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Eleitores de 45 a 59 anos são maioria na região


Havolene Valinhos
Do Diário do Grande ABC

19/07/2010 | 07:59


O Grande ABC tem quase 2 milhões (1.932.834) de eleitores. De acordo com dados do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de junho, a região segue tendência do Estado ao demonstrar maior expressividade entre os eleitores de 45 a 59 anos com 472.481 mil. As cidades que apresentam maior eleitorado nessa faixa são Santo André (139.246) e São Bernardo (138.571).

Em segundo lugar aparece a faixa entre 25 e 34 anos, com 463.841 mil. O maior número de votantes nesta parcela também prevalece em São Bernardo (136.141) e Santo André (121.985). Embora na análise de cada município tal faixa seja maioria de votantes em Diadema (81.887). Mauá (71.702) e Rio Grande da Serra (8.596). Já Ribeirão Pires demonstra equilíbrio: são 20.967 de 25 a 34 anos e 20.294 de 45 a 59.

Os eleitores com 35 a 44 anos estão em terceiro lugar, sendo 403.406 mil na região.

Para o cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política, Rui Tavares Maluf, a fatia de eleitorado entre 45 e 59 anos pode ser explicada porque a população do Estado de São Paulo tem vivido mais.

O especialista cita que este perfil também tem mudado a forma como os políticos trabalham no Congresso Nacional. "Vemos questões sendo discutidas como o fator previdenciário e o reajuste dos aposentados. Muitos políticos se preocupam com esse eleitor. Tenho impressão de estar ocorrendo alinhamento com o eleitorado."

O Estado, conforme dados do TRE, tem universo de 30,3 milhões de eleitores.

A faixa de idade com maior representatividade nas urnas é de 45 a 59 anos: 7,2 milhões de pessoas. Mas com diferença de 100 mil é acompanhado pelo eleitor entre 25 e 34 anos, que somam 7,1 milhões. O eleitor de 35 a 44 anos corresponde a 6,1 milhões.

O Brasil conta, de acordo com estatística de abril do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com total de 134,8 milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 32,4 milhões encontram-se na faixa etária entre 25 e 34 anos. Em segundo lugar aparecem os eleitores de 45 a 59 anos com 30,2 milhões.

Rui Tavares Maluf pondera que apesar de haver certa inversão, os números não são muito diferentes dos outros níveis. "É quase natural o fenômeno demográfico por conta do tamanho do Brasil. As características das regiões não são iguais, há migrações internas. Por isso, há tal descasamento."

IDADE POLÍTICA - O cientista político lembra que a idade da classe política também tem avançado no País. "Desde o processo de redemocratização muitos políticos vêm sendo reeleitos. Na média eles também estão ficando mais velhos, não só a população."

Em contrapartida, segundo Rui Maluf, há resistência entre os jovens para ingressar na vida pública. "A concepção da política é muito ruim. Não é algo que o jovem se sinta estimulado. Estão entrando para a vida pública cada vez mais tarde."

No País, número de mulheres é maior em todos os níveis

O número de mulheres eleitoras é maior em todos os níveis no País. Na opinião de especialistas, alguns candidatos se esforçam abertamente para buscar esse voto, outros preferem não especificar abertamente o perfil do eleitor.

Do total de votantes aptos no Brasil (134,8 milhões), 64,4 milhões são homens e 69,4 milhões são mulheres de acordo com números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Outros 150.390 indivíduos não informaram o sexo.

Já no Estado de São Paulo dos 30,3 milhões de eleitores, 15,7 milhões são do sexo feminino e 14,4 do sexo masculino.Do total, 61.698 não informaram o sexo.

Para o especialista em marketing e propaganda eleitoral e professor da USP, Savio Ximenes, a maioria de mulheres faz com que os candidatos trabalhem para conquistar o voto deste público. "No caso de São Paulo, são mais de 1 milhão de votos entre as mulheres." O suficiente para eleger dez deputados estaduais.

Dos quase 2 milhões de eleitores do Grande ABC, mais de 1 milhão são mulheres e 915 mil homens. Não informaram 3.142. A diferença chega a quase 100 mil votos, suficientes para eleger um deputado.

O professor da Fundação Escola de Sociologia e Política, Rui Tavares Maluf, afirma que é raro o candidato buscar classe específica. "O político médio não divide por jovem ou mulher."

Para Maluf, com lista aberta o político buscará conquistar número maior de eleitores e fugirá de barreiras. "Só se ele tiver história ligada a alguma causa. Do contrário o campo tende a ficar limitadíssimo e isso não é o ideal durante uma campanha", explica o professor.



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