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Democracia e decisões econômicas


Sandro Maskio*

06/10/2018 | 07:30


Nos últimos anos vivenciamos a maior e mais longa crise econômica registrada na história do Brasil, em grande parte provocada por decisões políticas, bem como pelo conturbado ambiente político no qual se estabeleceu no País.

Mas por quê o ambiente político e suas decisões afetam tanto a dinâmica da economia? A escolha dos representantes da sociedade no processo eleitoral, em tese, selecionará aqueles que nos representarão nas diversas decisões em torno dos mais variados assuntos da Nação.

Com relação ao aspecto econômico, as principais decisões estão atreladas ao projeto de desenvolvimento que se pretende instalar e sua viabilidade. Ou seja, em um processo democrático, a escolha tende a definir o projeto econômico que a sociedade deseja que seja adotado.

Entretanto, é preciso reconhecer que qualquer opção escolhida pela sociedade incorrerá em decisões técnicas, como mecanismos para estabilização de preços, para estímulo à atividade produtiva e geração de emprego; em questões jurídicas, que envolvem o ordenamento legal instituído e as possibilidades de alteração, se necessário; e em discussões políticas, dado que qualquer modelo de desenvolvimento econômico impactará na distribuição dos resultados produtivos.

Ou seja, as decisões em torno das questões econômicas nunca são simples nem neutras. Temos como exemplo a atual crise econômica, fruto de decisões que ao longo dos tempos não se mostraram as mais eficientes para um projeto econômico de longo prazo.

Infelizmente, os gestores brasileiros, nas últimas décadas, perderam a capacidade de estabelecer projetos econômicos sólidos, focados no longo prazo. Isso se deve em parte pela miopia estabelecida por pressões de curto prazo para estabilizar elevadas inflações e ajustar rapidamente as contas públicas.

Não me parece que conseguiremos sair dessa dinâmica econômica democrática se a sociedade não for capaz de escolher e cobrar o desenvolvimento de um projeto de País de longo prazo. A grande pergunta a ser respondida neste quesito é: em que estágio de desenvolvimento econômico queremos estar daqui 50 anos? Qual a melhor estratégia e como viabilizá-la?

* Coordenador de estudos do Observatório Econômico da Escola de Gestão e Direito da Metodista 



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Democracia e decisões econômicas

Sandro Maskio*

06/10/2018 | 07:30


Nos últimos anos vivenciamos a maior e mais longa crise econômica registrada na história do Brasil, em grande parte provocada por decisões políticas, bem como pelo conturbado ambiente político no qual se estabeleceu no País.

Mas por quê o ambiente político e suas decisões afetam tanto a dinâmica da economia? A escolha dos representantes da sociedade no processo eleitoral, em tese, selecionará aqueles que nos representarão nas diversas decisões em torno dos mais variados assuntos da Nação.

Com relação ao aspecto econômico, as principais decisões estão atreladas ao projeto de desenvolvimento que se pretende instalar e sua viabilidade. Ou seja, em um processo democrático, a escolha tende a definir o projeto econômico que a sociedade deseja que seja adotado.

Entretanto, é preciso reconhecer que qualquer opção escolhida pela sociedade incorrerá em decisões técnicas, como mecanismos para estabilização de preços, para estímulo à atividade produtiva e geração de emprego; em questões jurídicas, que envolvem o ordenamento legal instituído e as possibilidades de alteração, se necessário; e em discussões políticas, dado que qualquer modelo de desenvolvimento econômico impactará na distribuição dos resultados produtivos.

Ou seja, as decisões em torno das questões econômicas nunca são simples nem neutras. Temos como exemplo a atual crise econômica, fruto de decisões que ao longo dos tempos não se mostraram as mais eficientes para um projeto econômico de longo prazo.

Infelizmente, os gestores brasileiros, nas últimas décadas, perderam a capacidade de estabelecer projetos econômicos sólidos, focados no longo prazo. Isso se deve em parte pela miopia estabelecida por pressões de curto prazo para estabilizar elevadas inflações e ajustar rapidamente as contas públicas.

Não me parece que conseguiremos sair dessa dinâmica econômica democrática se a sociedade não for capaz de escolher e cobrar o desenvolvimento de um projeto de País de longo prazo. A grande pergunta a ser respondida neste quesito é: em que estágio de desenvolvimento econômico queremos estar daqui 50 anos? Qual a melhor estratégia e como viabilizá-la?

* Coordenador de estudos do Observatório Econômico da Escola de Gestão e Direito da Metodista 

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