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Decifrar idiomas é pura diversão para estudantes


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

22/07/2011 | 07:19


Decifrar idiomas pouco conhecidos é o hobby de Nicolas Seoane Miquelin, 14 anos, e André Amaral de Souza, 17. Os dois jovens, moradores de Mauá e Diadema, respectivamente, vão representar o Grande ABC na 9ª Olimpíada Internacional de Linguística, que será realizada entre os dias 24 e 30 na Universidade Carnegie, na cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Apenas sete brasileiros, incluindo os dois estudantes da região, embarcam hoje para esta que será a primeira participação verde e amarela na olimpíada. Os meninos têm pela frente o desafio de decifrar línguas como grego micênico, morbung, inuktitut, birom, udihe, romeno e galego.

Eles não conhecem nenhum desses idiomas. Então, como conseguem traduzir e escrever frases durante as provas? Nicolas explicou que toda língua é puramente matemática. "Ela é feita de códigos, construções e repetições que preciso entender para conseguir realizar os exercícios", disse.

Aliás, tudo na vida de Nicolas é matemática: as aulas de piano, o xadrez e os jogos de tênis. Até os gols do seu time de futebol do coração, o Corinthians, são cálculo puro. "Se não tem estratégia matemática, a equipe não vence", garantiu o menino.

As provas têm duração de seis horas e cerca de cinco questões. O aluno tem pouco mais de uma hora para resolver cada uma. "Depois que você pega o jeito da língua, é tranquilo", garantiu o menino, o mais jovem entre os brasileiros que participarão da olimpíada.

O que Nicolas mais teme é algo que poderia parecer simples para o jovem que decifra línguas desconhecidas: o idioma inglês. "Faço curso há dois anos, mas não sei se vou me virar bem para falar", comentou. 

PROFISSÃO
Nicolas ainda não sabe que curso vai fazer na faculdade, mas tem certeza de que será na área de Exatas. Já André, que está no terceiro ano do Ensino Médio, decidiu por Engenharia da Computação. "Meu irmão faz e sei que tem muitos códigos. Ele me influenciou", afirmou.

André fica no colégio onde estuda, em São Paulo, das 6h às 18h, de segunda a sexta-feira. De manhã segue as aulas normais e, à tarde, participa do grupo de estudos específico para a olimpíada. Sobra pouco tempo para a diversão, certo? Errado. "Decifrar códigos é a minha distração. Adoro o que faço", garantiu o jovem.

A Olimpíada Internacional de Linguística ocorre anualmente em local itinerante e é destinada somente a alunos do Ensino Médio. A primeira edição deste evento ocorreu em 2003, em Borovets, na Bulgária, com a participação de oito países. A mais recente foi realizada em Estocolmo, na Suécia.



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Decifrar idiomas é pura diversão para estudantes

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

22/07/2011 | 07:19


Decifrar idiomas pouco conhecidos é o hobby de Nicolas Seoane Miquelin, 14 anos, e André Amaral de Souza, 17. Os dois jovens, moradores de Mauá e Diadema, respectivamente, vão representar o Grande ABC na 9ª Olimpíada Internacional de Linguística, que será realizada entre os dias 24 e 30 na Universidade Carnegie, na cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Apenas sete brasileiros, incluindo os dois estudantes da região, embarcam hoje para esta que será a primeira participação verde e amarela na olimpíada. Os meninos têm pela frente o desafio de decifrar línguas como grego micênico, morbung, inuktitut, birom, udihe, romeno e galego.

Eles não conhecem nenhum desses idiomas. Então, como conseguem traduzir e escrever frases durante as provas? Nicolas explicou que toda língua é puramente matemática. "Ela é feita de códigos, construções e repetições que preciso entender para conseguir realizar os exercícios", disse.

Aliás, tudo na vida de Nicolas é matemática: as aulas de piano, o xadrez e os jogos de tênis. Até os gols do seu time de futebol do coração, o Corinthians, são cálculo puro. "Se não tem estratégia matemática, a equipe não vence", garantiu o menino.

As provas têm duração de seis horas e cerca de cinco questões. O aluno tem pouco mais de uma hora para resolver cada uma. "Depois que você pega o jeito da língua, é tranquilo", garantiu o menino, o mais jovem entre os brasileiros que participarão da olimpíada.

O que Nicolas mais teme é algo que poderia parecer simples para o jovem que decifra línguas desconhecidas: o idioma inglês. "Faço curso há dois anos, mas não sei se vou me virar bem para falar", comentou. 

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Nicolas ainda não sabe que curso vai fazer na faculdade, mas tem certeza de que será na área de Exatas. Já André, que está no terceiro ano do Ensino Médio, decidiu por Engenharia da Computação. "Meu irmão faz e sei que tem muitos códigos. Ele me influenciou", afirmou.

André fica no colégio onde estuda, em São Paulo, das 6h às 18h, de segunda a sexta-feira. De manhã segue as aulas normais e, à tarde, participa do grupo de estudos específico para a olimpíada. Sobra pouco tempo para a diversão, certo? Errado. "Decifrar códigos é a minha distração. Adoro o que faço", garantiu o jovem.

A Olimpíada Internacional de Linguística ocorre anualmente em local itinerante e é destinada somente a alunos do Ensino Médio. A primeira edição deste evento ocorreu em 2003, em Borovets, na Bulgária, com a participação de oito países. A mais recente foi realizada em Estocolmo, na Suécia.

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