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Sem resposta da Prefeitura, Banda Lyra teme recesso da Câmara

20/06/2009 | 08:33
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Nario Barbosa/DGABC
Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Há mais de três meses, a diretoria da Banda Lyra de Mauá não tem nenhum posicionamento da Prefeitura sobre a doação de uma área para a construção da nova sede e da subvenção de R$ 150 mil prometida pela administração.

Segundo o maestro-coordenador, Carlos Binder, a última reunião com o prefeito Oswaldo Dias (PT) foi em 16 de março quando foi prometida avaliação sobre o caso. Se até terça-feira (23) o prefeito não manifestar nenhuma posição, conforme solicitado pela Câmara Municipal, a questão só voltará a ser discutida entre os vereadores após o recesso parlamentar, em agosto.

A morosidade e o descaso das autoridades públicas em buscar alternativas para salvar o grupo musical é motivo de indignação para os pais e músicos.

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Para o maestro Eduardo Stella, a possível dissolução da Banda Lyra vai além da perda musical: atinge todo o trabalho social e de inclusão que é feito com crianças e adolescentes. "É um total descaso dos órgãos públicos, que, de certa forma, estimulam esses jovens a ir para as ruas em vez de aprender cultura e educação", lamentou Stella.

Este é o mesmo pensamento da dona de casa Eugênia Maria Silveira dos Santos, 53 anos, mãe de Ana Carolina Silveira Santos, 11 anos. A garota integra o corpo coreográfico da banda há três anos. "Tenho medo da Lyra acabar. Quero aprender a tocar trompa aqui", disse Ana.

Sem recursos, há o risco do número de integrantes ser reduzido de 300 para 100 até setembro. "Mesmo com a ajuda de alguns parceiros, isso tornará insustentável a manutenção do grupo com a mesma estrutura", disse o coordenador Carlos Binder.

O presidente da Câmara de Mauá, José Rogério Moreira Santana (PT), tenta amenizar a situação de esquecimento pelo poder público dizendo que outras entidades também passam por problemas semelhantes ao da Lyra. "Todos os vereadores têm consciência da importância da banda na cidade. Acredito que essa dificuldade seja momentânea", disse Santana.

Para o regente e trompetista Juan Martinez Pardines Filho, de São Bernardo, é fundamental a incisiva manifestação popular para cobrar dos políticos uma solução para o problema.

"O trabalho da banda (Lyra) envolve as pessoas não apenas na formação profissional, mas também pessoal", concluiu Filho.  




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