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Empréstimo a hospital em Diadema é adiado de novo

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Câmara posterga mais uma vez votação para aval ao Paço contrair financiamento de R$ 125 mi


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/08/2018 | 07:00


O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), precisou mais uma vez solicitar adiamento de votação de autorização legislativa para contrair empréstimo de R$ 125 milhões junto à Caixa Econômica Federal para construção de outro complexo hospitalar, em substituição ao Hospital Municipal, no bairro Piraporinha.

O texto voltou à pauta na sessão da Câmara de Diadema após meses de impasse. A discussão sobre o projeto se arrasta desde dezembro, quando o governo protocolou na Casa o documento solicitando aval do Parlamento para obtenção do financiamento. A oposição e parte da base de sustentação afirmavam que o texto não é claro o suficiente e o Paço precisava detalhar pontos da propositura.

Nas últimas semanas, Lauro intensificou pressão junto aos vereadores para que o empréstimo fosse avalizado. Alegou que a nota fiscal da Prefeitura havia saltado – embora a STN (Secretaria de Tesouro Nacional), vinculada ao Ministério da Fazenda, tenha desmentido – e que a melhora do rating trazia segurança financeira para o pagamento das parcelas da transação.

Mesmo assim, não houve consenso para votação ontem. Logo que o projeto foi lido pela mesa diretora, o líder do governo na Casa, Célio Boi (PSB), protocolou requerimento solicitando adiamento por três dias. “É apenas para ajuste de redação do projeto, por conta deste período de retira e recoloca (o texto para votação). Virou um bolo de rolo, não é? Por isso alguns trechos do projeto precisaram de nova redação. O valor (do empréstimo) segue o mesmo”, justificou o socialista, que está otimista com relação à apreciação, marcada para quinta-feira. “Conversamos com todos os vereadores. Eles entenderam a importância.”

A construção de outro equipamento é alternativa do governo Lauro para evitar a desocupação do Hospital Municipal a fórceps. Em junho, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Nacional), dono do terreno onde está localizado o HM, no bairro Piraporinha, requereu o prédio, sob alegação de recomendação da CGU (Controladoria-Geral da União) de que espaços pertencentes ao INSS não podem ser doados – precisariam ser vendidos ou, no máximo, permutados.

PUXÃO DE ORELHA - Quando anunciou oficialmente a melhora no rating, Lauro, em declaração que consta em material oficial, alfinetou os vereadores. “A Prefeitura elaborou o projeto básico para a construção de um novo complexo hospitalar em uma área própria, conseguiu o financiamento com a Caixa Econômica Federal, devido o aumento da nota do rating e enviou a minuta do projeto para apreciação da Câmara de Vereadores em dezembro de 2017. Até o momento o projeto não foi para votação”, argumentou Lauro. 



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