a 5.000 unidades”, pontuou Santaguita. “A partir de agora, as empresas vão ter que correr atrás desse delay para atender à demanda. No início, terá um pequeno pico de lançamentos e, depois, uma estabilização em patamares normais, voltando à produção anual de 6.000 a 8.000 unidades.”

Para o presidente da Acigabc, essa procura será alta, pois “o grande sonho do brasileiro é a casa própria”. “De positivo temos a taxa de juros, que está bem reduzida, e a inflação sob controle. Mas o que está faltando é a confiança do consumidor em relação à manutenção do seu emprego e da sua renda”, avaliou. “Acreditamos que esse ponto será resolvido a partir do momento em que um novo presidente for definido.”

Assim, considerando que o processo de recuperação na construção civil é lento, o número de lançamentos deve começar a aumentar em 2019, chegando ao ápice em 2021, quando o mercado terá alcançado os mesmos patamares de 2013. “Nós não acreditamos que o boom que houve entre 2006 e 2010 vá acontecer de novo, mas o mercado vai estabilizar”, afirmou.

PERFIL - Segundo Santaguita, saber como conversar com o público é questão-chave para as empresas do setor. “Houve uma mudança de tendência muito grande no intervalo de dois ou três anos. É importante que as empresas dominem a comunicação digital, por redes sociais. Quem não se adequar a isso vai ter dificuldade nos próximos anos.”

Com o objetivo de indicar o futuro desse mercado ante tais mudanças, a Acigabc realizou, em parceria com o Sicredi, ontem, o evento Construindo o Grande ABC, em Santo André.

Paulo Serra (PSDB), prefeito do município, salientou que a ação é essencial para preparar o setor para quando “os bons ventos da economia baterem, estar preparado para navegar por essas águas”.

Na ocasião, Marcus Araújo, presidente da Datastore, assinalou características que os consumidores estão buscando ao comprar um imóvel. Destacam-se equipamentos de lazer que ocupam menos espaço e, consequentemente, geram menos custos; enxugamento de até 50% nos terrenos, dado que as famílias estão diminuindo; aplicativo para controle de acesso de visitantes nas portarias, local para receber e armazenar compras feitas pela internet, além do compartilhamento de utensílios e ferramentas.
 



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