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Região abandona dez projetos prioritários para a mobilidade

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Apenas quatro obras voltadas ao transporte estão em andamento, aponta estudo da CNT


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

28/08/2018 | 07:00


 Dez de 14 projetos elencados pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) como prioritários para que municípios da região tenham um sistema de transporte moderno e livre de problemas estão engavetados. A informação consta no sexto Plano CNT de Transporte e Logística, divulgado ontem. 

O material elenca 2.663 projetos essenciais em todo o País para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte nacional. Juntas, as propostas possuem orçamento de R$ 1,7 trilhão, valor de investimento mínimo considerado pela confederação como necessário para que o País melhore a integração dos modais.

Na região, as intervenções abrangem praticamente todos os formatos de transporte de cargas e de passageiros, incluindo a estrutura de terminais (veja relação completa acima).

Responsável atualmente por transportar média de 181,4 mil usuários na região, por meio de nove estações de trens da Linha 10 – Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o sistema ferroviário é um dos modais citados no estudo. Ao todo, são cinco projetos essenciais para o desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo e que cortam municípios do Grande ABC. Todos com obras sequer iniciadas.

Um dos casos citados é a construção da Linha 18 – Bronze, que prevê ligar o Grande ABC à Capital por monotrilho. O modal, que deveria ter sido entregue neste ano mas ainda não saiu do papel, está orçado no valor de R$ 4,26 bilhões.

A obra, segundo o estudo, é uma das intervenções que correm sérios riscos de quando inauguradas não suprirem a demanda de passageiros. “São obras que foram planejadas para uma determinada realidade e hoje, com o atraso, podem ser entregues já não suprindo o aumento de moradores que necessitam do serviço”, cita Fernanda Rezende, coordenadora de Desenvolvimento de Transporte da CNT. Segundo ela, se o País mantiver o ritmo moroso de investimento, somente daqui 144 anos o Brasil terá todas as intervenções listadas concluídas.

Outro projeto emblemático citado pelo estudo é a construção da Linha 20 – Rosa do Metrô. Apresentado em 2012, o ramal deveria ser a primeira linha subterrânea do Grande ABC. No entanto, o projeto não deve sair tão cedo do papel.

Segundo o governo do Estado, o plano foi suspenso em razão da crise financeira “que tem afetado o País, especialmente nos últimos quatro anos, após o início da Operação Lava Jato, que comprometeu a administração financeira das principais empreiteiras”.

Projetos municipais, como a construção de viaduto para transposição da via férrea em Ribeirão Pires, também são citados. Neste caso, a Prefeitura aguarda análise da Caixa Econômica para dar sequência à obra.

“O que nota-se é uma morosidade do poder público na execução das obras. Por este motivo, uma das sugestões da CNT é o investimento das parcerias com o setor privado, no entanto, com o fortalecimento da legislação atual para que isso seja feito com segurança”, explica Fernanda.

No levantamento, apenas quatro propostas possuem obras em andamento. São elas: a implantação do corredor Leste-Oeste e de faixas exclusivas de ônibus em São Bernardo; adequação de estações de trem da Linha 10 – Turquesa; e, por fim, a implantação de corredores de ônibus em Rio Grande da Serra.

 



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Região abandona dez projetos prioritários para a mobilidade

Apenas quatro obras voltadas ao transporte estão em andamento, aponta estudo da CNT

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

28/08/2018 | 07:00


 Dez de 14 projetos elencados pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) como prioritários para que municípios da região tenham um sistema de transporte moderno e livre de problemas estão engavetados. A informação consta no sexto Plano CNT de Transporte e Logística, divulgado ontem. 

O material elenca 2.663 projetos essenciais em todo o País para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte nacional. Juntas, as propostas possuem orçamento de R$ 1,7 trilhão, valor de investimento mínimo considerado pela confederação como necessário para que o País melhore a integração dos modais.

Na região, as intervenções abrangem praticamente todos os formatos de transporte de cargas e de passageiros, incluindo a estrutura de terminais (veja relação completa acima).

Responsável atualmente por transportar média de 181,4 mil usuários na região, por meio de nove estações de trens da Linha 10 – Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o sistema ferroviário é um dos modais citados no estudo. Ao todo, são cinco projetos essenciais para o desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo e que cortam municípios do Grande ABC. Todos com obras sequer iniciadas.

Um dos casos citados é a construção da Linha 18 – Bronze, que prevê ligar o Grande ABC à Capital por monotrilho. O modal, que deveria ter sido entregue neste ano mas ainda não saiu do papel, está orçado no valor de R$ 4,26 bilhões.

A obra, segundo o estudo, é uma das intervenções que correm sérios riscos de quando inauguradas não suprirem a demanda de passageiros. “São obras que foram planejadas para uma determinada realidade e hoje, com o atraso, podem ser entregues já não suprindo o aumento de moradores que necessitam do serviço”, cita Fernanda Rezende, coordenadora de Desenvolvimento de Transporte da CNT. Segundo ela, se o País mantiver o ritmo moroso de investimento, somente daqui 144 anos o Brasil terá todas as intervenções listadas concluídas.

Outro projeto emblemático citado pelo estudo é a construção da Linha 20 – Rosa do Metrô. Apresentado em 2012, o ramal deveria ser a primeira linha subterrânea do Grande ABC. No entanto, o projeto não deve sair tão cedo do papel.

Segundo o governo do Estado, o plano foi suspenso em razão da crise financeira “que tem afetado o País, especialmente nos últimos quatro anos, após o início da Operação Lava Jato, que comprometeu a administração financeira das principais empreiteiras”.

Projetos municipais, como a construção de viaduto para transposição da via férrea em Ribeirão Pires, também são citados. Neste caso, a Prefeitura aguarda análise da Caixa Econômica para dar sequência à obra.

“O que nota-se é uma morosidade do poder público na execução das obras. Por este motivo, uma das sugestões da CNT é o investimento das parcerias com o setor privado, no entanto, com o fortalecimento da legislação atual para que isso seja feito com segurança”, explica Fernanda.

No levantamento, apenas quatro propostas possuem obras em andamento. São elas: a implantação do corredor Leste-Oeste e de faixas exclusivas de ônibus em São Bernardo; adequação de estações de trem da Linha 10 – Turquesa; e, por fim, a implantação de corredores de ônibus em Rio Grande da Serra.

 

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